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Espaço Generativo | “Espaço Generativo” O projeto da dupla Rodrigo Bellotto e Felipe Sztutman, consiste basicamente na construção de uma narrativa espacial. Para isso, os... ver mais “Espaço Generativo” O projeto da dupla Rodrigo Bellotto e Felipe Sztutman, consiste basicamente na construção de uma narrativa espacial. Para isso, os artistas irão desenvolver um espaço físico, uma espécie de ambiente imersivo, que terá algumas de suas propiedades físicas controladas para manipular a experiência in loco. Diferentemente dos ambientes imersivos normais, o espaço proposto será menos objetivo em sua materialidade. Um dos motivos é a ausência de figuração visual. A informação visual que o usuário terá, será de pontos de luz dispostos ao longo do espaço. O resultado será a criação de atmosferas de cor, mutantes. A imagem do espaço sua plasticidade, bem como sua dinâmica, será imaginada pelo usuário, ao somar essa atmosfera cromática com as sugestões sonoras, olfativas e térmicas. Será uma colagem de experiências combinadas e recombinadas à exaustão, a partir de técnicas programacionais de auto-generação. A OBRA: No espaço serão distribuídas 05 caixas de som, ar condicionado, ventilador, odorizantes e estrutura de alumínio com fibras óticas. Estes componentes ficarão ligadas ao banco de dados que determinará a combinação entre eles. Maio 2009 Ao longo desses primeiros dias de residência, priorizamos nosso tempo em 3 frentes: A seguir uma descrição de cada uma delas. 1- Viabilização do projeto; Estamos enfrentando um problema para a realização das experimentações. Como o suporte de nosso projeto é um espaço, é difícil entender e trabalhar suas possibilidades sem uma maquete 1: 1. Nós temos que fazer um protótipo do projeto, no entanto p/ o prótótipo temos que ter a maioria dos elementos presentes no resultado final. Então, pensamos em fragmentar o projeto e testar os elementos de forma separada: Módulo de fibra-ótica: Vamos criar 1 módulo de fibra-ótica. Que ao final reproduziremos em função do dinheiro e do epaço disponibilizado para a execução. Testaremos o resultado cromático e espacial em função da densidade e da disposição das fibras pelo espaço teste de controle e comportamento do ar condicionado e do aquecedor no espaço: depois de conseguidos os equipamentos, solicitaremos ao Radamés que crie um interface digital p/ controlar via computador e arduíno. Esse será os teste mais infiél ao produto final, pois provavelmente usaremos um equipamente diferentes e não temos um espaço similar para teste. Teste da narrativa sonora no espaço: experimentação da criação de atmosferas sonoras. obs.: O fato de precisarmos de nota-fiscal de empresa + 3 orçamentos dificulta a compra de produtos de segunda mão para os teste. 2- Composição da narrativas sonoras. O design de som é onde que temos menor intimidade técnica. Por isso, estámos contando com a ajuda de um colaborador externo (Fernando Bizzari), me como da ajuda dos outros residentes: Guilherme Gravita e Alexandre Fenerich. Estamos estudando referências de músicos que trabalham a composição sonora com referências visuais e também técnicas de transição para trabalhar as possibilidades de banco de dados e generatividade. Alguns dos músicos: Luc Ferrari; Hans Tutschku; Bernard parmegiani; Ligeti; Paul Koonce. 