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MIS 40 anos

Post enviado em 13/01/2011 19h31m

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Para comemorar os seus 40 anos, o MIS ocupou todos os seus espaços no dia 4 de dezembro com atividades marcadas pela experimentação e pela conexão da arte com as novas mídias.




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ROJO®NOVA - Cultura Contemporânea - vídeos

Post enviado em 28/07/2010 15h57m

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No projeto ROJO®NOVA - Cultura Contemporânea artistas de todo o mundo se revezam em um work in progress que ocupa os diversos espaços do museu ao longo de sete semanas. A mostra apresenta as últimas tendências em arte sonora, música e audiovisuais.

Confira o trabalho de alguns artistas:











Saiba mais sobre a exposição ROJO®NOVA.
 



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Virada Cultural no MIS

Post enviado em 26/05/2010 15h45m

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SUNSET PARTY com o DJ Ashley Beedle



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WE.MUSIC no MIS

Post enviado em 24/05/2010 15h14m

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Com o objetivo de refletir e debater sobre a produção musical atual, a PIX, a REMIX SOCIAL IDEAS e o MIS se uniram para criar um projeto que discute os novos caminhos de criação, produção e distribuição de música.

Durante todo o mês de maio, no Estúdio de Música do MIS, duplas de artistas se unirão, em um mashup entre música eletrônica e analógica, para criar e produzir colaborativamente. Cada dupla será responsável por uma faixa, criando música por meio de uma grande colagem e mistura de referências, compartilhando estilos e experiências.

Os artistas são: Killer on the Dance Floor + Thiago Petit; Database + Holger; Firefriend + Pristine Bluster; Maurício Fleury + Emicida; e Chernobyl + Xis.

Todo o processo será  registrado em um mini-documentário criado e realizado pelo coletivo Galeria Experiência, que além do registro fará também uma conexão entre música e a cidade de São Paulo. Pra dar um tom colaborativo ao documentário, artistas convidados e público serão convidados à responder uma única pergunta em torno do tema do projeto: Qual é o futuro da música?

O EP e o documentário serão lançados durante o youPIX, evento de cultura digital,  que acontece no MIS entre os dias 08 e 11 de junho.

Sobre os artistas

Chernobyl
é DJ desde 1995. Foi o grande responsável por trazer o baile funk ao mundo do rock. Foi o primeiro brasileiro a tocar no Fuji Rock, no Japão, abrindo para o Justice. Tem produzido ao lado de grandes nomes como NASA, Bonde do Rolê, Diplo, Edu K, entre outros.

Maurício Fleury é multi-instrumentista, produtor e DJ. Atuando desde 2002, já trabalhou com diversos grupos e artistas. Como músico convidado participou tocando guitarra, órgão, baixo, escaleta, piano e sintetizador ao lado de nomes como Tetine, Multiplex, Cérebro Eletrônico e Thiago Pethit. Em 2007 foi selecionado pelo Red Bull Music Academy.

E.m.i.c.i.d.a
. é o rapper em maior destaque na atualidade. Em 2009 foi indicado 3 categorias, no VMB (MTV), uma delas como melhor artista de Rap. É um artista que divulga e distribui sua música na plataforma digital. No boca-a-boca conseguiu vender mais de 3.000 cópias do seu primeiro álbum.

Killer on the Dancefloor é power trio produtor de música eletrônica, criado há 2 anos, e que já conquistou vários títulos da mídia especializada, como dos grandes nomes do electrorock. Já se apresentaram nos principais festivais nacionais, como Skol Beats, Tim Festival, Chemical Festival, entre outros. Sua última grande apresentação foi no Big Brother Brasil 10.

Thiago Pethit
é cantor e compositor. É uma das grandes revelações musicais de 2010 e tem tido presença constante na mídia. Participa do projeto “Cedo & Sentado”, do Studio SP.

Holger é um dos representantes da cena indie rock paulistana. Passou por festivais como SXSW, Pop Montreal e turnês pelos EUA e Canadá.

Database é uma dupla de electro que foi eleita revelação como melhor artista pela DJ Mag, em 2009, o que rendeu uma turnê americana, seguido de um documentário. Em 2010 tocaram no SXSW e fizeram uma nova turnê nos Estados Unidos, tocando ao lado de grandes artistas internacionais.

Pristine Blusters
é uma dupla de música eletrônica, que saiu da Internet para as pistas. Além de produzirem faixas próprias, inspirados pelo fidget house, também se dedicam aos mashups criando releituras frenéticas da música pop.

Firefriend é uma banda que representa bem o low-fi rock e tem tocado em diversas casas de shows Brasil afora. Um de seus integrantes, Yuri Hermuche, tem produzido uma das bandas mais promissoras da cena brasileira, Nancy.

Xis é rapper e um dos nomes mais populares no meio hip-hop nacional. No começo da década emplacou dois grandes hits, como “Chapa Coco” e “Os mano e as mina”, alcançando os topos das paradas musicais. Atualmente Xis dedica sua carreira à produção de faixas próprias e conta com a colaboração de novos artistas.



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Fluxus 2010 - mostra retrospectiva

Post enviado em 12/04/2010 16h46m

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AQUI DE NOVO
Lucas Bambozzi, 6 min, Brasil|Brazil, Experimental, 2002.
_Fluxus 2002_
Classificação indicativa: Livre

A contradição entre o que se quer e o que se faz. A distância entre o que se diz e o que se quer dizer. Sobre o convívio nos espaços públicos e os desejos privados.

CABEÇAS DE TOMATE (Tomatenköpfe)
Paul Horn, Harald Hund, 6 min, Áustria|Austria, Experimental, 2001.
_Fluxus 2002_
Classificação indicativa: Livre

Somos introduzidos ao cotidiano da família Meiberger. Embora eles façam coisas comuns, algo está estranho. Senhor e Sra. Meiberger vivem de cabeça para baixo.

DIGITALSNAPSHOT – MINUTOS DE MANIPULAÇÃO DE ESPAÇO, LUGAR E TEMPO (Digitalsnapshot - Momentmanipulationen von Raum, Ort und Zeit)
Lo Iacono, 4 min., Alemanha/Germany, Experimental, 2005.
_Fluxus 2005_
Classificação indicativa: Livre

Digitalsnapshot é como um documentário-animação: lida com a correlação entre manipulações digitais e inocentes cenas de documentário.

GAMEOVER
Vadim Vyazantsev, 55seg, Russia, Experimental, 2002.
_Fluxus 2003_
Classificação indicativa: Livre

Jogando com as pessoas. O filme tem menos de 55 segundos, mas foi produzido durante quatro anos (1998-2002). Sátira à tendência russa de simular o high-tech através de uma combinação de força bruta e entusiasmo de um grupo de indivíduos motivados.

IF
Aggêo Simões, Marcus Nascimento, 6 min, Brasil|Brazil, experimental, 1998.
 _Fluxus 2000 (Brasil Digital 2000 – Festival Brasileiro de Cinema na Internet)_
Classificação indicativa: Livre

If realiza uma incursão por uma série de poemas (haicais) relacionados à visão, ao paladar, ao olfato, à audição e à consciência. Pontuam essa trajetória impressões e sensações.

O LAGO
Pedro Vilela e/and Paulo Vilela, 5 min, Brasil|Brazil, Experimental, 2006.
_Fluxus 2006_
Classificação indicativa: Livre

Um lago, uma paisagem. O tempo muda tudo?

O LUGAR QUE VOCÊ DEIXOU (The Place You Left)
Jun Ho Oh, 10 min., EUA|USA, Ficção|Fiction, 2006.
_Fluxus 2006_
Classificação indicativa: Livre

Depois que você partiu e eu permaneci aqui sozinho, o lugar das memórias volta a estar desprezível e vazio. Embora seja muito difícil esperar por sua resposta sem promessa, eu estou esperando por você enquanto prendo minha respiração e sinto sua distância.

