Secretaria da Cultura

Programação


22º Festival de Cinema Judaico

Mais uma vez, o MIS integra a programação do Festival de Cinema Judaico de São Paulo, que chega a sua 22ª edição em 2018. No Museu, o evento acontece entre os dias 9 e 11 de agosto, com exibição de doze longas-metragens de diversos países. As sessões acontecem no Auditório MIS (quinta) e no Auditório LABMIS (sexta e sábado). Os ingressos custam R$12 (inteira) e R$6 (meia) e já podem ser adquiridos na recepção do MIS e na Ingresso Rápido. 

Mais detalhes sobre a programação podem ser conferidos em hebraica.org.br/fcjsp 

09.08 | QUINTA
14h 
Os invisíveis/Die Unsichtbaren (Dir. Claus Räfle, Alemanha; 2017; 110’; Elenco: Max Mauff, Alice Dwyer, Ruby O. Fee)

Berlim, fevereiro de 1943: a capital do Reich é declarada “livre de judeus”. Ainda assim, quase 1700 conseguiram sobreviver aos horrores da guerra em Berlim, vivendo de forma quase que imperceptível. Quatro jovens que tornaram-se invisíveis para sobreviver. O filme baseia-se nos depoimentos reais de quatro dessas testemunhas contemporâneas.

16h 
Além das águas/Fuglene Over Sundet (Dir. Nicolo Donato; Dinamarca; 2016; 94’;. Elenco: David Dencik, Danica Curcic, Jakob Cedergren)

Drama dinamarquês baseado numa história verídica. Um músico judeu e sua família tentam fugir de Copenhague depois que os nazistas assumem o controle. Buscam por pescadores locais que estão transportando judeus fugitivos para a Suécia. Quando a Gestapo começa a fechar o cerco, a família é obrigada a colocar suas vidas nas mãos de estranhos. O diretor Nicolo Donato, é neto de um dos barqueiros que salvou muitos judeus. Em setembro de 1943, ao tomar conhecimento de que os nazistas iriam deportar a população judaica, dinamarqueses, rapidamente uniram esforços e conseguiram salvar 7.200 judeus, praticamente todos os que viviam no país. Nenhum outro povo, em toda a Europa continental, agiu de tal forma. Como os cidadãos coletivamente agiram para salvar toda a comunidade, o Yad Vashem (Museu do Holocausto em Jerusalém) declarou o país, como um todo, Justo entre as Nações.

18h 
Um ato de desafio/An Act Of Defiance (Dir. Jean van de Velde; África do Sul; 2017; 124’; Elenco: Peter Paul Muller, Antoinette Louw, Sello Motloung)

1963, África do Sul. Dez homens, um grupo de negros e de judeus, são presos por conspirar contra o Apartheid e seu governo. Liderados por Nelson Mandela, mantido réu pela justiça, e representados pelo corajoso advogado judeu Bram Fischer, os membros do grupo enfrentam uma possível pena de morte. Baseado em fatos reais, o filme chama atenção para o corrupto e grosseiramente injusto sistema político do país, nesse sombrio período da história da África do Sul. Esta poderosa e cativante história capta um momento seminal na luta contra o racismo e explora a pouco conhecida participação dos judeus sul-africanos na luta contra o apartheid.

20h 
O último terno/El Último Traje (Dir. Pablo Solarz; Argentina; 2017; 91’; Elenco: Miguel Ángel Solá, Ángela Molina, Martín Piroyansky)

Abraham Bursztein é um costureiro judeu de 88 anos que vai de Buenos Aires até a Polônia com o objetivo de reencontrar um homem que o salvou da morte depois que ele conseguiu sobreviver a Auschwitz. Fugindo de sua família, que deseja colocá-lo em um asilo, e sem notícias deste homem há mais de 70 anos, Abraham vai tentar localizar seu velho amigo e cumprir a promessa que lhe fez no passado: contar sobre a vida que teve graças à sua coragem.

10.08 | SEXTA

14h 
Fique com o troco/Keep The Change (Dir. Direção: Rachel Israel; EUA; 2017; 94 min; Elenco: Jessica Walter, Christina Brucato, Samantha Elisofon)
Dois adultos com autismo começam uma relação improvável e transformadora. Uma reinvenção sincera e surpreendente da comédia romântica de Nova York. David
um rapaz de família rica, deve participar de um grupo de apoio para pessoas de diferentes espectros autistas, onde ele se apaixona por Sarah . Apesar das personalidades contrastantes, eles começam um romance cativante, derrubando barreiras e lidando com suas deficiências, à medida que o espírito despreocupado de Sarah supera a negatividade de David. Com interpretações naturalmente espontâneas de atores com autismo, a proposta inclusiva e inovadora da diretora Rachel Israel é uma história de amor única e universal.

