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Selecionados Residência LABMIS 2010

Post enviado em 25/01/2010 14h56m

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O edital Residência LABMIS 2010 recebeu 119 projetos de 14 estados. A pré-seleção ficou a cargo de Marcelo Bressanin, Nancy Betts e Sérgio Basbaum, que indicaram 33 projetos. A comissão de seleção final foi composta por Priscila Arantes, Christine Mello e Daniela Kutschat.

Projetos Selecionados:

Ambiente sensível, do grupo Al Revés (Alexandre Marino Fernandez, Bruno Hissatugu, Rafael De Marchi Gherini Molla)

Trata-se de uma instalação sonora interativa que reproduz uma malha sonora autogerativa baseada no entorno físico da obra (temperatura, intensidade e espectros sonoros, luminosidade, umidade etc). Dessa forma, rompe com a unicidade e a previsibilidade da obra de arte a partir da introdução da lógica da interatividade e do acaso, conseguidas a partir da criação de um ambiente plurifônico (surround), no qual sensores captam a movimentação do público, além de criar uma dinâmica que traduz as relações de convivência do indivíduo com o local onde vive.

Grupo Al Revés:

Alexandre Marino Fernandez é graduado em Comunicação Audiovisual (2004) e pós-graduado em Composição Musical e Tecnologias Contemporâneas pela Universidad Pompeu Fabra (Barcelona, 2008). Recebeu o prêmio Beca Phonos para composição de peça sonora (Barcelona, 2008). Participou do Festival TSONAMI e do DCMT’08 en Concierto (ambos em Barcelona, 2008). Já apresentou trabalhos no Can Xalant (Barcelona, 2008), no Espaço Eureka (São Paulo, 2008), no Centro Cultural São Paulo e no SESC-SP (2007), além do FILE/Hipersônica (São Paulo, 2006).

Bruno Hissatugu
é graduado (2004) e pós-graduando em Letras pela FFLCH-USP. Já realizou apresentações no Can Xalant (Barcelona, 2008), no Espaço Eureka (São Paulo, 2008), no Centro Cultural São Paulo e no SESC-SP (2007), além do FILE/Hipersônica (São Paulo, 2006), na Galeria Virgilio (São Paulo, 2004, exposição Discordâncias) e centro Maria Antonia (São Paulo, 1999, exposição Corpos Sutis).

Rafael De Marchi Gherini Molla é graduado em Design Digital pela Universidade Anhembi Morumbi (2004), já realizou diversos cursos, principalmente nas áreas de áudio e vídeo, em espaços como Festival Sónar (Barcelona, 2003), MACBA - Museu d’Art Contemporani de Barcelona (2002) e MAM-SP (2001). Apresentou trabalhos no Espaço Eureka (São Paulo, 2008), no Estúdio EPPA (Salvador, 2008), no Centro Cultural São Paulo e no SESC-SP (2007) e no FILE/Hipersônica (São Paulo, 2006).

Feel, de Ricardo Nascimento


A obra que será desenvolvida consiste em uma escultura em forma de vestido revestido por 115 ventoinhas de diversos tamanhos, que sofrem uma mutação temporária em sua coloração quando detectam a presença de ondas eletromagnéticas. Feel busca materializar a poluição eletrônica gerada pela presença massiva de ondas eletromagnéticas emanadas de aparelhos eletrônicos.

Ricardo Nascimento
trabalha como artista, produtor e desenvolvedor multimídia no Rio de Janeiro. Investiga as relações entre corpo e ambiente com foco no desenvolvimento de interfaces interativas e ambientes híbridos. Participou em 2008 do Social fabriss ART+MEDIA+INTERCONNECTIVITY (Dalas, EUA), Bangkok Experimental Film Festival – BEFF (Tailândia), do Optical Festival (Paris, Madrid e Gijón), além do Festival Hollywould, em Los Angeles, entre outros. Em 2009, participou de festivais e exposições nos Estados Unidos, Europa e América Latina, como o II Festival de Arte Digital (Belo Horizonte), Speculum Artium 2009 (Trbovlie, Eslovênia), WRO 09 Expanded City, na 13ª Bienal de Arte de Wroclaw (Polônia), New Media Meeting (Nooköping, Suécia) etc. Em 2010, já participou da Campus Party (São Paulo) e do Japan Media Arts Festival (Tóquio, Japão). Mais informações em www.popkalab.com.