MOSTRE SUA LÍNGUA (Show Your Tongue)
Seoungho Cho, EUA|USA, 6 min, Experimental, 2005.
_Fluxus 2006_
Classificação indicativa: Livre

O filme poderia ser descrito como uma amostra da natureza com uma trilha sonora eletrônica. Mas com a poderosa e sutil manipulação digital, o diretor cria um intenso e, por vezes, perturbador trabalho que se arrisca nas águas perigosas do desejo, do temor e do incógnito.

NO DESPERTAR (In A Waken)
Anney Bonney, 3min, EUA|USA, Experimental, 2002.
_Fluxus 2002_
Classificação indicativa: Livre

Um homem, sua paranormalidade urbana, empurrado para um espaço/estado entre o trauma, o sono, o despertar e a consciência. Trechos de Root of an Unfocus, de John Cage, e performance de Anthony de Mare.


Conrado Almada, 4 min, Brasil|Brazil, Animação, 2000
_Fluxus 2001 (Brasil Digital 2001 – Festival Brasileiro de Cinema na Internet)_
Classificação indicativa: Livre

O vídeo narra a insólita trajetória de um jovem ao interior de seu ego. Lá, ele se vê só, tendo como única companhia sua própria pessoa.

SOPRO
Cao Guimarães e/and Rivane Neuenschwander, 5min30, Brasil|Brazil, Experimental, 2000.
_Fluxus 2001 (Brasil Digital 2001 – Festival Brasileiro de Cinema na Internet)_
Classificação indicativa: Livre

Expressa a relação entre o que está dentro e o que está fora. O translúcido multiforme de uma bolha exibe o mundo que a contém e que é contido por ela. A bolha, que nunca explode, é uma metáfora para a continuidade das coisas.

TARGA-STALKER
Carlosmagno Rodrigues, 4min30, Brasil|Brazil, Experimental, 2001.
_Fluxus 2001 (Brasil Digital 2001 – Festival Brasileiro de Cinema na Internet)_
Classificação indicativa: Livre

Um soldado israelense ferido, guerrilheiros, a luta armada e imagens de Full metal jacket, de Stanley Kubrick. A partir de imagens televisivas e caseiras, uma metáfora sobre o exercício romântico da produção audiovisual.

VENICE
Haruo Ishii, 2 min, Japão|Japan, Experimental, 2004.
_Fluxus 2005_
Classificação indicativa: Livre

Este vídeo faz parte da série A Small Country, realizada pelo artista japonês Haruo Ishii. Nela, Ishii filma paisagens de diferentes países com sua super-8. O resultado são imagens que trazem um ponto de vista pessoal e um acúmulo de fragmentos de suas memórias.

WHOOSH
Anouk de Clercq, 12 min,  Bélgica|Belgium, Experimental, 2001.
_Fluxus 2002_
Classificação indicativa: Livre

Filmes de cinema, grafismos e música atuam entre si, numa reflexão poética sobre a nossa acelerada era.

 

Saiba mais sobre a exposição Fluxus 2010



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Fluxus 2010 - mostra competitiva

Post enviado em 12/04/2010 16h41m

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ANDRÔMEDA - A MENINA QUE FUMAVA SABÃO
Carlosmagno Rodrigues, 15 min, Brasil, Experimental/Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Não tenho poder de mudar ninguém, e caso tivesse, faria força para manter o livre-arbítrio das pessoas que amo.

Sobre o diretor

Nascido no Brasil em 1972, ele é formado em Filmes de Animação e Belas Artes. Desenvolve trabalhos em vídeo e participou de diversas mostras e festivais no Brasil e no exterior. É professor e consultor de arte do Programa de Implementação de Escolas Indígenas do Estado de Minas Gerais, além de lecionar arte em escolas municipais de Betim, no mesmo estado. Filmografia: 2007| Sebastião, O Homem Que Bebia Querosene. 2006| IGRREV- Igreja Revolucionária dos Corações Amargurados; Anticristo - Um Vídeo Sobre Minha Morte; Diante do Abismo dos Seus Olhos. 2005| Antoniod. 2003| Todo Punk É Católico; Imprescindíveis. 2001| Targa-Stalker. 1997| Para Quem Enxerga e Não Entende Bem as Palavras.

ATADOS (ATADOS)
Paco Almazo, 14min, Espanha, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Uma mulher de 60 anos rega tranquilamente as plantas de sua varanda quando um homem de sua idade a ataca e faz dela prisioneira em sua própria casa. É o início de uma história que põe em cena um sequestro nada convencional.

Sobre o diretor

Nascido em Cádiz, Espanha, em 1972, Paco Almazo estudou Cinema na Faculdade de Comunicação da Universidade de Artes de Londres, de 2000 a 2004.  Antes, frequentou dois cursos de Teoria Cinematográfica e Práticas de Som e Imagem, na Faculdade Westminster-Kingsway, em Londres.

O ATAQUE DOS ROBÔS DA NEBULOSA-5 (EL ATAQUE DE LOS ROBOTS DE NEBULOSA-5)
Chema García Ibarra, 6min20, Espanha, Ficção, 2008.
Classificação indicativa: Livre

Quase todos irão morrer muito em breve.

Sobre o diretor

Nascido em Elche, na província de Alicante, na Espanha, Chema García Ibarra tem 27 anos e trabalha como redator publicitário.  Filmografia: 2007| Flashback al Revés.  2004| El Camino de Carne.  2000| Aneurisma.

A BAÍA DA RAPOSA (LA BAIE DU RENARD)
Grégoire Colin, 12min07, França, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Um penhasco debruçado sobre o mar. A silhueta de um adolescente entre as rochas. Ele observa a entrada de um iate de luxo na baía. O casal a bordo parece feliz. A mulher é jovem e bonita. O adolescente a espia enquanto anoitece. Um sentimento óbvio havia se agigantado em seu ser. O que ele irá fazer à noite? A impotência e a inveja o dominam.

Sobre o diretor

Nascido em 1975, foi descoberto pelo público em 1991. Foi indicado para o Cesar de melhor ator estreante em 1993. Em 1994, iniciou uma frutífera colaboração com Claire Denis. Dos 20 aos 30 anos, dirigiu filmes experimentais e escreveu suas primeiras sinopses. Continuou atuando com autores independentes (Rivette, Zonca, Jacquot e Breillat, entre outros). Em 2008, fundou sua própria produtora, a Tsilaosa Films. A Baía da Raposa é seu primeiro curta-metragem.

BARÕES
Bruno Jorge, 14min30, Brasil, Documentário, 2010.
Classificação indicativa: Livre

Um filme baseado numa configuração de imagens poéticas no centro de São Paulo vistas por pessoas que trabalham como cartazes ambulantes.

Sobre o diretor
Bruno Jorge nasceu no Recife em 1981, mas se mudou bem jovem para São Paulo. Estudou Comunicação no Brasil e Documentário na ESEC, em Paris, tendo ainda um mestrado em Artes do Espetáculo pela ULG, na Bélgica. Estudou também em Toronto, no Canadá, e na EICTV, em Havana, Cuba. Já dirigiu e editou mais de dez filmes de curta e longa metragem, como ficção e documentário. Também trabalha como diretor de vídeos comerciais e institucionais.

BELLEVILLE (BELLEVILLE)
Pascale Guillon, 5min26, França/Alemanha, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Um velho galgo inglês atravessa um cemitério mancando, uma lavadeira com uma cabeça de pavão arrasta pilhas de roupa suja e uma ovelha cheia de fervor religioso que rezava para Jesus de repente começa a rezar para o retrato de um narciso. Belleville é sobre o encontro de criaturas particularmente estranhas, dentro e sobretudo fora de seus contextos específicos.

Sobre a diretora

Pascale Guillon, nascida na Alemanha em 1979, estudou Comunicação Visual e Belas Artes na Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo, na Alemanha, e na Escola Nacional de Artes de Villa Arson, na França. Ela vive e trabalha em Paris e Hamburgo desde 2007. Belleville é seu trabalho de conclusão de curso e seu primeiro curta-metragem de animação.

BOLIVIA TE EXTRAÑO
Dellani Lima e Joacélio Batista, 7min20, Brasil, Experimental, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Quando eu me perco no deserto de sal.