3- Prospecção de apoio e ou patrocínios Alguns dos possíveis patrocinadores: fasa (fibra ótica) philips (lâmpadas) Junho 2009 Ao longo deste 2o mês de residência, concentramos nossos esforços em 2 frentes: _ realização do protótipo Nos preocupamos em projetar um protótipo que, ainda que reduzido, seja grande o suficiente para que seja penetrável por uma pessoa e pequeno o suficiente para se enquadrar nos custos de produção. O resultado final é um paralelepípedo de 2,05m x 2,43m x 2,19m, com a infra-estrutura necessária para a realização do processo experimental do projeto. O processo de realização do protótipo foi importante para nos familiarizarmos com 2 importantes etapas do processo de execução artística: a produção executiva e o aprofundamento técnico e teórico. Em relação à produção executiva, fizemos contato com fornecedores, formamos parcerias, prospectamos apoiadores. Quanto ao aprofundamento técnico e teórico, buscamos ajuda principalmente na USP. Encontramos na universidade um grande centro de conhecimento, com pessoas interessadas em ajudar. Um exemplo é a professora Inar Alves de Castro, do departamento de alimentação da faculdade de Farmácia, que disponibilizou para estudo a cartela de aromas de seu laboratório. Também contamos com a ajuda da arquiteta Ana Terra para a realização do projeto físico do protótipo. _ consolidação da equipe de orientadores. Nesse mês conseguimos consolidar a equipe de orientadores do projeto. Após um mês de dúvidas sobre quais perfis seriam mais adequados ao projeto afinal decidimos pelos seguintes nomes, acompanhados de uma breve descrição e o que esperamos de sua Orientação: Ronald Dennis Ranvaud Físico, doutor em física. é professor do Instituto de Ciências Biológicas, departamento de Fisiologia e biofísica. é pesquisador na área de fisiologia do comportamento, com ênfase em processos perceptuais e motores. Nossa expectativa com a orientação do professor Ronald é ampliar o leque de possibilidades de manipulação da experiência vivida pelo espectador dentro da obra, através do conhecimento de propriedades físicas do corpo humano. Marcelo Bicudo Arquiteto, doutor em semiótica. É professor do curso de design da faculdade de arquitetura e urbanismo da USP. Esperamos que o Marcelo nos oriente no sentido de fortalecer nosso embasamento conceitual e artístico do projeto. Ricardo Palmieri Arquiteto, produtor multimídia e pesquisador de ferramentas livres para produção artística e de interatividade nas artes e comunicação. Esperamos encontrar na orientação do Palmieri um caminho para comunicar e controlar a interface física com a interface digital, e, também, entrar em contato cm as possibilidades narrativas que se abrem nesse encontro. Carlos Zibel Arquiteto, doutor em arquitetura. Livre docente da faculdade de arquitetura e urbanismo da USP. Pesquisador da área de áudio-visual. Buscamos em Carlos Zibel uma fonte de inspiração criativa para trazer mais poética ao Resultado do projeto. Julho 2009 Durante o mês de julho, a execução do protótipo somada as primeiras reuniões com os orientadores nos possibilitaram refletir sobre o projeto, percebemos ter dedicado uma enorme energia na produção do espaço generativo e deixado a discussão acerca do propósito do projeto de lado. Ao apresentarmos o projeto para os orientadores, tivemos que revisitar nossos interesses iniciais e fazer um balanço do que tinhamos discutido e realizado. As dúvidas geradas e as referências que recebemos deles foram muito importantes para consolidarmos uma idéia do que propunhamos. Identificamos potência em duas frentes no nosso projeto: o espaço como objeto e suporte para novas experiências sensitivas, um desdobramento da pesquisa de cinema expandido; e a narrativa efetiva que construiremos nele. O primeiro desdobramento mais técnico e de design de objeto e o segundo mais poético. Para construirmos a narrativa, tivemos algumas dificuldades com a potência das sensações sugeridas pelo espaço, partimos então para o empírico, experimentando com o protótipo variações de possíveis discursos. Concretizamos as parcerias porém ainda estamos aguardando o fornecimento dos aromas da Givaudan, da matrix de led da On Projeções para seguirmos adiante com a construção da obra e narrativa. Contamos ainda com a parceria da Interativa, emprese recém fundada de Ricardo Palmieri, para nos auxiliar com primor na programação de controle. Nestes meses que se seguem projetaremos o espaço que irá para exposição com as possíves correções e adequações a verba final e construiremos a narrativa generativa assim como o software de controle.... << | Nenhuma | 26/06/2009 15:19 | 0 |