 Movimento², de Celina Portella

O projeto consiste na construção de duas séries de três vídeos-objetos . Na primeira série, haverá três telas de igual tamanho fixas na parede. A imagem em cada uma das telas é sempre a de um corpo. Na primeira, vídeo-objeto 1, trata-se um corpo pequeno, que anda pela parte inferior da tela. No vídeo-objeto dois, haverá um corpo de tamanho médio, que toca os quatro limites da tela. No terceiro, um corpo de dimensão grande estará comprimido no espaço da tela.

Na segunda série, assim como as imagens dos corpos, as telas das TVs que as exibem também se movimentam, criando uma relação dinâmica entre imagem e suporte. No vídeo-objeto 4, a tela fica presa sobre um trilho horizontal, deslocando-se de uma extremidade a outra, de acordo com o impulso dado pelo corpo. O mesmo princípio é seguido pelo vídeo-objeto 5, mas na vertical: o corpo pula e se agarra ao limite superior do quatro, que começa a descer; chegando ao chão, cai e começa a agarrar o limite inferior, puxando-o para que a tela suba. O vídeo-objeto 6 é uma tela que gira ao redor de um eixo fixo: o corpo fica com a cabeça no centro e o pé nas bordas; a medida que a tela gira para um lado, o corpo mexe-se para o outro.  Os limites da tela funcionam como limites físicos de um corpo nela contido, que parece causar e controlar o movimento de todo o mecanismo.

Celina Portella estudou design na PUC-RJ e se formou em Artes Plásticas na Université Paris VIII. Desde 2000, investiga questões sobre a representação do corpo a partir do vídeo e da foto, realizando instalações, projeções, performances e intervenções urbanas. Durante 5 anos, integrou a Lia Rodrigues Cia de Dança como bailarina e cocriadora. Em 2008, participou do Centro de Residência de Artistas Contemporâneos CRAC Valparaiso (Chile), do 15º Salão da Bahia e foi premiada no II Concurso de Videoarte da Fundação Joaquim Nabuco (Recife).  Foi contemplada, com Elisa Pessoa, pela Bolsa de Resdiência Recollets 2009, em Paris, pela bolsa de pesquisa e produção do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco e pelo Rumos Itaú Cultural 2006. Já realizou exposições em galerias no Brasil e no exterior, como a Pablo’s Birthday Gallery, em NY, além de ter participado da ARCO 08, em Madrid. Atualmente, está em residência na Galeria Kiosko (Bolívia).

Vista On Vista Off, de Denise Agassi

A obra trabalha com os chamados database movies (filmes de banco de dados) e consiste em um dispositivo rotativo sustentado por um tripé que exibe vídeos e fotografias. Conforme o público gira o objeto, são cruzadas informações de uma bússola digital com um banco de dados offline composto por vídeos e fotografias, criando, assim, uma narrativa de vídeo e aproximações improváveis de paisagens de lugares distintos. A obra visa à criação de um espaço híbrido, que relaciona o espaço interno da obra àquele trazido pelas imagens de fora. Ao se repensar desta forma o espaço físico, emerge a noção de realidade aumentada.

Denise Agassi
é artista multimídia e educadora, atua no campo da fotografia, videoarte e net art. Mestre em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (2009) e bacharel em Artes Plásticas pela FAAP (2001). Participa do grupo de pesquisa arte&meios tecnológicos desde 2007 (CNPq/FASM). Integrante do grupo de re-mapeamento urbano e criação coletiva Lat-23 desde 2008.