Sobre o diretor
Dellani Lima é diretor, músico e produtor, nascido em Belo Horizonte. Já teve trabalhos exibidos no Vidéoformes (França), no Festival de Filmes de Arte Asolo (Itália), no Fórum de Mídia de Moscou (Rússia), no Festival Internacional de Curtas-metragens de Hamburgo (Alemanha), no Festival de Vídeo JVC de Tóquio (Japão) e no Festival de Vídeo KO da África do Sul.  Foi curador e jurado de projetos no Brasil: Mostra Vídeo do Itaú Cultural, Indie - Mostra de Cinema Mundial, Mostra do Filme Livre e 3º DOCTV (MG).

O CAMINHO QUE OS HOMENS BRANCOS TRILHAM (THE ROAD THAT WHITE MEN TREAD)
Samuel Bester, 3min, Alemanha/França, Experimental, 2008.
Classificação indicativa: Livre

Caminhos que se cruzam.

Sobre o diretor
Samuel Bester estudou arte em Nîmes e continuou suas pesquisas na Escola de Artes Decorativas de Strasbourg. Trabalhando hoje como montador e diretor, Bester divide sua vida e seu trabalho entre Marselha e Strasbourg, na França e na Alemanha. Situado na fronteira entre diferentes estilos, seu trabalho busca inspiração no documentário e na poesia.

A COBRA BRANCA (THE WHITE SNAKE)
Ying-Fang Shen, 15min, EUA/Taiwan, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Um homem é seduzido por cobras disfarçadas como uma bela jovem de branco e sua criada de verde. Apesar da natureza animalesca/demoníaca das criaturas, ele decide entregar-se à sedução, até que um dia um pavor súbito o atinge.

Sobre o diretora
Ying-Fang Shen nasceu em Taipei, Taiwan. Seus trabalhos mais recentes envolvem pintura, ilustração, vídeo e animação. Formada em Pintura pela Universidade Artística Nacional de Taipei em 2000, Shen tem ainda mestrados pela Universidade Normal Nacional de Taiwan (Pintura, em 2004) e pela Universidade de Indiana (Arte Digital, em 2009), nos Estados Unidos.

COMO ENCONTREI MEU PAI (COMMENT J’AI RENCONTRÉ MON PÈRE)
Maxime Motte, 8min, França, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Numa pequena cidade litorânea, um garoto de seis anos sonha em encontrar seu pai biológico.  Esta noite, o pequeno “Jeusus” irá realizar seu desejo de um modo bem singular...

Sobre o diretor
Ator e cantor lírico, pela primeira vez Maxime Motte se aventura no papel de diretor. Entre 1998 e 2005, estudou canto lírico com Molière Athalys. De 1994 a 1998, cursou as Escolas de Teatro Blanche Salant & Paul Weaver e o Curso Perimony. Cursou a Escola de cinema ESRA.

DESVIO DE ROTINA (DIARY DEVIATION)
Ming Yu Lee, 4min20, Taiwan, Experimental, 2009
Classificação indicativa: Livre

Uma jornada instável de exílio. Uma rota de desvio.

Sobre o diretor
Nascido em 12 de setembro de 1980, Ming Yu Lee formou-se em 2008 pelo Instituto de Rádio, Televisão e Cinema da Universidade Shih Hsin, em Taipei, Taiwan.  Filmografia: 2008| Going Home.  2006| The Wind Came From the South;  001ing;  The Arrival Of a Train;  Time Variations – Var 1 – Home Movie #1.  2005| That Day.  2004| Time.

ERA UMA VEZ (Yeki Bod Yeki Nabod)
Soran Fahim, 9min36, Irã, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

A bela filha de um homem é o bem mais protegido da aldeia. O pai, sempre alerta, afasta todos os homens. Mas haverá sempre um outro, mais outro...

Sobre o diretor

Nasceu no Irã em 1983. No cinema trabalhou com montagem e edição de som de vários curtas-metragens. Dirigiu dois curtas.

O FILHO DESCONECTADO (FAMILJELAMPAN – THE UNPLUGGED SON)

Milla Nybondas, 8min55, Finlândia, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Depois de anos de viagem, Adrian chega para o jantar de aniversário de seu pai, porém se sente um estranho. Graças a seu presente para o pai, ele entra novamente em contato com sua família.

Sobre a diretor
a
Milla Nybondas (1982) formou-se em fevereiro de 2009 pelo Departamento de Animação da Academia de Artes da Universidade de Ciências Aplicadas de Turku, na Finlândia. Filmografia: 2009| The Difficult Reflection  (em colaboração com Kristina Laine). 2005| The Elastic Barber. Este é seu trabalho de conclusão de curso.

A FLORESTA (THE FOREST)
David Scharf, 6min07, Alemanha, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Antônia é uma garota de 12 anos. Com frequência, ela sonha acordada consigo mesma passeando em uma distante floresta mágica, onde se esconde dos problemas do mundo real. Um dia, porém, seu pai toma medidas drásticas e ela se vê diante de um dilema. Será sua paz interior um estado utópico até que ela consiga enfim escapar das garras da sociedade e de suas regras?

Sobre o diretor
David Scharf é um jovem diretor de Augsburg, na Alemanha, especializado em filmes de animação. Seu premiado trabalho de estreia, The Big Brother State, teve uma vasta audiência no mundo todo. A Floresta é seu trabalho de conclusão de curso da Faculdade de Design Gráfico da Universidade de Ciências Aplicadas de Augsburg.

FOCO (FOCUS)
Su Jin Choi, 7min05, Coreia do Sul, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Minsu é um homem que não sabe que é só. Um dia, uma mulher solitária se aproxima dele e lhe revela até mesmo seus sentimentos mais íntimos. Num primeiro momento, ele acha que aquilo é demais para ele, mas...

Sobre a diretora

Nasceu na Coreia do Sul, em 1987. Ela estuda no departamento de cinema da Universidade de Chung-Ang, em Seul. Filmografia: 2008| Oh, My Andre.

O GOSTO AMARGO DO CHOCOLATE (L’AMERTUME DU CHOCOLAT)
Lucile Chaufour, 12min, França, Ficção, 2008.
Classificação indicativa: 14 anos.

Uma jovem mãe, duas crianças, e os fragmentos de um dia num subúrbio parisiense.

Sobre a diretora
Lucile Chaufour dirigiu em 1988 seu primeiro documentário, Léone, mère et fils.  Em 2004, ela dirigiu seu primeiro longa-metragem, Violent Days.

O JOELHO FERIDO E O HOMEM DE PÉ (LE GENOU BLESSÉ ET L’HOMME DEBOUT)
Yann Chayia, 16min, França, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Uma manhã, Jonas, de 14 anos, encontra sua mãe morta. Sozinho no mundo, ele vai em busca de seu pai, que não vê há muitos anos, mas não tem coragem de lhe dar a notícia.

Sobre o diretor
Yann Chayia nasceu em 1972, e passou sua infância entre as ilhas caribenhas de Martinica e Guadalupe, até 1992, quando se mudou para Paris. Chayia estudou Direito antes de entrar para a Escola Superior de Realização Audiovisual (ESRA), em Paris, onde dirigiu seu primeiro trabalho em formato Super16. Filmografia:  2007 | La Piscine de Maman.  2005 | Monsieur Etienne.  2004 | Les Petits Hommes Vieux.  2000 | La Cuisine de Maman.  Atualmente, Yann Chayia trabalha em um longa-metragem, Caribbean Chronicles.

KANANANA
Cassiano Prado, 3min55, Brasil/Inglaterra, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Sob o céu árido e sem vida de uma metrópole utópica, acontece um experimento ultra-secreto em laboratório. Uma máquina é desenvolvida para viajar pelas profundezas do tempo e do espaço. Ela encontra uma dimensão primitiva e nela um planeta no qual os habitantes parecem estar esperando...