Mariana Shirai |
Espaço em Movimento | I/Legítmo: Dentro e Fora do Circuito começa amanhã. Essa é a segunda grande exposição do novo MIS, que foi reaberto em agosto após uma grande... ver mais I/Legítmo: Dentro e Fora do Circuito começa amanhã. Essa é a segunda grande exposição do novo MIS, que foi reaberto em agosto após uma grande reforma de suas estruturas. I/Legítimo ocorre simultaneamente aqui no MIS e na galeria Paço das Artes, na Cidade Universitária. Na abertura, o MIS recebe, às 19h, o coletivo Digital Spray, que mescla o graffiti e a arte digital. No link abaixo, tem um resumo sobre a dupla e a performance que eles fazem amanhã. http://www.mis-sp.org.br/icox...... << | i legítimo ilegítimo mis digital spray | 17/10/2008 17:02 | 0 |
Educativo MIS |
Visita casada entre Núcleos Educativos Mis e paço das Artes | Convite para a visita casada entre os museus Mis e Paço das Artes. Convite para a visita casada entre os museus Mis e Paço das Artes. | visita casada núcleo educativo visita monitorada mis paço das artes nucleo educativo monitoria mis paço das artes | 22/11/2008 14:48 | 0 |
Mariana Shirai |
Another Day/Another Drawing | Não foi Dan Perjovschi quem transferiu para as paredes do Paço das Artes as figuras que compõem Another Day/Another Drawing, de sua autoria. Por motivos pessoais, o artista... ver mais Não foi Dan Perjovschi quem transferiu para as paredes do Paço das Artes as figuras que compõem Another Day/Another Drawing, de sua autoria. Por motivos pessoais, o artista romeno não pôde vir ao Brasil para produzir a instalação, trabalho que ficou a cargo do assistente brasileiro Lucas Bocatto Prandini. Dan, reconhecido internacionalmente desde que figurou entre os participantes da Bienal de Veneza de 1999, enviou à curadoria da I/Legítimo (exposição em cartaz no MIS e no Paço) 250 de seus desenhos que misturam frases, graffiti, cartoon e quadrinhos. Eles foram aplicados com papel carbono em grande parte da parede do fundo do andar térreo do Paço. A obra é uma exceção na carreira de Dan. Ele costuma trabalhar sozinho, sem assistência, e sempre sai de suas mãos o trabalho final. Além disso, uma das mais importantes características de suas instalações é que elas se relacionam com o contexto em que estão inseridas, particularidade que acabou sendo adaptada com o cancelamento da vinda do artista ao Brasil. “Não tenho idéia de como (o trabalho) ficou no fim”, contou Dan na entrevista feita por e-mail ao Mais do MIS. Assim, as circunstâncias acabaram levantando também a questão da autoridade do artista nos dias de hoje, engrossando ainda mais a discussão sobre a legitimidade nas artes. Suas obras sempre se relacionam com o contexto nos quais são exibidas. Como essa característica foi desenvolvida no trabalho Another Day/Another Drawing, apresentado no Paço das Artes? Dan Perjovschi: Como sempre, estava preparado para ir até o local em São Paulo para pesquisar, desenhar, selecionar e então transferir os desenhos na parede. Mas, devido a alguns acontecimentos na minha vida, não pude, então tive que partir para o plano B. Fiz uma seleção dos meus melhores desenhos e os adaptei para serem transferidos para a parede sem a minha presença. Neste caso, o contexto funcionou como uma base para a seleção. Algumas das mensagens de Another Day/Another Drawing no Paço das Artes combinam violência e humor. Você poderia comentar o uso desses dois aspectos em seu trabalho? Dan Perjovschi: Humor é uma decisão tática. Eu