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Revista Camera – A fotografia dos séculos XIX e XX

A mostra Revista Camera – A fotografia dos séculos XIX e XX ocupa o espaço expositivo 1º andar apresentando 219 imagens de importantes nomes da fotografia, como Eugène Atget, Cartier-Bresson, Aleksander Rodchenko, Robert Mapplethorpe, Robert Frank, Sarah Moon e Larry Clark, entre outros, que fizeram parte da aclamada revista de fotografia Camera

Criada em 1922, a Camera encerrou suas atividades em 1981 e voltou a ser editada em 2013, em versão bilíngue (francês-inglês) com quatro edições anuais. A versão original da revista foi um marco, e assim permaneceu durante os períodos mais importantes da fotografia. Com a direção de Allan Porter, a revista experimentou um sucesso sem precedentes, testemunhou a época de ouro do documentário, o advento da cor e os experimentos em abstração e minimalismo, à medida que a fotografia começava a ser aceita no mundo da arte. Importantes figuras como Josef Koudelka, Ralph Gibson, Duane Michals, Lua de Sarah, Eikoh Hosoe, Bernard Plossu, David Goldblatt e Leslie Krims publicaram suas fotografias na Camera, onde foram reconhecidas não como mera ilustração, mas como obras de arte em si mesmas.

Allan Porter resguardou aproximadamente três mil negativos, cromos, ampliações em papel fotográfico e papel japonês de diversos fotógrafos que tiveram seus trabalhos publicados durante os 15 anos em que ele esteve à frente do periódico (1966 – 1981), e que mostram o percurso da fotografia desde o século XIX. Em 2015, Wulf Rössler, psiquiatra e professor da Universidade de Zurique, comprou todo o acervo de Porter que, à época, enfrentava uma crise financeira.

Em 2016, pensando que essa coleção se encaixava no perfil do MIS, Rössler procurou o museu com uma proposta para expô-las. “Ele nos explicou que havia feito uma primeira separação das fotos, mas que ainda seria necessário um trabalho adequado de documentação e conservação. Assim foi fechada a parceria: o MIS auxiliaria na higienização, catalogação e acondicionamento das fotografias, e ele cederia parte delas para uma exposição no Museu”, conta André Sturm, que na época era diretor executivo do MIS e assina a curadoria da exposição. Cristiane de Almeida e Talita Virginia assinam a co-curadoria.

Assim, Sturm e Patricia Lira, supervisora do CEMIS, viajaram para Zurique, cidade onde Wulf Rössler reside. Lá tiveram acesso a este rico material e mergulharam nas fotografias e nas informações diversas sobre os artistas e sobre a revista Camera. Lá também tiveram a oportunidade de conhecer o próprio Allan Porter, que vive em uma cidade próxima, Lucerna.

“Em meio a livros e café, aquela figura lendária da fotografia mundial nos contou, com muita lucidez, diversas histórias sobre o mundo da fotografia e da revista que ele dirigiu por 15 anos. Patricia Lira retornou para uma temporada em Zurique e pôde conhecer o acervo a fundo e realizar as tarefas necessárias”, detalha Sturm. “Aqui no MIS, meu desafio era, a partir daquela coleção, fazer um recorte. Várias ideias surgiram e terminei optando por fazer uma seleção dos grandes artistas que participaram da Camera, e uma ala para as fotos do século XIX e início do XX”, complementa.

MAIO FOTOGRAFIA NO MIS 2017
Anualmente, o MIS dedica um espaço na agenda de programação para mostras exclusivamente de fotografias com obras de artistas nacionais e internacionais. Este ano serão apresentadas sete exposições. Além desta, integram o especial:

Farida, um Conto Sírio apresenta o trabalho inédito do brasileiro Mauricio Lima, que acompanhou durante seis meses o fluxo migratório de refugiados do Oriente Médio à Europa, ensaio que tornou-o o único brasileiro a receber o Prêmio Pulitzer (2016).

mObgraphia Cultura Visual integra a programação do Maio Fotografia no MIS e traz três exposições: Avessos e paradigmas, com obras dos veteranos German Lorca, Maureen Bisilliat, Nair Benedicto e Penna Prearo fotografando pela primeira vez com celular; o coletivo internacional Hikari Creative, formado por premiados fotógrafos internacionais, mostra suas produções com smartphones com a exposição A arte da observação urbana e o Festival Latino-Americano de Mobgrafias (FLAMOB) apresenta as fotografias premiadas em diversas categorias.

O Maio Fotografia ainda traz a mostra Passagens da inocência de Giullia Paulinelli, uma das artistas selecionadas pelo programa Nova Fotografia 2017.

Completa a programação uma curadoria especial com acervo do próprio museu, intitulada Caçador e construtor, que tem entre seus destaques obras de Cristiano Mascaro, Arnaldo Pappalardo, Fernando Natalici e Gal Oppido.

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