Sobre o diretor

Cassiano Prado nasceu em São Paulo, onde mais tarde se formou em Comunicação Social.  Começou a trabalhar no estúdio brasileiro Lobo, em 1998, como parte da equipe de motion design. Em 2002, mudou-se para Londres, onde trabalhou como motion designer e diretor de arte para estúdios como Passion Pictures, Nexus, Intro e MTV. Em 2008, foi apontado pelo 4Talent Awards, parte do canal 4 inglês, como um dos cinco mais promissores talentos em animação no Reino Unido. Atualmente vive em Londres.

LAUNDROMATIK (LAUNDROMATIK)
Jeroen Swyngedouw, 4min47, Bélgica, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Uma viagem à la Júlio Verne, desta vez não para o centro da Terra, mas para as profundezas nunca exploradas de uma máquina de lavar enferrujada.

Sobre o diretor

Estuda animação na Kask - Koninklijke Academie voor Schone Kunsten (Real Academia de Belas Artes), em Ghent, Bélgica. Este é seu segundo filme de animação; o primeiro, Rauss!, foi realizado quando estudava na RITS – Escola de Artes Performáticas e Audiovisuais, em Bruxelas.

LINHAS DE SOMBRA DO MOVIMENTO #01 (LINES OF THE SHADOW OF MOVEMENT #1)

Masakazu Saito, 5 min, Japão, Experimental, 2010
Classificação indicativa: Livre

“Defino movimento como o deslocamento de objetos num determinado período de tempo (incluindo a ausência de deslocamento).  Linhas de sombra do movimento é uma série que trata digitalmente imagens móveis, representando o movimento através de uma linha e possibilitando, assim, sua percepção sob um novo ângulo”.

Sobre o diretor
Nascido em Osaka, Japão, em 1976, Masakazu Saito formou-se em 2001 pela Academia Internacional de Ciências e Artes Midiáticas, em Gifu, no Japão, tendo estudado ainda vídeo no departamento de Mídias Dinâmicas do Instituto de Ciências e Artes Midiáticas Avançadas (IAMAS), na mesma cidade. Saito concebe a câmera como um dispositivo voltado para registrar mais o olhar de quem fotografa do que os substratos fotográficos em si; assim, produz trabalhos em vídeo que refletem uma visão autoral.

LISTRAS E LISTRAS (STRIPES TOO STRIPES)
Mikio Saito, 8min33, Japão, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Os precursores ancestrais do cinema (brinquedos ópticos, dispositivos antigos de projeção, e a pesquisa visual no pré-cinema) continham elementos simples, mas indispensáveis para os dispositivos visuais de hoje, e continuam mágicos e misteriosos, apesar de estarmos muito acostumados às imagens dinâmicas.

Sobre o diretor

Mikio Saito nasceu no Japão, em 1978, e trabalha e vive entre Londres e Sapporo. Estudou na Universidade Waseda (1996-2000), em Tóquio, no Japão, e na Escola de Arte e Arquitetura Waseda (2000-2002), na mesma cidade. É mestre em Belas Artes (2007) pela Escola Superior de Artes Pictóricas de Frankfurt, na Alemanha. Filmografia: 2009| Penny Farthing. 2008| Blacksmith's Anvil; Scarf. 2007| Parasol; Topographer of Nox; Flip Flap Loco. 2004| Pockets.

MADAGASCAR, DIÁRIO DE VIAGEM (MADAGASCAR, CARNET DE VOYAGE)
Bastien Dubois, 12min, França, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Contada na forma de um diário de viagem, a história acompanha os passos de um viajante do Ocidente que se vê diante dos costumes e rituais malgaxes – em especial, o Famadihana, o ritual da "virada dos ossos".

Sobre o diretor

Nascido em 1983, Bastien Dubois diplomou-se em direção de computação gráfica pela Escola Superior de Informática em Comunicação (Supinfocom), em Valenciennes, na França, em 2006.  Depois disso, adquiriu muita experiência na criação de websites e videogames de animação. Seu trabalho de graduação em computação gráfica foi AH. Bastien Dubois adora viajar, e foi durante uma ida a Madagascar que ele teve a ideia de produzir este diário de viagem em forma de animação.

MEI LING (MEI LING)
Stephanie Lansaque e François Leroy, 15min, França, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Mei Ling, uma jovem chinesa sem nada para fazer, vive só em seu apartamento, esperando por seu amante.  Um dia, ela encontra um pequeno polvo na pia da cozinha, e decide adotá-lo para espantar o tédio.  Só que, à medida que o polvo cresce, ele começa a ocupar seu mundo...

Sobre os diretor
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Stephanie Lansaque > Após estudar design têxtil e artes gráficas em Paris, ela trabalhou como diretora de arte no mercado editorial de livros e revistas. Estreou na animação codirigindo Bonsoir Monsieur Chu.  Mei Ling é seu segundo curta-metragem.
François Leroy > Após estudar desenho industrial em Paris, ele se diplomou em animação pela escola de artes visuais Gobelins. Desde 2002, trabalha com animação em seriados, longas-metragens e comerciais, e codirigiu Bonsoir Monsieur Chu. Mei Ling é seu segundo curta-metragem.

NACOS DE PELE
Leonardo Barcelos e Hélio Lauar, 14 min, Brasil, Experimental, 2008.
Classificação indicativa: 14 anos

A fragilidade dos laços afetivos desenha inseguranças e desamparos na paisagem humana.

Sobre o diretor
Leonardo Barcelos nascido em Belo Horizonte em 1978, graduou-se em Comunicação Social, habilitação Radialismo e Televisão em 2000, pela UFMG. Pós-graduado em Comunicação, Novas Tecnologias e Hipermídia na UNIBH, em 2003, atua como diretor, fotógrafo, roteirista e editor, já tendo realizado mais de dez vídeos documentários e experimentais, que participaram de importantes mostras e festivais. Realizou mais de 12 vídeos sobre artistas plásticos mineiros, entre eles Yara Tupynambá, Márcio Sampaio e José Alberto Nemer.

NO FINAL DO MUNDO
Gabriel Martins, 5min29, Brasil, Experimental, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Pássaros. Silêncio. Praia. "Booom!!"

Sobre o diretor
Graduando em cinema e vídeo pelo Centro Universitário UNA, Gabriel Martins estuda e trabalha com cinema e vídeo desde 2005. Trabalhando em várias funções desde então, atua hoje como sócio na produtora Filmes de Plástico e escreve para o site Filmes Polvo. Filmografia: 2010| Pelos de Cachorro. 2009| Gabriel Shaolin Mordock; Filme de Sábado. 2008| Beatriz. 2007| O choque. 2006| Más notícias para Franco.  2005| 4 Passos.

NUVENS, MÃOS (NUVOLE, MANI)
Simone Massi, 9min, França, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Esta é a história de um rapaz e seu cão. Ela evoca a passagem do tempo e nossa incapacidade ou nossa falta de disposição para olhar para pequenos detalhes cotidianos.

Sobre o diretor
Simone Massi, de 39 anos, graduou-se pelo Instituto Nacional de Arte, em Urbino, na Itália, e começou sua carreira como animador no famoso estúdio italiano de Bruno Bozzeto. Desde 1996, trabalha por conta própria para vários outros estúdios (Officine Pixel, Rainbow, Haiku, Caramanica, Puntomedia, Carrano). Dirigiu 15 curtas-metragens de animação, que foram premiados em vários festivais. Também trabalhou em alguns programas televisivos de sucesso (Sushi na MTV e TGR e Blob no canal italiano Rai-3). Seu filme Memories of dogs, por exemplo, foi premiado nos prestigiados festivais de Annecy e Zagreb, entre outros.

O PACOTE (DAS PAKET)
Marco Gadge, 9min13, Alemanha, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Os dois bandidos durões Klaus e Bernd precisam fazer mais um serviço. Entregar um pacote.  Nesse tipo de negócio, prazos precisam ser rigorosamente cumpridos. Mas, nem sempre sai tudo conforme o planejado... E assim Bernd e Klaus se dão conta de que um pequeno sinal de trânsito pode virar um problemão.

Sobre o diretor

Filmografia: 2006| Der Schein. 2005| Vogel im Käfig. 2004| Das Monster. 2002| Schwarz.

