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Willy Ronis

 A exposição Willy Ronis, realizada em parceria com o instituto Jeu de Paume (Paris), e com apoio Consulado da França, em São Paulo, é composta por 80 fotografias e traz uma seleção de obras que apresenta a inserção do fotógrafo em um discurso humanista e de profunda consciência da própria natureza e de experiências das realidades sociais que o cercavam.

Para Willy Ronis, a fotografia não é uma finalidade em si, porém um meio para expressar sua própria experiência das realidades sociais que o cercam.Tiradas na rua, em fábricas, na natureza ou na intimidade, suas fotografias representam uma coleção de instantes distribuídos por toda a sua carreira de fotógrafo e fundamentam sua própria versão do real. 
 
Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, a fotografia francesa é liderada pelo Grupo dos XV, ao qual pertencem Robert Doisneau, René-Jacques, Marcel Bovis e, claro, Willy Ronis. A visão anedótica, a paródia, a ternura, a delicadeza visual estão entre os procedimentos narrativos prediletos da fotografia humanista e constituem sua razão de ser. As animadas ruas de Paris, seus bairros populares, os transeuntes, as crianças brincando e, de forma mais geral, cenas do cotidiano constituem o cenário no qual esses fotógrafos unem poesia e vocação espontânea para testemunhar o mundo.
 
Mesmo assim, Willy Ronis está convencido de que há uma dissimulação na tentativa de suavizar a injustiça social por meio da fotografia. Com convicção e lucidez, dedica-se à exploração sistemática da vida das classes sociais menos favorecidas, como testemunham suas fotografias de operários, grevistas e de inflamados discursos de sindicalistas, seja nas fábricas da Citroën (1939) e da Renault (1950), nas minas de Saint-Étienne (1948) ou nas ruas de Paris (1950). Todavia, para além de sua sensibilidade para as condições de trabalho, familiares e sociais dos operários de então, aflora um fotógrafo cujos interesses sociopolíticos não se satisfazem com fragmentos de vida retratados aqui e ali, mas exigem dele um comprometimento ativo. Ronis não é miserabilista, não enfeita a pobreza; não estetiza nem exalta os pobres, porém, junta-se às suas reivindicações, à sua luta e aos seus manifestos.
 
Willy Ronis (Paris, França, 1910 – Paris, França, 2009) 
Um dos maiores representantes da fotografia humanista, Willy Ronis, contemporâneo de Robert Doisneau e Henri Cartier-Bresson, é um artista fundamental para a história da fotografia francesa. Inspirado pelo trabalho de Alfred Stieglitz e Ansel Adams, iniciou sua carreira com a morte de seu pai, em 1936, tornando-se fotógrafo para a imprensa, a indústria, a moda e a publicidade.
Depois de atuar como repórter fotográfico em diversas publicações, como as revistas Plaisir de France, Life, Regards e Vogue, passou a se dedicar à exploração da vida das classes sociais menos favorecidas, como pode ser visto nas séries realizadas em fábricas da Citroën (1939) e da Renault (1950), nas minas de Saint-Étienne (1948) ou nas ruas de Paris (1950), levado por sua convicção política de esquerda. Atualmente, sua obra é considerada testemunho histórico da capital francesa e de seus habitantes, revelados por meio de reportagens sociais.

? Este evento faz parte de Maio Fotografia no MIS 2013.

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