buscar em:    AVANÇADA

Rede MIS


login senha Esqueceu?

Resultado da busca pela tag:

perjovschi

Mostrar resultados de:
Blog | Comunidades | Fotos | Áudios | Vídeos | Documentos | Bibliografias | Links

Posts de Blogs

Foto/Autor Título do Post Descrição Tags Horário Comentários
Mariana Shirai
Mariana Shirai
Another Day/Another Drawing Não foi Dan Perjovschi quem transferiu para as paredes do Paço das Artes as figuras que compõem Another Day/Another Drawing, de sua autoria. Por motivos pessoais, o artista... ver mais Não foi Dan Perjovschi quem transferiu para as paredes do Paço das Artes as figuras que compõem Another Day/Another Drawing, de sua autoria. Por motivos pessoais, o artista romeno não pôde vir ao Brasil para produzir a instalação, trabalho que ficou a cargo do assistente brasileiro Lucas Bocatto Prandini. Dan, reconhecido internacionalmente desde que figurou entre os participantes da Bienal de Veneza de 1999, enviou à curadoria da I/Legítimo (exposição em cartaz no MIS e no Paço) 250 de seus desenhos que misturam frases, graffiti, cartoon e quadrinhos. Eles foram aplicados com papel carbono em grande parte da parede do fundo do andar térreo do Paço. A obra é uma exceção na carreira de Dan. Ele costuma trabalhar sozinho, sem assistência, e sempre sai de suas mãos o trabalho final. Além disso, uma das mais importantes características de suas instalações é que elas se relacionam com o contexto em que estão inseridas, particularidade que acabou sendo adaptada com o cancelamento da vinda do artista ao Brasil. “Não tenho idéia de como (o trabalho) ficou no fim”, contou Dan na entrevista feita por e-mail ao Mais do MIS. Assim, as circunstâncias acabaram levantando também a questão da autoridade do artista nos dias de hoje, engrossando ainda mais a discussão sobre a legitimidade nas artes. Suas obras sempre se relacionam com o contexto nos quais são exibidas. Como essa característica foi desenvolvida no trabalho Another Day/Another Drawing, apresentado no Paço das Artes? Dan Perjovschi: Como sempre, estava preparado para ir até o local em São Paulo para pesquisar, desenhar, selecionar e então transferir os desenhos na parede. Mas, devido a alguns acontecimentos na minha vida, não pude, então tive que partir para o plano B. Fiz uma seleção dos meus melhores desenhos e os adaptei para serem transferidos para a parede sem a minha presença. Neste caso, o contexto funcionou como uma base para a seleção. Algumas das mensagens de Another Day/Another Drawing no Paço das Artes combinam violência e humor. Você poderia comentar o uso desses dois aspectos em seu trabalho? Dan Perjovschi: Humor é uma decisão tática. Eu lido com obras que contém em si questões pesadas e descrevo em poucas linhas situações complexas. Sem o humor eu não poderia fazer isso. Eu uso o humor tanto como uma ferramenta de descolamento (assegurando o meu distanciamento) e um mecanismo de gancho (trazendo a audiência mais perto). Violência não sou eu, mas a sociedade ao meu redor. Eu uso o humor para criticá-la. Se você olhar com cuidado, verá que eu não sou cínico, mas enfático. Desenhar coisas é a minha maneira de saber as coisas. Você usou um assistente aqui em São Paulo para montar sua obra. Chegou a ver o resultado final? Dan Perjovschi: Não tenho idéia de como ficou no fim. Eu dei um script para os organizadores e ficou por conta deles decidirem os detalhes. Algumas vezes acidentes e surpresas no trabalho com a arte acontecem e eles são bons para o desenvolvimento de um artista. Eu espero ser surpreendido pela instalação no Paço das Artes. Eu não trabalho com assistentes. Acho o processo (outra pessoa sendo eu) impossível. Eu normalmente faço as minhas próprias coisas. Quando eu delego uma parte de um trabalho meu a estranhos, de certa maneira, a obra final não é minha exatamente, mas também dessa pessoa. Você deu instruções específicas para fazer o trabalho, ou o assistente teve a liberdade para combinar os desenhos da maneira que ele quisesse? Dan Perjovschi: Eu dei algumas idéias de como poderia ser feita, mas no final a decisão estava nas mãos e mentes dos curadores. Como no jazz, há um script, mas também espaço para improvisar. Você acha que o fato de um site-specific não ter a presença do artista em seu lugar de exibição muda a autoridade do artista sobre ele? Dan Perjovschi: Sim. Desta vez, meu trabalho não é tanto sobre o lugar onde estou exibindo (se bem que eu fiquei com o Brasil e São Paulo na cabeça quando selecionei os desenhos), mas sobre o mundo em volta do lugar. Eu trouxe o mundo para São Paulo... Como e quando você acha que a legitimidade do circuito de arte aconteceu na sua trajetória? Em algum momento essa questão foi um problema para você? Como é ser um artista de um país que não está no centro do poder econômico? Dan Perjovschi: Eu precisei de cerca de dez anos depois de formado em artes para dominar uma linguagem artística válida e outros 5 para melhorar essa linguagem. Os primeiros anos da minha carreira foram bem difíceis. Por muito tempo, eu e a minha companheira Lia fomos pobres e sobrevivíamos. Mas nós nos envolvemos em eventos sociais, nas mudanças do país e ignoramos o resto. Nós dois começamos como performers e praticamos por algum tempo performances políticas. A maneira com que eu desenho hoje em dia é performática e é o resultado do meu ambiente político e econômico. Odeio fronteiras e transportes e seguros e orçamentos. Então eu desenvolvi essa simples e direta tática de uma expressão indoor de graffiti-cartoon-art-brut. Eu a chamo de graffiti intelectual. Veja, eu faço o caminho inverso, eu comecei em museus e gradualmente vou para as ruas. Agora, eu faço um tipo de trabalho freestyle. Eu pego a minha caneta sem um plano claro na minha mente e executo os desenhos no local. Sem importação ou exportação de arte. Sem empréstimos ou seguros. Baixo orçamento. Efeito máximo. O projeto no Paço é uma exceção, mas também está na categoria de um tipo de linguagem simples, sem seguro e direta. Talvez porque a exposição tem o nome de I/Legítimo. Voltando à questão, foi difícil, mas ao mesmo tempo extraordinário conhecer o mundo que me censurou e me recusou por 30 anos. Eu viajei pela primeira vez para fora do meu país quando eu tinha 30 anos!! Viver na Romênia, em Bucareste, não é fácil, mas eu imagino que não seja fácil em Nova York, Londres, ou no Rio de Janeiro.... << i  legítimo  ilegítimo  dan  perjovschi  another  day  drawing  paço  mis  24/10/2008 18:31 1
.

Realização

  • Museu da Imagem e do Som
  • Museu da Imagem e do Som