PARA ONDE VOU
Bruno Ramos, 11min35, Portugal, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Mãe e filha embarcam num processo de despedida. Em diversas saídas noturnas queimam todos os objetos que a mãe, que se encontra gravemente doente, acumulou ao longo dos anos.

Sobre o diretor

Bruno Ramos nasceu em Lisboa, Portugal, 1975. Estudou fotografia, cinema e artes visuais. Trabalha em cinema há vários anos em diversas funções, de diretor de fotografia a realizador. Seu trabalho fotográfico tem sido desenvolvido e exposto ao longo dos anos. Vive e trabalha em Londres.

PAULO MENTEN
Wagner Munhê, 9min33, Brasil, Documentário, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Antes de ser artista plástico, ainda na sua adolescência, Paulo Menten não sabia se queria ser escritor ou artista plástico. Escolheu a última, sem, porém jamais abandonar a primeira.

Sobre o diretor

Wagner iniciou suas atividades artísticas com Paulo Menten em 1999, tendo trabalhado com ele até 2009, em diversos cursos de pintura e gravura. Foi premiado no 3º Salão Internacional de Chavantes - SP de Artes Plásticas e recebeu, em 2006, o Prêmio Funarte de Teatro com o espetáculo Memórias de Bonecas. Trabalha na produção de filmes e documentários, além de desenvolver oficinas de cinema.

PÓLIS
Marcos Pimentel, 22 min, Brasil, Documentário, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Um dia qualquer, uma cidade comum. O horror e o sublime do urbano em constante transformação, numa era onde não há nada acabado, definitivo. Construção e destruição, sístole e diástole expressas na poética da pólis contemporânea.

Sobre o diretor

Documentarista formado pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba).  Filmografia: 2009| Urbe. 2008| A arquitetura do corpo. 2005| O maior espetáculo da Terra. 2004| Biografia do tempo; Ilha. 2003| Nada com ninguém; Cemitério da memória.

O SILÊNCIO SOB A CASCA (LE SILENCE SOUS L’ÉCORCE)
Joanna Lurie, 11min, França, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Nas profundezas de uma enorme floresta coberta por um grande manto alvo, criaturas singulares descobrem a beleza, a fascinação e a brancura da neve que desce arrebatadoramente sobre seus caminhos, rumo a extraordinários encontros com o estranho e o sublime.

Sobre a diretora
Após se graduar em Artes Aplicadas em Blois, na França, Joanna Lurie envolveu-se por algum tempo com a publicidade, tendo se diplomado também em Comunicação Visual pelo Liceu da Imagem e do Som de Angoulême. Paralelamente, porém, ela confeccionava marionetes, elaborava peças de decoração, especializava-se em fotografia P&B e acalentava um único sonho: fazer cinema de animação. Filmografia: 2005| Trees migration.  2004| Tros près du sol;  Under the Stone.  2003| Moon Blues.

SOBE, SOFIA
André Mielnik, 15 min, Brasil, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: 14 anos

Estar no mundo, solidão em dissolução.


Sobre o diretor

Um filme por ano, daí dois, três, quatro. Uma década de filmes, daí duas, três, quatro. Esta é a biografia de um cineasta em formação: o cinema como forma de futuro, e o futuro como forma de cinema.

SUICÍDIOS POR AMOR (LOVE SUICIDES)
Edmund Yeo, 13min, Malásia, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Num isolado vilarejo de pescadores da Malásia, a relação de uma mulher com sua jovem filha descarrila por um caminho de abuso e autodestruição quando ela começa a receber uma série de cartas estranhas e misteriosas de seu marido, há muito tempo ausente.

Sobre o diretor

Nascido em 1984 em Cingapura, Yeo estudou na Austrália e vive hoje no Japão. Dois de seus curtas-metragens, Love Suicides e Kingyo foram livremente adaptados da obra de Yasunari Kawabata, ganhador do Prêmio Nobel. Kingyo  estreou no Festival de Veneza de 2009, fazendo de Yeo o mais jovem diretor malaio a competir no festival.  Ele também produziu e editou dois filmes de Woo Ming Jin, The Elephant and the Sea e Woman on Fire Looks for Water.

TERRA

Sávio Leite, 5 min, Brasil, Animação, 2008.
Classificação indicativa: 14 anos

Coisas extraordinárias acontecem com pessoas ordinárias.

Sobre o diretor

Sávio Leite é brasileiro e estudou Comunicação, Artes Visuais, Cinema e Vídeo. É um videoartista, diretor de curtas-metragens, professor e coordenador de workshops de vídeo e imagem, tendo colaborado ainda em vários projetos cinematográficos. Seus trabalhos foram apresentados em diversos festivais no Brasil e na América do Sul. Sávio Leite é um dos produtores da Múmia – Mostra Udigrudi Mundial de Animação.

TERRA NATAL (HOMELAND)

Juan de Dios Marfil, 6min25, Espanha, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Onde há uma vontade, há um caminho.

Sobre o diretor
Natural de Ceuta, na Espanha, Marfil se licenciou em animação pela Faculdade de Cinema e Televisão de Praga, na República Tcheca. Conciliou seus estudos de cinema com os de música, obtendo ainda o título de professor superior de piano pelo Conservatório Superior de Música Victoria Eugenia, em Granada, na Espanha, bem como o título de mestre em Etnomusicologia pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

A TERRA SOB MEUS PÉS (LA TERRE DESSOUS MES PIEDS)
Sophie Sherman, 20min, França, Experimental, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Uma garota vagueia por bosques, cava buracos na terra e cita a Bíblia.  O que acontece quando a fé vai embora, quando “Deus está morto”? A única revelação possível será cantar. Uma oposição entre a fé (em francês) e sua perda (em inglês).

Sobre a diretora

Nascida na França em 1980, Sherman tem nacionalidades francesa e americana. Frequentou a Faculdade de Belas Artes de Marselha e estudou Videodocumentário na Universidade de Aix-em-Provence, na França. No momento, ela cursa uma pós-graduação de dois anos no Estúdio Nacional de Artes Contemporâneas de Le Fresnoy, programa 2009/2011. Sophie Sherman trabalha e vive na França, entre Lille e Marselha.

O ÚLTIMO DIA DE IVAN BULKIN I.S (THE LAST DAY OF BULKIN I.S.)
Alexey Andrianov, 13min, Rússia, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Um empregado de uma certa companhia vai de casa em casa para falar com pessoas que deverão morrer naquele dia, apresentando-lhes um documento em que terão de assinalar o item "Estou satisfeito com minha vida". Ivan Bulkin se recusa a fazê-lo. Durante a conversa, descobrimos que o destino de Bulkin já está antecipadamente escrito.

Sobre o diretor
Alexey Andrianov nasceu em 22 de outubro de 1976, na Rússia Oriental. Frequentou o curso de operador em Y. Nevski e S. Medynkiy na VGIK, diplomando-se em 2005.  Em 2009, gradua-se pela Faculdade de Realização da Alta Corte de Escritores e Diretores. Filmografia: 2009| Fata Morgana.  2007| Funtime.

UMA NOVA VIDA! (UNE NOUVELLE VIE!)
Fred Joyeux, 4min, França, Animação, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Acometido por um ataque de enxaqueca, um homem descobre fantásticas sensações! Eis uma nova vida abrindo-se para ele!

Sobre o diretor

Fred Joyeux vive e trabalha em Nantes, na França. Diretor de desenhos animados, produtor e designer gráfico, ele dirige, juntamente com sua esposa Dominique, a companhia de criação e produção cinematográfica L'Atelier Des Images e o estúdio gráfico Le Kwalé. Seus primeiros filmes, documentários de criação, são do início desta década. Desde 2006, Joyeux trabalha com cinema de animação e com vídeos híbridos que misturam figuras reais e animadas.

UNDER GOD
Richard Farmer, 10min48, EUA, Ficção, 2009.
Classificação indicativa: Livre

Mesclando Fé, Tecnologia e Política, Sob Deus é uma parábola da era da Guerra Fria sobre o dia em que o presidente americano Dwight Eisenhower encontrou o primeiro supercomputador do mundo, o UNIVAC.