16h
A pulga alegre/The Merry Flea – Four Sisters (Dir. Claude Lanzmann; França, 2017, 54’; Documentário)

Claude Lanzmann, realizador da grande obra Shoah, criou uma nova série de filmes construídos em torno de mulheres da Europa Oriental, inesperadamente vivas após o fim da guerra. The Merry Flea traz Ada Lichtman, como figura central. Ela foi aprisionada em Sobibor, onde acabou trabalhando na residência de comandantes nazistas. O que é tão notável nos filmes de Lanzmann é a maneira como eles permanecem no tempo presente, onde o horror absoluto do shoah está sempre lembrado.

18h
Bombshell - A História de Hedy Lamarr/Bombshell: the Hedy Lamarr Story (Dir: Alexandra Dean; EUA, 2017, 90 min; Documentário) 

O que a mais bela atriz dos anos 1930/40 e o inventor de conceitos que foram a base da tecnologia do celular têm em comum? Ambos são Hedy Lamarr, o ícone de glamour
cuja aparência deslumbrante foi a inspiração para Branca de Neve. Imigrante judia, ela também foi a pioneira que aperfeiçoou um sistema de orientação de rádio seguro para os torpedos aliados durante a Segunda Guerra. Considerada bonita demais para ser inteligente na época, não recebeu os créditos por suas invenções e em seus últimos anos, tornou-se reclusa, empobrecida e quase esquecida.

20h
Itzhak (Dir: Alison Chernick; EUA, 2017, 83’; Documentário)

De Schubert a Strauss, Bach a Brahms, Mozart a Billy Joel, o violino de Itzhak Perlman transcende a mera performance para evocar as celebrações e lutas da vida real “Rezando com o violino”, diz o renomado violinista de Tel Aviv, Amnon Weinstein. O documentário olha para além do músico sublime, para ver o sobrevivente da pólio cujos pais emigraram da Polônia para Israel. O jovem que lutou para ser levado a sério como estudante de música quando as escolas viam apenas sua deficiência. Tão charmoso como o próprio violinista, um retrato de virtuosismo musical envolvido em calor, humor e, acima de tudo, amor.

11.08 | SÁBADO

14h
O Principe e o Dybbuk/The Prince and the Dybbuk (Dir. Direção: Elwira Niewiera e Piotr Rosolowski; Polônia/ Alemanha, 2017, 82’)

Quem era Moshe Waks, filho de um pobre ferreiro judeu da Ucrânia, que morreu como príncipe Michał Waszy´nski na Itália? Menino de ouro do cinema, ou uma fraude? Waszy´nski fez mais de 40 filmes e trabalhou com grandes estrelas do cinema, incluindo Sophia Loren e Claudia Cardinale. Sua verdadeira obsessão, porém, foi O Dybbuk, que dirigiu em 1937 baseado em uma antiga lenda judaica. Não só é um dos mais importantes e místicos filmes em Yiddish já feitos, o Dybbuk também reflete a vida pessoal de Waszy´nski como um homem inquieto com muitos segredos.

16h
Dimona Twist (Dir Direção: Michal Aviad; Israel, 2017, 71’, hebraico com legendas em português)

Sete mulheres chegam a Israel nas décadas de 1950 e 1960 e são mandadas diretamente para Dimona, uma nova cidade no deserto. No documentário, elas compartilham suas histórias pela primeira vez. O que aconteceu depois que deixaram o norte da África e a Polônia e se viram erguendo uma cidade no meio do nada?

18h
Crepúsculo de uma Vida/Twilight of a Life (Dir. Sylvain Biegeleisen; Bélgica/Israel, 2016, 70’; Documentário)

Quando o médico anunciou que minha mãe, de 94 anos, tinha apenas algumas semanas de vida, eu saí de casa e voltei para a Bélgica para me despedir dela. Mas minha mãe decidiu que a hora de morrer ainda não tinha chegado. Compartilhamos juntos semanas e meses de incerteza e mistério. Eu me vi filmando horas de conversas
incríveis, situações engraçadas, momentos poéticos”. O filme é uma prova que a velhice pode ser abordada sem medo, com humor e ternura.

20h
Luz de Esperança/La Llum D´Elna (Dir. Silvia Quer; Espanha; 2017; 96’; Elenco: Noémie Schmidt, Nausicaa Bonnin, Blanca Romero) 

Baseado em fatos reais, o filme conta a inspiradora história de Elisabeth Eidenbenz, diretora da maternidade Elne, localizada no sul da França, na fronteira espanhola. Ao longo dos anos 1930 e 40, Elne forneceu refúgio para mulheres grávidas que fugiam da Gestapo Nazista e da Guerra Civil Espanhola, permitindo-lhes dar à luz em condições adequadas e obter empregos que lhes assegurassem um futuro seguro. Quando o regime fascista de Pétain tenta fechar a casa em 1942, Eidenbenz e sua equipe corajosamente colocam suas próprias vidas em perigo para evitar o fechamento.

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