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Farida, um Conto Sírio | Mauricio Lima

O Espaço Redondo do Museu é ocupado pela exposição Farida, um Conto Sírio, do fotógrafo Mauricio Lima, que acompanhou por seis meses em 2015 a longa jornada de migração de refugiados do Oriente Médio rumo a Europa. O título da mostra, que conta com curadoria da alemã Elisabeth Biondi, alude ao nome do bebê que nasceu em Karlstad, interior da Suécia, após todas as dificuldades físicas e emocionais que seus pais ─ representando cerca de cinco milhões de refugiados sírios ─ foram obrigados a enfrentar por mais de 50 dias durante a travessia, ocasionada pela guerra em seu país. Este ensaio sobre os refugiados em busca de asilo na Europa rendeu a Mauricio Lima o Prêmio Pulitzer em 2016, tornando-o o único cidadão brasileiro a receber esse prestigioso reconhecimento.

Desde a invasão norte-americana do Iraque, em 2003, Mauricio Lima vem documentando o êxodo e as consequências de povos afetados por conflitos. Em 2015, ele passou 38 dias entre o norte da Síria e o Iraque, depois visitou as principais fronteiras que os refugiados usam para fugir: Turquia, Grécia, Bulgária, Macedônia, Sérvia, Croácia e Hungria; e os destinos ou rotas: Áustria, Alemanha, Suécia e Noruega. Passou entre uma e duas semanas em cada lugar, no total de seis meses. As fotos de Mauricio iluminam a montanha-russa emocional por que os refugiados passam em sua jornada pelo desconhecido, na esperança de encontrar um lugar para viver com dignidade e respeito. 

Enquanto documentava a saga dos refugiados, Mauricio percebeu que devia humanizar o acontecimento catastrófico e quis se aproximar de uma família e fotografar suas provações árduas até o exílio. Ele se conectou com a família Majid, que dormia em uma barraca em uma praça de Belgrado, na Sérvia. Durante 29 dias, o fotógrafo compartilhou da vida deles, os perigos e as dificuldades para ir da Sérvia à Suécia. “Com suas imagens, Mauricio Lima dá a nós, espectadores, a oportunidade de compartilhar visual e intimamente os altos e baixos da viagem da família em busca de asilo”, diz a curadora Elisabeth Biondi.

A exposição, que apresenta 33 imagens, é co-realizada pelo MIS e pela DOC Galeria|Escritório de Fotografia.

Mauricio Lima [São Paulo, Brasil] é um fotógrafo documental independente. Ao longo de mais de uma década, vem desenvolvendo um extenso projeto sobre a vida de pessoas afetadas por crises sociais e conflitos armados, com amplos trabalhos realizados em países como Afeganistão, Brasil, Iraque, Líbia, Portugal e Ucrânia. Atualmente, concentra-se em uma longa documentação sobre a migração dos refugiados do Oriente Médio rumo à Europa. Parte desse trabalho tem sido publicada com frequência pelo The New York Times.

Após os protestos de junho de 2013 no Brasil, Mauricio Lima idealizou o FotoProtestoSP, um coletivo que reuniu cerca de 20 fotógrafos, cujo objetivo era o de disseminar a importância de manifestações de rua como liberdade de expressão em uma sociedade democrática, através de grandes intervenções fotográficas em muros públicos de São Paulo.

É detentor de inúmeros prêmios – todos no exterior – com destaque para o World Press Photo [duas vezes], Pictures of the Year International [quatro vezes], Overseas Press Club of America [2016], The Frontline Club Award London [2015], Bayeux-Calvados des Correspondants de Guerre [2006], entre outros. Foi eleito o fotógrafo do ano pelo Pictures of the Year Latin America [2015] e pela revista TIME [2010].

Mauricio Lima é o único fotógrafo brasileiro condecorado com o prêmio Gabriel García Márquez, concedido pela Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano [2004], o mais prestigioso reconhecimento na América Latina. Em 2016, Mauricio Lima tornou-se o primeiro fotógrafo brasileiro a receber o prestigioso Prêmio Pulitzer pelo seu ensaio sobre os refugiados em busca de asilo na Europa, após ter sido finalista em 2015 com o trabalho sobre o conflito na Ucrânia.

MAIO FOTOGRAFIA NO MIS 2017
Anualmente, o MIS dedica um espaço na agenda de programação para mostras exclusivamente de fotografias com obras de artistas nacionais e internacionais. Este ano serão apresentadas sete exposições. Além desta, integram o especial:

Revista Camera – A fotografia dos séculos XIX e XX traz uma seleção de imagens da coleção que Allan Porter foi construindo durante os anos em que esteve à frente da cultuada revista de fotografia Camera (1966-1981).

mObgraphia Cultura Visual integra a programação do Maio Fotografia no MIS e traz três exposições: Avessos e paradigmas, com obras dos veteranos German Lorca, Maureen Bisilliat, Nair Benedicto e Penna Prearo fotografando pela primeira vez com celular; o coletivo internacional Hikari Creative, formado por premiados fotógrafos internacionais, mostra suas produções com smartphones com a exposição A arte da observação urbana e o Festival Latino-Americano de Mobgrafias (FLAMOB) apresenta as fotografias premiadas em diversas categorias.

O Maio Fotografia ainda traz a mostra Passagens da inocência de Giullia Paulinelli, uma das artistas selecionadas pelo programa Nova Fotografia 2017.

Completa a programação uma curadoria especial com acervo do próprio museu, intitulada Caçador e construtor, que tem entre seus destaques obras de Cristiano Mascaro, Arnaldo Pappalardo, Fernando Natalici e Gal Oppido.

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