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15 minutos no Jardim de Alice Coelho

Post enviado em 26/06/2009 17h37m

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15 MINUTOS NO JARDIM DE ALICE COELHO

A proposta para montagem de exposição como resultado do processo de residência no LAB MIS/2008 se definiu a partir da realização do vídeo “15 Minutos no Jardim de Alice Coelho”. Como desdobramento deste, foi desenvolvido duas outras obras com diferentes linguagens e suportes.
A primeira trata-se de vídeo instalação “Passe de Mágica”, e a segunda da game art “A Mulher do Atirador de Facas”.
 
Para fins de detalhamento das obras iremos considerá-las pelas seguintes numerações:
Obra 01: “15 Minutos no Jardim de Alice Coelho”.
Obra 02: “Passe de Mágica”.
Obra 03: “A Mulher do Atirador de Facas”.


Formato de apresentação das obras
 
Obra 01: “15 Minutos no Jardim de Alice Coelho”.
• Vídeo
• Duração 17 minutos.
• Esta obra será exibida no auditório do MIS, com horários de sessões pré-estabelecidos durante o período da mostra.

Obra 02: “Passe de Mágica”.
• Vídeo instalação composta de dois vídeos.
• Duração 3 minutos (cada vídeo) em looping.
• Nos vídeos ocorrem diversas ações em que um mágico “tele-transporta” diversos objetos de um ambiente para outro. Cada ambiente é mostrado em uma projeção, ou seja, os elementos “tele-transportados” pelo mágico sempre surgem em projeções diferentes.
Como os vídeos são complementares e as projeções ocorrem em paredes opostas, impossibilitando o espectador acompanhar as duas projeções simultaneamente, foi desenvolvido um projeto de áudio que desempenha a função de guia. Desta forma o áudio sinalizará em qual dos vídeos estarão ocorrendo tais mágicas.

 
• Especificações técnicas (ver também planta baixa em anexo)
- Sala: aproximadamente 10 x 4m com carpete no piso
- Equipamentos necessários:
02 projetores de vídeo;
01 computador PC;
04 caixas de som full range amplificadas ou com potencia;
02 sub woofers amplificados ou com potencia;
01 placa de som com 06 saídas (M. áudio delta 1010 LTF).

Obra 03: “A Mulher do Atirador de Facas”.
• Vídeo interativo (game art).
• O tempo de duração desta obra é determinada pela interatividade do espectador.
• O jogo simula a performance de um atirador de facas: Na imagem uma mulher encontra-se a espera da ação de um atirador ou atiradora de facas. O espectador/jogador desempenhará o papel de atirador ou atiradora de facas. Cabe ao espectador decidir ir até o final do jogo e arriscar a “integridade física” da mulher ou não.
• Especificações técnicas (ver também planta baixa em anexo):
- Parede externa da vídeo instalação.
- Equipamentos necessários:
TV de plasma de 42 polegadas;
Computador PC ou MAC;
Controle wii.

 



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Espaço Generativo

Post enviado em 26/06/2009 15h19m

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“Espaço Generativo”

O projeto da dupla Rodrigo Bellotto e Felipe Sztutman, consiste basicamente na construção de uma narrativa espacial.   Para isso, os artistas irão desenvolver um espaço físico, uma espécie de ambiente imersivo, que terá algumas de suas propiedades físicas controladas para manipular a experiência in loco.  Diferentemente dos ambientes imersivos normais, o espaço proposto será menos objetivo em sua materialidade. Um dos motivos é a ausência de figuração visual. A informação visual que o usuário terá, será de pontos de luz dispostos ao longo do espaço. O resultado será a criação de atmosferas de cor, mutantes. A imagem do espaço sua plasticidade, bem como sua dinâmica, será imaginada pelo usuário, ao somar essa atmosfera cromática com as sugestões sonoras, olfativas e térmicas.   Será uma colagem de experiências combinadas e recombinadas à exaustão, a partir de técnicas programacionais de auto-generação.   A OBRA: No espaço serão distribuídas 05 caixas de som, ar condicionado, ventilador, odorizantes e estrutura de alumínio com fibras óticas. Estes componentes ficarão ligadas ao banco de dados que determinará a combinação entre eles.  