Sobre o diretor

Richard Farmer é um premiado diretor de filmes, comerciais e clipes musicais.  Seu trabalho foi exibido em prestigiados festivais de cinema no mundo todo, incluindo o New Director Showcase de Cannes; acumulou vários prêmios no MTV Video Music Awards e foi escolhido como o melhor curta-metragem tanto no Festival Internacional de Cinema de Malibu quanto no Festival de Cinema de Londres. Filmografia:  2006| Jane Lloyd;  Green.

A VISITA DO OLHAR DA SOMBRA
Fábio Cançado, 20 min, Brasil, Ficção, 2010.
Classificação indicativa: 14 anos

Compilação de 20 pequenos filmes em que se procura criar metáforas, marcadas por conceitos plásticos e fotográficos, entre a idéia da sombra e o uso da burca - veste negra oriental que esconde o corpo e o rosto das mulheres.

Sobre o diretor

Fabio Cançado vive e trabalha em Belo Horizonte. Como fotógrafo, ganhou o prêmio Marc Ferrez com o projeto Ex-Votos e fez parte de várias exposições fotográficas nacionais e internacionais desde os anos 80.

 

Saiba mais sobre a exposição Fluxus 2010

 



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Selecionados: Bolsas de Estudo para o curso de História da Arte - 2a. Turma

Post enviado em 17/03/2010 23h40m

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O programa Metrópolis, da TV Cultura, distribuiu três bolsas de estudo para a Primeira Turma do curso A Experiência Artística: Intersecções. De Leonardo a Duchamp, de Duchamp aos contemporâneos, da técnica às novas tecnologias.

Os selecionados para as bolsas distribuídas para a turma de sábado são: Marcela Augusta Rodrigues de Moraes; Tamira Naia dos Santos; Leela Gomes Romano.

A produção do MIS entrará em contato com os selecionados.



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Bolsas de Estudo para o curso de História da Arte - SEGUNDA TURMA

Post enviado em 11/03/2010 12h34m

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O programa Metrópolis, da TV Cultura, vai distribuir 3 (três) bolsas de estudo para a Segunda Turma do curso A Experiência Artística: Intersecções. De Leonardo a Duchamp, de Duchamp aos contemporâneos, da técnica às novas tecnologias.

Para participar, basta mandar um e-mail para mis@mis-sp.org.br dizendo por que você merece ser contemplado. As respostas, de 500 a 700 toques, devem ser enviadas até as 21h do dia 15 de março, segunda-feira. Não se esqueça de incluir seu nome completo e telefone.

Os três e-mails mais criativos e convincentes receberão bolsas de estudo para os três semestres do curso. As aulas começam no dia 20 de março e acontecem todos os sábados, no MIS, das 16 às 20h.

Lembramos que a promoção não exclui a necessidade de cumprimento dos pré-requisitos estabelecidos (ensino superior completo ou em curso – a partir do 3º ano – na área de humanas).

Os vencedores serão anunciados na edição do dia 17 de março do Metrópolis, que vai ao ar às 21h40. Os nomes também ficarão disponíveis em nosso site a partir do dia 18.

O MIS entrará em contato com os selecionados.



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Bolsas de Estudo para o curso de História da Arte

Post enviado em 03/03/2010 17h35m

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O programa Metrópolis, da TV Cultura, distribuiu três bolsas de estudo para a Primeira Turma do curso A Experiência Artística: Intersecções. De Leonardo a Duchamp, de Duchamp aos contemporâneos, da técnica às novas tecnologias.

Os selecionados para as bolsas distribuídas para a turma de terça são: Daniel Scucuglia; Tatiana Galvão Dalla Dea; Ana Cecília Pamplona Bedê Colares.



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Entrevista com as curadoras da Entre-Temps

Post enviado em 05/06/2009 19h24m

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Em visita ao MIS para a abertura da exposição Entre-Temps, as responsáveis pela curadoria da mostra Odile Burluraux e Angeline Scherf, do Musée d’ Art moderne de la Ville de Paris (Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, MAM-VP), conversaram rapidamente com o Blog da Comunicação sobre o processo de escolha das obras apresentadas na mostra. A Entre-Temps fica em cartaz até 28 deste mês.

Esta seleção já foi apresentada alguma vez?
Odile: Não. É a primeira vez que reunimos tantas obras juntas. Temos um espaço restrito no MAM-VP e nunca tivemos um lugar tão privilegiado como MIS para expor. É uma experiência ver tantas obras da coleção juntas, mostradas em tão boas condições.

Como foi feita a seleção das obras?
Angeline: Notamos que, nos últimos 10 anos, adquirimos vídeos muito importantes de artistas franceses enquanto fazíamos suas exposições. Nós começamos a selecionar esta geração desde muito cedo, desde 1995, e temos obras assinadas por Philippe Parreno, por exemplo, que fazem dessa seleção muito especial e relevante.   

Vocês levaram em conta o fato de que a exposição ocorreria no Brasil?

Odile: No início, pensamos em trabalhar sobre a questão da tropicalidade, mas depois percebemos que isso não era pertinente, pois não conhecíamos tanto o país, nem a relação que os artistas poderiam ter com o Brasil, exceto por Dominique Gonzalez-Foerster. Então decidimos não fazer algo específico pra cá, mas mostrar os nossos melhores trabalhos. Ao olhar a lista das obras, percebe-se que a história das nossas exibições é a mesma da história de nossas aquisições. Nós costumamos comprar obras das exposições que acontecem no MAM-VP.

Angelina: É uma retrospectiva das exposições feitas nos últimos 10 anos. E abarca uma geração francesa bem internacional, o que traz a possibilidade de a mostra ser exposta em qualquer lugar.

No texto escrito para o catálogo da Entre-Temps, vocês falam de uma geração marcada pela instabilidade. Como essa característica aparece nos trabalhos da mostra?
Angeline: É uma instabilidade no sentido positivo. Essa geração vem de uma herança intelectual francesa que fala de deteriorização. Todos artistas têm muitas fontes de inspiração (cinema, literatura, arquitetura, filosofia, psicanálise), e essa idéia de heterogeneidade que faz da instabilidade algo positivo.

Odile: É a capacidade que eles têm de interrogar, de não ser firme, de ser capaz de imaginar e de requestionar coisas. A idéia de que nada é certo para sempre. Esse conceito é um pouco da nossa sociedade hoje. Parreno diz que sempre pode imaginar. Ele sempre pode levantar uma questão. Isso acaba fazendo parte do trabalho e da própria exibição e o espaço ao redor dela.

Outra relação levantada no texto do catálogo diz respeito à importância do público para a realização da obra.
Angeline: Para estes artistas o público é parte do trabalho, a obra existe e é ativada por causa dele.

Odile:
Por exemplo, aqui nesta exposição, quando você anda pelo pequeno corredor da obra sobre a personagem Ann Lee, primeiro você vê o pôster, como se estivesse indo ao cinema, e anda em um carpete. Assim, você não está mais numa exposição, nem no espaço de uma mostra, os artistas criaram algo diferente e só o fato de olhar para o pôster e andar no carpete faz com que seu corpo se condicione para olhar o que vem depois. E quando se olha o espaço branco, a imagem que se vê é muito estranha, feita em 3D e, ao mesmo tempo, de maneira muito simples. Cria-se uma atmosfera, mas a atitude é diferente de quando você está no cinema.



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MIS Marca Presença na 53 ª Bienal de Veneza

Post enviado em 01/06/2009 10h33m

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Daniela Bousso e Priscila Arantes, diretoras do Museu da Imagem e do Som e do Paço das Artes, e Angela Santos, assessora de projetos internacionais das duas instituições, embarcam hoje para a 53ª Bienal de Veneza no dia 2 de junho.



