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Programação


Dan Graham | Exibição de vídeos + mesa-redonda

O MIS, em colaboração com Galeria Nara Roesler, apresenta dois vídeos emblemáticos do artista norte-americano Dan Graham (IL, EUA, 1942): Rock My Religion (1983-1984) e Don’t Trust Anyone Over 30 (2004). As sessões acontecem no domingo, 13 de agosto, às 16h, no Auditório MIS, seguidas de mesa-redonda com Marta Bogéa, Agnaldo Farias e Solange Farkas, que conduzem um debate sobre os trabalhos de Dan Graham. A entrada é gratuita, com retirada de senha com uma hora de antecedência na recepção do Museu.

A exibição acontece em paralelo à exposição do artista realizada na Galeria Nara Roesler a partir do dia 12 de agosto. A mostra exibe Pavillion (2016), obra criada especialmente para a ocasião, além de seis maquetes Sem Título (2011-2016) e o vídeo Death by Chocolate: West Edmonton Shopping Mall (1986-2005). Mais informações: https://nararoesler.art/exhibitions/115/

Sobre os vídeos

Rock My Religion | Dan Graham | 1983-84/55”27’ | p&b cor, som | 55”27’

Rock My Religion é um vídeo documental composto por um conjunto de histórias, músicas, textos e registros audiovisuais no sentido de examinar e reconstruir a relação entre religiões alternativas e o rock no seu desenvolvimento e prática. O vídeo abre com músicos punk tremendo violentamente seus corpos no palco ao som de uma guitarra elétrica, alternando com ilustrações de xilogravuras de Shakers, membros de um movimento religioso dos séculos XVIII e XIX assim chamados por causa de sua fervorosa dança de purificação contra o Mal.

A trilha sonora de abertura sobrepõe e alterna entre a voz de Graham, contando a história de Ann Lee, a Shaker que acreditava ser a segunda vinda de Cristo, e a voz de Patti Smith, grande inovadora do punk-rock que estabeleceu um paralelo entre cultura do rock e religião. Rock My Religion segue explorando as práticas religiosas americanas históricas, incluindo rituais de nativos americanos, puritanos e Shakers, e o surgimento de músicos de rock, como Jerry Lee Lewis, Elvis e The Doors. O rock é interpretado como uma religião com potencial para a experiência transcendental comunal, mas que inverte a pureza tradicional com uma dança religiosa sexualizada. Graham procura enfatizar as origens sociais e sexuais do rock’n’roll, e sua reconstrução histórica fornece um quadro para a interpretação dos rituais da cultura rock e punk como formas de prática religiosa.

Créditos | Música original: Glenn Branca, Sonic Youth. Som: Ian Murray, Wharton Tiers. Narração: Johanna Cypis, Dan Graham. Editores: Matt Danowski, Derek Graham, Ian Murray, Tony Oursler. Produzido por Dan Graham e Moderna Museet

Don’t Trust Anyone Over 30 | Dan Graham |2004 | cor, som | 28"29'

Don't Trust Anyone Over 30 foi concebido por Dan Graham como uma combinação de show de marionetes e ópera rock’n’roll, sendo originalmente apresentado ao vivo. A peça foi realizada pela primeira vez na Art Basel Miami Beach em 2004, com performances adicionais no Festival de Viena, Staatsopera Berlin e no Walker Art Center em Minnespolis.

Don't Trust Anyone Over 30 é um entretenimento satírico que dá continuidade à análise cultural desenvolvida pelo artista no vídeo Rock My Religion (1983-84), uma abordagem sobre a evolução da cultura juvenil nos anos 1950 e 1960. A narrativa está contextualizada entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, período em que a tribo "hippie" transferiu sua prática de contracultura para assentamentos em campos bucólicos. Quando Neil Sky é eleito o presidente americano, ele move a Casa Branca para Camp David, onde faz sua conferência de imprensa em uma residência estilo cabana rústica/gaiola de "go-go". Sua primeira ação é abolir alianças estrangeiras, realocando todos os senadores e congressistas para um "campo de concentração" onde são obrigados a tomar LSD junto ao seu fornecimento de bebida. A idade de votação e a menor qualificação de idade para ser presidente dos EUA são ambos reduzidos a 14 anos.

 

Dan Graham, 1942, Urbana, Illinois. Vive em Nova York, NY – EUA

 

O interesse de Dan Graham pelas implicações sociais dos sistemas, cultura popular e arquitetura é articulado em suas instalações, peças conceituais, performances, vídeos, projetos arquitetônicos e escrita prolífica. Graham começou a usar o vídeo na década de 1970 como uma maneira de envolver seus telespectadores diretamente, procurando reestruturar percepções de tempo e espaço – um motivo que se transfere posteriormente a seus pavilhões de vidro e espelho. Circularidade e feedback são temas principais nos trabalhos de Graham, evidenciado pelo uso frequente de espelhos, participação e, por vezes, câmeras para criar um loop. Suas influências incluem Larry Bell, Robert Mangold, Sol LeWitt e Mies van der Rohe.

Participantes da mesa-redonda

Agnaldo Farias é professor doutor da FAUUSP, crítico e curador. Foi Curador Geral do Instituto Tomie Ohtake (2000/2012), do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1998/2000) e Curador Geral da 29a Bienal de São Paulo (2010).

Marta Bogéa é arquiteta urbanista, professora no Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, autora dentre outras da arquitetura para as exposições: Arte Cidade III: a cidade e suas histórias em parceira com George Ribeiro Neto (curadoria Nelson Brissac Peixoto); 27.Bienal de Arte de São Paulo "Como Viver Juntos" (curadoria Lisette Lagnado e equipe) e  e 29. Bienal de Arte de São Paulo"Há sempre um copo de mar para um homem navegar" (curadoria Agnaldo Farias, Moacir dos Anjos e equipe).  

Solange Farkas é curadora e diretora da Associação Cultural Videobrasil. Criou o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil em 1983 e foi diretora e curadora-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia entre 2007 e 2010. Participou como curadora convidada da 10ª Bienal de Charjah (Emirados Árabes Unidos, 2011), 16ª Bienal de Cerveira (Portugal, 2011), 5ª Videozone – International Video Art Biennial (Israel, 2010), FUSO – Mostra Anual de Videoarte (Portugal, 2011-2014 e 2017) e 6º Festival Internacional de Vídeo de Jacarta (Indonésia, 2013). Integra o Comitê de Premiação do Prince Claus Fund Award 2017 e o conselho consultivo do espaço de arte Pivô, em São Paulo.

 

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