Maio 2009
Ao longo desses primeiros dias de residência, priorizamos nosso tempo em 3 frentes:
A seguir uma descrição de cada uma delas.

1- Viabilização do projeto;
Estamos enfrentando um problema para a realização das experimentações. Como o suporte de nosso projeto é um espaço, é difícil entender e trabalhar suas possibilidades sem uma maquete 1: 1. Nós temos que fazer um protótipo do projeto, no entanto p/ o prótótipo temos que ter a maioria dos elementos presentes no resultado final.
Então, pensamos em fragmentar o projeto e testar os elementos de forma separada:

Módulo de fibra-ótica:
 Vamos criar 1 módulo de fibra-ótica. Que ao final reproduziremos em função do dinheiro e do epaço disponibilizado para a execução. Testaremos o resultado cromático e espacial em função da densidade e da disposição das fibras pelo espaço

teste de controle e comportamento do ar condicionado e do aquecedor no espaço:
depois de conseguidos os equipamentos, solicitaremos ao Radamés que crie um interface digital p/ controlar via computador e arduíno.
Esse será os teste mais infiél ao produto final, pois provavelmente usaremos um equipamente diferentes e não temos um espaço similar para teste.

Teste da narrativa sonora no espaço:
experimentação da criação de atmosferas sonoras.

obs.: O fato de precisarmos de nota-fiscal de empresa + 3 orçamentos dificulta a compra de produtos de segunda mão para os teste.
 

2- Composição da narrativas sonoras.
O design de som é onde que temos menor intimidade técnica.
Por isso, estámos contando com a ajuda de um colaborador externo (Fernando Bizzari), me como da ajuda dos outros residentes: Guilherme Gravita e Alexandre Fenerich.
Estamos estudando referências de músicos que trabalham a composição sonora com referências visuais e também técnicas de transição para trabalhar as possibilidades de banco de dados e generatividade. Alguns dos músicos:
Luc Ferrari; Hans Tutschku; Bernard parmegiani; Ligeti; Paul Koonce.

3- Prospecção de apoio e ou patrocínios
Alguns dos possíveis patrocinadores:
fasa (fibra ótica)
philips (lâmpadas)


Junho 2009
Ao longo deste 2o mês de residência, concentramos nossos esforços em 2 frentes:

_ realização do protótipo
Nos preocupamos em projetar um protótipo que, ainda que reduzido, seja grande o suficiente para que seja penetrável por uma pessoa e pequeno o suficiente para se enquadrar nos custos de produção.
O resultado final é um paralelepípedo de 2,05m x 2,43m x 2,19m, com a infra-estrutura necessária para a realização do processo experimental do projeto.
O processo de realização do protótipo foi importante para nos familiarizarmos com 2 importantes etapas do processo de execução artística: a produção executiva e o aprofundamento técnico e teórico.
Em relação à produção executiva, fizemos contato com fornecedores, formamos parcerias, prospectamos apoiadores.
Quanto ao aprofundamento técnico e teórico, buscamos ajuda principalmente na USP.
Encontramos na universidade um grande centro de conhecimento, com pessoas interessadas em ajudar. Um exemplo é a professora Inar Alves de Castro, do departamento de alimentação da faculdade de Farmácia, que disponibilizou para estudo a cartela de aromas de seu laboratório. Também contamos com a ajuda da arquiteta Ana Terra para a realização do projeto físico do protótipo.

_ consolidação da equipe de orientadores.
Nesse mês conseguimos consolidar a equipe de orientadores do projeto. Após um mês de dúvidas sobre quais perfis seriam mais adequados ao projeto afinal decidimos pelos seguintes nomes, acompanhados de uma breve descrição e o que esperamos de sua

Orientação:

Ronald Dennis Ranvaud
Físico, doutor em física. é professor do Instituto de Ciências Biológicas, departamento de Fisiologia e biofísica. é pesquisador na área de fisiologia do comportamento, com ênfase em processos perceptuais e motores. Nossa expectativa com a orientação do professor Ronald é ampliar o leque de possibilidades de manipulação da experiência vivida pelo espectador dentro da obra, através do conhecimento de propriedades físicas do corpo humano.