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Apresentação do Residente Paulo Meira

Post enviado em 22/05/2009 19h51m

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Na próxima quinta, às 16h, o artista Paulo Meira mostra o resultado da sua residência artística no LABMIS, que aconteceu de dezembro de 2008 a março de 2009. Por aqui, ele desenvolveu o projeto O Marco Amador – sessão drama de alfaiate / Amor de Mascate, que acabou gerando três obras inteligadas. São elas: o vídeo 15 Minutos no Jardim de Alice Coelho, a videoinstalação Passe de Mágica e o game A Mulher do Atirador de Facas. A apresentação gratuita que ocorre no Auditório LABMIS conta com a presença do artista Luiz Duva, orientador de Paulo no desenvolvimento das obras.



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Curta de Carlos Nader é filmado no Auditório MIS

Post enviado em 15/05/2009 19h36m

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Nesta semana, o MIS recebeu uma equipe de gravação que, de quarta (13) a sexta (15), esteve por aqui para filmar o curta-metragem Tela, primeira incursão de Carlos Nader no roteiro e direção de uma ficção. Equipamentos de luz, estruturas de madeira para o cenário e toda uma parafernália composta de fios e aparelhos de filmagem invadiram o Auditório MIS para compor o ambiente de estranheza que o curta pedia. A ação foi totalmente filmada no interior da sala de exibição do térreo e tem o MIS como co-produtor. Com Mariana Ximenes, Luís Miranda e Carol Abras no elenco principal, a trama começa com a cena de uma platéia de cinema observando a projeção de uma imagem estática. Agora é esperar a finalização do filme para saber o resto dessa história.



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Entrevista com Caetano Dias

Post enviado em 08/05/2009 20h00m

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Conversa com artista baiano Caetano Dias, que realizou residência de setembro a dezembro do ano passado no LABMIS. Ele fala sobre seu processo criativo, novas mídias e a experiência no MIS.

Você iniciou sua carreira servindo-se principalmente da pintura e da intervenção urbana. Como o vídeo, a fotografia digital e a instalação multimídia adentraram seu trabalho e tornaram-se vertentes em sua trajetória? Por que você passou a explorar esses caminhos?

Sempre me interessei pelo espaço urbano e também pela pintura, mas, antes disso, também, fazia esculturas, desenhava e experimentava outros suportes. Ingressei na arte através de um coletivo, o Grupo Interferência, que grafitava na cidade do Salvador. Fizemos isso por alguns anos, depois o grupo se desfez e passei a me dedicar um pouco mais à pintura.

Eu sempre estive aberto a novas possibilidades formais e conceituais. Tenho interesses tão diversos, do espaço íntimo ao público, e acho natural que outros suportes tenham entrado no decorrer da minha poética.   No momento de concepção de uma obra, como ocorre a sua escolha entre qual suporte ou técnica usar? Essa escolha determina o trabalho ou apenas é feita após a definição conceitual?

Para mim, a questão da obra é o conceito, a ideia mesmo, e não o suporte. É sobre o universo humano que me debruço e ele constitui o objeto de minha poética. Pode parecer muito genérico, mas é isso mesmo: é sobre existirmos no mundo, quase sempre entram temas como identidade e comportamento, sobre como as pessoas se sentem no mundo e também sobre os seus deslocamentos geográficos.

Se é vídeo, pintura, fotografia, desenho, gravura ou qualquer outro meio, não importa. É reconhecendo a natureza do projeto que compreendo o que a obra pede. Um processo criativo sempre acompanhado de dúvidas. Dessa forma, a ideia, intrínseca, pede a técnica que será utilizada, sendo que um mesmo ponto de partida pode se desdobrar em mais de um meio. Como não trabalho com fórmulas preestabelecidas, cada projeto é um desafio que pede soluções específicas.   Como se deu essa “escolha” nos projetos desenvolvidos no LABMIS?

Para a residência no LABMIS eu tinha alguns projetos que estavam em curso e alguns outros motivados pelo convite do MIS. Entre os trabalhos que eu já tinha começado a desenvolver em Salvador e foi quase finalizado no LABMIS, está o vídeo Lago, que nasceu para ser interativo, mas, em função da complexidade técnica do projeto, terminei criando uma versão sem interação.

Outro trabalho, Nuvens (inicialmente Mar de Dentro), foi um projeto previamente filmado na Bahia, inteiramente concluído no período de residência. Inicialmente, a obra se constituía de cinco imagens gravadas em um simulador de mar em tempestade. Foi sofrendo redirecionamentos por questões relativas a limitações de tempo, técnica e orçamento, resultando em uma radical mudança. O que ocuparia uma sala inteira foi reduzido a um cubo de apenas algumas polegadas, ainda permitindo uma ação lúdica do público com a obra.

Em função da brevidade do tempo e do alto custo que o projeto implicaria, me vi obrigado a redirecioná-lo mais uma vez. Pensei em vários suportes diferentes, até concluir que o vídeo poderia funcionar sendo projetado em um pequeno chumaço de algodão. A permeabilidade ou a quase imaterialidade do algodão poderia transformar radicalmente o trabalho em algo não monumental.
Essa outra espacialidade transformou a imersão inicial em uma possível compulsão táctil, ou mesmo, gustativa, esse pequeno mundinho em suspensão, como uma nuvem que nos traz memórias/imagens atemporais. 

A obra, que tinha uma outra perspectiva, foi recriada, redirecionada, em outras palavras, desenvolvida e concluída durante a residência no Laboratório do MIS. Acho que por ter que transpor tantos obstáculos e pela delicadeza final, Nuvens é uma dos meus projetos prediletos.

Muitos de seus projetos são interativos, dialogam diretamente com a comunidade na qual está sendo realizado e/ou exposto e convidam o espectador a ser parte da obra. Você acredita que a arte tem uma função social a cumprir, pensa nisso quando elabora seus projetos?


Gosto de práticas artísticas que levem em conta o outro, independentemente desse outro ser um grupo de artistas com o qual estou desenvolvendo um projeto, uma equipe técnica, uma ação junto a uma determinada comunidade. Importa que a obra possa se desdobrar no outro. Fazer arte é pensar a vida a partir de ações que vão do íntimo ao público, de uma ação pessoal e solitária a outras que envolva comunidades. Ações que atuem no cotidiano das pessoas.

Quais os principais desafios que você encontra ao usar essas três técnicas: foto digital, instalação multimídia e vídeo? E como tais técnicas aparecem como facilitadoras do processo artístico?


O desafio é sempre o mergulho inicial na obra, o tentar compreender e reconhecer a natureza intrínseca da obra para que, então, tudo funcione bem e nada de natureza técnica fale mais alto que a obra. Resolvida essa fase inicial, durante o processo é só ir seguindo fluidamente a obra. Acho que, com quase todo artista, é assim, ou seja, não apenas estando em contato direto, mas sendo o próprio processo. Quer seja vídeo, independente da técnica, o importante é ter o projeto bem resolvido conceitualmente, mas é claro que o meio e as técnicas também têm papel relevante no resultado final da obra.

Afinal, o conceito encontra o resultado através da técnica. Todas têm em comum a opção de construir sonhos, fábulas, de ficcionar o real ou vice-versa. O universo digital é bárbaro, pode-se ir do documental ao ficcional, pode-se hibridizar o real com o virtual, como em Nuvens. As novas tecnologias podem ampliar as possibilidades criativas, potencializando poéticas, mas nenhum meio em si é garantia de nada. As tecnologias sempre estiveram presentes em todos os momentos e a Arte continua sendo linguagem enquanto potência expressiva.

Conte, em linhas gerais, como foi a sua experiência da residência LABMIS.


Vivências em outros lugares com novas trocas sempre enriquecem o processo criativo. E no MIS, durante três meses, tive experiências excepcionais. O modelo de residência do LABMIS funcionou, de fato, muito bem e influiu positivamente nos desdobramentos técnicos e conceituais das pesquisas que vinha desenvolvendo. Foi bacana ser artista residente e conviver com profissionais que admiro, em um processo colaborativo com atenções voltadas para a realização dos projetos em vídeo e instalação multimídia.