lido com obras que contém em si questões pesadas e descrevo em poucas linhas situações complexas. Sem o humor eu não poderia fazer isso. Eu uso o humor tanto como uma ferramenta de descolamento (assegurando o meu distanciamento) e um mecanismo de gancho (trazendo a audiência mais perto). Violência não sou eu, mas a sociedade ao meu redor. Eu uso o humor para criticá-la. Se você olhar com cuidado, verá que eu não sou cínico, mas enfático. Desenhar coisas é a minha maneira de saber as coisas. Você usou um assistente aqui em São Paulo para montar sua obra. Chegou a ver o resultado final? Dan Perjovschi: Não tenho idéia de como ficou no fim. Eu dei um script para os organizadores e ficou por conta deles decidirem os detalhes. Algumas vezes acidentes e surpresas no trabalho com a arte acontecem e eles são bons para o desenvolvimento de um artista. Eu espero ser surpreendido pela instalação no Paço das Artes. Eu não trabalho com assistentes. Acho o processo (outra pessoa sendo eu) impossível. Eu normalmente faço as minhas próprias coisas. Quando eu delego uma parte de um trabalho meu a estranhos, de certa maneira, a obra final não é minha exatamente, mas também dessa pessoa. Você deu instruções específicas para fazer o trabalho, ou o assistente teve a liberdade para combinar os desenhos da maneira que ele quisesse? Dan Perjovschi: Eu dei algumas idéias de como poderia ser feita, mas no final a decisão estava nas mãos e mentes dos curadores. Como no jazz, há um script, mas também espaço para improvisar. Você acha que o fato de um site-specific não ter a presença do artista em seu lugar de exibição muda a autoridade do artista sobre ele? Dan Perjovschi: Sim. Desta vez, meu trabalho não é tanto sobre o lugar onde estou exibindo (se bem que eu fiquei com o Brasil e São Paulo na cabeça quando selecionei os desenhos), mas sobre o mundo em volta do lugar. Eu trouxe o mundo para São Paulo... Como e quando você acha que a legitimidade do circuito de arte aconteceu na sua trajetória? Em algum momento essa questão foi um problema para você? Como é ser um artista de um país que não está no centro do poder econômico? Dan Perjovschi: Eu precisei de cerca de dez anos depois de formado em artes para dominar uma linguagem artística válida e outros 5 para melhorar essa linguagem. Os primeiros anos da minha carreira foram bem difíceis. Por muito tempo, eu e a minha companheira Lia fomos pobres e sobrevivíamos. Mas nós nos envolvemos em eventos sociais, nas mudanças do país e ignoramos o resto. Nós dois começamos como performers e praticamos por algum tempo performances políticas. A maneira com que eu desenho hoje em dia é performática e é o resultado do meu ambiente político e econômico. Odeio fronteiras e transportes e seguros e orçamentos. Então eu desenvolvi essa simples e direta tática de uma expressão indoor de graffiti-cartoon-art-brut. Eu a chamo de graffiti intelectual. Veja, eu faço o caminho inverso, eu comecei em museus e gradualmente vou para as ruas. Agora, eu faço um tipo de trabalho freestyle. Eu pego a minha caneta sem um plano claro na minha mente e executo os desenhos no local. Sem importação ou exportação de arte. Sem empréstimos ou seguros. Baixo orçamento. Efeito máximo. O projeto no Paço é uma exceção, mas também está na categoria de um tipo de linguagem simples, sem seguro e direta. Talvez porque a exposição tem o nome de I/Legítimo. Voltando à questão, foi difícil, mas ao mesmo tempo extraordinário conhecer o mundo que me censurou e me recusou por 30 anos. Eu viajei pela primeira vez para fora do meu país quando eu tinha 30 anos!! Viver na Romênia, em Bucareste, não é fácil, mas eu imagino que não seja fácil em Nova York, Londres, ou no Rio de Janeiro.... << | i legítimo ilegítimo dan perjovschi another day drawing paço mis | 24/10/2008 18:31 | 1 |