Marcelo Bicudo
Arquiteto, doutor em semiótica. É professor do curso de design da faculdade de arquitetura e urbanismo da USP.
Esperamos que o Marcelo nos oriente no sentido de fortalecer nosso embasamento conceitual e artístico do projeto.

Ricardo Palmieri
Arquiteto, produtor multimídia e pesquisador de ferramentas livres para produção artística e de interatividade nas artes e comunicação.
Esperamos encontrar na orientação do Palmieri um caminho para comunicar e controlar a interface física com a interface digital, e, também, entrar em contato cm as possibilidades narrativas que se abrem nesse encontro.

Carlos Zibel
Arquiteto, doutor em arquitetura. Livre docente da faculdade de arquitetura e urbanismo da USP. Pesquisador da área de áudio-visual. Buscamos em Carlos Zibel uma fonte de inspiração criativa para trazer mais poética ao Resultado do projeto.

Julho 2009
Durante o mês de julho, a execução do protótipo somada as primeiras reuniões com os orientadores nos possibilitaram refletir sobre o projeto, percebemos ter dedicado uma enorme energia na produção do espaço generativo e deixado a discussão acerca do propósito do projeto de lado.
Ao apresentarmos o projeto para os orientadores, tivemos que revisitar nossos interesses iniciais e fazer um balanço do que tinhamos discutido e realizado. As dúvidas geradas e as referências que recebemos deles foram muito importantes para consolidarmos uma idéia do que propunhamos.
Identificamos potência em duas frentes no nosso projeto: o espaço como objeto e suporte para novas experiências sensitivas, um desdobramento da pesquisa de cinema expandido; e a narrativa efetiva que construiremos nele.
O primeiro desdobramento mais técnico e de design de objeto e o segundo mais poético. Para construirmos a narrativa, tivemos algumas dificuldades com a potência das sensações sugeridas pelo espaço, partimos então para o empírico, experimentando com o protótipo variações de possíveis discursos.
Concretizamos as parcerias porém ainda estamos aguardando o fornecimento dos aromas da Givaudan, da matrix de led da On Projeções para seguirmos adiante com a construção da obra e narrativa.
Contamos ainda com a parceria da Interativa, emprese recém fundada de Ricardo Palmieri, para nos auxiliar com primor na programação de controle.
Nestes meses que se seguem projetaremos o espaço que irá para exposição com as possíves correções e adequações a verba final e construiremos a narrativa generativa assim como o software de controle.



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Estrelas Cadentes

Post enviado em 26/06/2009 13h41m

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Resumo

No primeiro mês de residência trabalhei intensamente nos aspectos conceituais do projeto Estrelas Cadentes e seus possíveis desdobramentos a partir das orientações recebidas pelos artistas Rejane Cantoni, Gilbertto Prado e Lucas Bambozzi.
Mais do que um desenvolvimento puramente técnico, a residência está sendo muito importante enquanto processo de pesquisa artística, científica e tecnológica, assim como relatado no blog: http://estrelascadentes.wordpress.com

Relato do processo vivenciado no primeiro mês de residência

Início da residência LABMIS (22/06/2009)
June 24, 2009, 11:25 pm

Neste dia fui recebido pela Beth e apresentado às instalações.

Defini qual computador e softwares estarão instalados e iniciei o documento de apresentação aos orientadores, que tinha base no projeto apresentado à residência, mas com a preocupação de torná-lo mais claro e objetivo.