Permanecer em estado quase de suspensão, já que moro em outra cidade, também contribuiu de forma a concentrar toda a atenção nas pesquisas desenvolvidas durante esse período. Além disso, tive à disposição todo um aporte de equipamentos de última geração, bem como técnicos especializados que contribuíram diretamente nos resultados. Com orientadores capacitados, que atuaram de forma bastante próxima, aconteceram trocas importantes para os experimentos durante a residência.

O MIS, como centro que dispõe de recursos tecnológicos de ultima geração e como espaço aglutinador de artistas, cineastas, músicos, curadores e críticos, exerce papel importantíssimo, não apenas como facilitador, mas como potencializador da arte contemporânea, sem falar do acesso do público em geral. Uma atuação transformadora!

Qual a importância dos orientadores e outros profissionais com os quais você conviveu durante a residência no resultado final dos projetos e para a sua trajetória artística? Por favor, dê exemplos.


Uma contribuição de grande relevância foi estar em contato com pessoas que foram determinantes no meu processo de trabalho enquanto residente, assim como críticos e curadores, como Daniela Bousso, Priscila Arantes, e de orientadores como Lucas Bambozzi, Marcus Bastos, Luiz Duva, Rejane Cantoni, e também de Gisela Domschke, Cristine Melo, Paula Alzugaray, que não eram orientadores da minha residência, mas estavam sempre muito presentes, bem como os programadores, editores, sonoplastas e equipe técnica do MIS. De um modo geral todos contribuíram, quer por meio de discussões e trocas teóricas, quer indicando textos e sites, cujos conteúdos se relacionavam com as minhas pesquisas, ou nas colaborações técnicas de hardware e software.

O resultado desse apoio está em Nuvens. Tinha feito a filmagem em HD e tinha tido todos os cuidados técnicos no que tange a fotografia, mas os cálculos feitos para a construção do simulador de mar em tempestade resultou em algo que não funcionava como havia previsto, isso já identificado nos primeiros momentos da filmagem em Salvador, o que me obrigou a repensar o projeto naquele instante. Acrescentei personagens que jogavam o projeto em outra direção totalmente diferente. E decidi que em um segundo momento encontraria uma solução para o trabalho.
Como a ideia inicial não tinha dado certo, teria que partir do zero e tentar encontrar novas soluções. Os orientadores que estavam mais próximos deste processo eram a Rejane e o Lucas, que se identificaram de imediato com o projeto. E nas trocas de ideias, ora com um, ora com outro, fomos avançando, resultando no projeto Nuvens que já expliquei acima com riquezas de detalhes todo o processo da instalação.

Como eram vários projetos, fui alternando horas de trabalho entre eles, como uma forma de criar distanciamentos formais e conceituais para apreender melhor cada obra. Os orientadores foram elegantíssimos, estavam próximos o suficiente para contribuir, sem interferências diretas na obra. Discutíamos questões correlatas presentes em outras obras ou no plano teórico e, dessa forma, as ideias iam avançando positivamente. Acho que uma residência de alto nível como é a do MIS pode ser determinante no percurso profissional de qualquer artista.

Quais foram os maiores ganhos e os maiores desafios durante sua residência?


Estar afastado do meu cotidiano por esse período facilitou entrar nos projetos com menos dispersão. Juntamente com isso, tive um ganho no desempenho técnico que vai ajudar muito nos próximos trabalhos. Por exemplo, sentia muita dificuldade com a parte de som nos vídeos. A partir dos workshops que participei, pude tanto compreender um pouco mais a lógica e a estrutura das trilhas musicais para os filmes e vídeos, como começar a usar programas de áudio para elaboração de trilhas. Estar próximo de Wilson Sukorski, durante as duas trilhas que ele realizou para as obras Lago e 503 – Diário de Viagem, já me permite começar a criar as minhas próprias trilhas. Um exemplo disso é Duna, que já tem trilha criada por mim, após a residência no MIS.

Essa foi a minha primeira residência. Não chegava a ser um desafio, mas era algo novo, que poderia ser bastante interessante. Me joguei de cabeça. Foi ótimo! Trabalhei intensamente, estava levando comigo vários projetos e estava aberto ao que surgisse. Acho que o desafio mesmo era tentar avançar, simultaneamente, o máximo que pudesse nos vários projetos. Esta residência foi de fundamental importância para o desenvolvimento de alguns trabalhos, sem o qual avançaria de forma mais lenta, ou mesmo, teria sido difícil iniciar ou concluir alguns desses projetos. A minha experiência no Lab se faz presente no meu trabalho atual e, com certeza, também estará nos próximos trabalhos.

Especificamente no trabalho Nuvens, que você considerou o mais importante de sua residência no LABMIS em seu relatório final, como foi trabalhar com as limitações técnicas e outros fatores restritivos? Você considera tais limitações apenas negativas ou há algum ganho ao deparar-se com elas?

O trabalho Nuvens possui um estranhamento muito especial, que vem do início, quando tive a ideia, até os últimos instantes da conclusão da obra. O acesso a recursos tecnológicos, no Brasil, é muito restrito. A nossa realidade impõe ajustes às nossas demandas, quer por limitações de tempo, quer por questões técnicas, ou econômicas. Essa é a nossa condição atual e, nesse contexto, existir um centro multimídia no Brasil como o LABMIS é um significativo avanço. Penso que esse seja o melhor e mais avançado laboratório de pesquisa em artes visuais no país.

Trabalhar com o que é possível é sempre interessante porque provoca ainda mais o exercício criativo. E, de um modo geral, a experiência em si e os resultados obtidos na residência, em virtude da favorável infra-estrutura e recursos do laboratório, foram tão positivos que, se houve alguma limitação, esta foi inteiramente ultrapassada. Essa vivência foi muito especial: a equipe técnica do LAB estava sempre disposta a colaborar, os orientadores qualificadíssimos e igualmente dispostos a trocas, a direção do MIS acompanhou os meus trabalhos durante a residência. E estava sempre visível o compromisso de todos, quanto à implantação de algo que fizesse diferença no cenário da arte tecnologia no Brasil.



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Entre-Temps em Montagem

Post enviado em 22/04/2009 19h47m

  • Nota:

Quase tudo pronto para a abertura amanhã da mostra Entre-Temps aqui no MIS. Paula Signorelli, coordenadora de projetos, conta que a equipe de produção acerta os detalhes finais. "É o momento de ajuste de som e de projeção, principalmente para as obras que usam o sistema 5.1 (com canais distribuídos no espaço), que têm uma afinação bastante específica", conta.

Desde segunda, a curadora Angeline Scherf acompanha de perto a montagem, que teve início na segunda passada e cuja organização junto aos artistas e colabodores já dura três meses. Além de Angeline, o MIS também recebe desde o começo da semana o técnico e assistente Frederik Pedersen, que trabalha há dois anos com Douglas Gordon em Glasgow, na Escócia. Ele veio para o Brasil para orientar as montagens de uma das mais esperadas obras da exposição: Zidane, un portrait du 21ème siècle, assinada tanto por Gordon quanto por Philippe Parreno.

"A complicação maior de montar essa obra é que temos duas telas lado-a-lado sincronizadas durante os noventa minutos de duração", diz Frederik. Em uma das projeções de Zidane, a do lado esquerdo, o que se vê é a transmissão normal de uma partida de futebol (Real Madri versus Villreal), que ocorreu em abril de 2005, porém, numa edição de 17 câmeras sempre enfocando apenas o jogador Zinedine Zidane. A outra tela, à direita do espectador, mostra a gravação de só uma das câmeras, sem cortes. Vemos o esportista superstar em momentos de concentração, de tensão e até de tédio ao longo dos dois tempos de jogo.

Frederik ainda conta que a maior preocupação dos artistas é que, a cada exibição em galerias e museus, a videoinstalação seja montada da mesma maneira. "Apesar de trabalhosa, minha tarefa é simples", conta ele, "principalmente porque quando cheguei aqui, tudo estava bastante adiantado, fiquei positivamente surpreso com a oganização da Instituição", finaliza. O elogio prova que Entre-Temps já é sucesso antes mesmo da abertura.



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