Segue abaixo este primeiro estágio

1.    ESTRELAS CADENTES
Instalação multimídia

focos principais:
arte locativa
instalação interativa
arte em rede

palavras-chave:
celular . circuitos eletrônicos . internet . rede . estrelas cadentes

“Estrelas Cadentes” acontece a partir de um “céu” formado por 200 bexigas pretas carregadas de tinta colorida e uma estrela branca estampada em sua superfície. Um número de celular será disponibilizado e a partir do recebimento de mensagens (SMS) nesse celular com supostos “desejos”, uma luz se acende sobre uma das bexigas e esta bexiga estoura. Ao estourar, a bexiga jorra toda a tinta contida dentro dela e deixa de existir, semelhante a uma estrela cadente, deixando apenas a mancha de tinta que ficará no chão do espaço expositivo. Ao final, depois de 200 ligações, todo o céu terá se desmanchado e haverá apenas uma grande mancha misturada e colorida no chão. Toda a ação será transmitida via webcam, para que qualquer pessoa, de qualquer lugar, possa atuar no trabalho. As ligações serão estimuladas via web e no espaço expositivo, através de sinalização discreta, permitindo maior fruição do trabalho antes do envio da mensagem.

Algumas possibilidades poéticas sugeridas pelo trabalho:

. o chão manchado de tinta pode ser imaginado como um chão de desejos misturados e compartilhados, desejos estes, de âmbito pessoal / privado, colocado ali em contato com todos os outros; Os desejos citados estão relacionados àqueles feitos às estrelas cadentes;
. metáfora da estrela cadente que se desmancha no ar, transformando-se numa grande mancha de cor;
. a quase impossibilidade de ver uma estrela cadente nas grandes metrópoles;
. a efemeridade e partilha de um acontecimento
. A possibilidade de visualização e interação com o trabalho dentro e fora da galeria. No espaço das redes internet e celular, e no espaço físico.
. o celular sendo utilizado como parte integrante de uma rede, de construção coletiva, de partilha, visualidades e experiência sensória. Interferindo, transformando e modificando o espaço físico.
. A possibilidade que é dada ao sujeito de interferir no fluxo com um dispositivo tão individual, colocado no coletivo.
. Noções de pertencimento ao se sentir interferindo/modificando o espaço.

O projeto não pretende discutir questões sobre a pintura, mas aspectos como: a conexão, a impermanência destes acontecimentos, as presenças, as transformações deste espaço físico e de maneira geral, as poéticas geradas por estes processos.

Formato de exibição e esquema de funcionamento

O projeto será instalado no teto do espaço expositivo. Serão utilizados componentes eletrônicos e um aparelho celular, conforme descrição no item seguinte. O processamento acontece da seguinte forma: [a] sujeito envia uma mensagem com um desejo para o número disponibilizado [b] celular recebe a mensagem e transmite os pulsos para a placa comando [c] placa comando ativa relay [d] relay ativa micro motor que acende lâmpada e estoura a bexiga [e] bexiga com tinta dentro estoura e mancha o piso abaixo do “céu”. O artista trabalha em parceria com o técnico eletrônico Cleiton Alves.


Principais referências

Blinkenlights, desenvolvido em 2001 pela Chaos Computer Club em Berlim.
http://www.youtube.com/watch?v=VYEBB-0CSiw

Usman Haque
http://www.haque.co.uk/burblelondon.php

Pequenos avanços
June 26, 2009, 9:06 pm
Hoje, sexta-feira, iniciei os contatos com os orientadores Gilbertto Prado, Lucas Bambozzi e Rejane Cantoni, além de conversar com o técnico em eletrônica que irá me ajudar na montagem do trabalho. Consegui agendar um horário com o Gilbertto e com a Rejane para o início da próxima semana.

Também avancei um pouco na utilização do som. Imagino que as pessoas possam ligar, falar uma mensagem (que seria amplificada a partir do celular para o espaço), esta mensagem seria gravada por um microfone e toda voz gravada entraria para um arquivo, que por meio de um aplicativo em flash, poderia ativar diversas vozes cruzadas no espaço. (equipam. necessários: computador, microfone, celular, caixas de som)

Para que a pessoa possa ligar e a voz dela seja ouvida, é necessário utilizar um celular com atendimento automático. Fiz a pesquisa deste celular e a melhor opção é o “V3 executivo” da Motorola, que atende automaticamente as ligações após 2 segundos. A pesquisa foi feita no shopping Aricanduva e Villa Lobos.

Iniciei também os testes de resistência dos balões. Segue abaixo uma foto deste teste que está sendo realizado com água. A tinta deve ser um pouco mais pesada, mas não deve dar uma diferença tão grande comparado à água. Comprarei também bexigas maiores e mais resistentes.
1o Teste de resistência de bexigas

Primeiro teste de resistência de bexigas

* lembrete altura: após testar o tempo de durabilidade das bexigas, precisarei testar a queda e o estouro da tinta, a fim de verificar a formação das manchas. Também será importante a quantidade de tinta que estará dentro dos balões.

** lembrete sobre tinta: dependendo da forma que o espaço for iluminado, pensar sobre o aparecimento das cores das tintas. É importante que apareçam tanto estourando, quanto como mancha no chão.

*** A mim importa que haja uma tinta que espirre no ar como um estouro, mas posso pensar num dispositivo que não seja o balão também.


1. Encontro com Rejane Cantoni
June 30, 2009, 3:20 am

Hoje, 29/06 em meu primeiro encontro de orientação com Rejane Cantoni, discutimos os seguintes assuntos, possibilidades e problemáticas para o trabalho:

. Referências

>>artistas
..Hanns Haque (performance a céu aberto com balões + leds)
..Raquel Kogan: livros / memória
..Milton Sogabe – Catapultas de tinta – anos 80
..Harold Edgerton – Crono fotografia – pega o momento do estouro, do pingo de leite…
..Elisa: robô psicologo / exemplo de relação homem-máquina

>> técnicas
. máquinas sopradoras
. máquinas que fazem pet
. sopradores de vidro
. bolas e mecanismo de arma de paintball

. Possibilidades

.. Fazer o trabalho a céu aberto
Neste caso devo verificar: espaço mais adequado que pode ser na porta do MIS ou no MUBE / Fluxo de pessoas para não precisarem passar embaixo do trabalho / Entendimento do trabalho como um Happening / Proteção do sistema eletrônico em caso de chuva / Teste de funcionamento do trabalho em caso de chuva. Acontecendo fora do museu, o trabalho não enfrenta problema da mancha que se forma no chão.

.. Fazer o trabalho com uma única bexiga que enche na hora
Neste caso seria necessário desenvolver um mecanismo de enchimento dos balões, seja com gás ou somente com tinta.

Pensar sobre a possibilidade deste mecanismo se mover, como um eixo central que cada hora aponta para um lado e os balões de tinta podem estar dentro de um cano carregado por estes balões. No momento em que o “canhão” recebe um input, ele libera um balão abrindo a sua saída.

. Problemáticas do trabalho acontecendo dentro do espaço
.. O que fazer com a água que cai dos balões? Se pensarmos em 300ml de tinta para cada balão, teremos 60 litros de tinta no chão. (otimizarei a quantidade de tinta)
.. Se permitir que as pessoas trafeguem embaixo, o que fazer com o resíduo que ficará nos pés das pessoas? (Não permitirei que trafeguem embaixo)

.. Ao colocar 200 balões para as pessoas estourarem o quanto elas quiserem, todas serão estouradas rapidamente. Enquanto não acabar as pessoas não deixarão de ligar e estourar. (Aqui entra também a característica do trabalho como um happening + documentação).


. Extras
..Este trabalho dá origem a outros como um somente com a mensagem de voz das pessoas que participam e este som se entrecruza no espaço;

..Eliminar elementos que tornem o trabalho barroco e focar as atenções do trabalho. Nosso foco parece deixar de dar atenção ao que é rápido e dar mais atenção ao que é lento. É este lento que parece imprimir maior atenção.

. Preciso urgentemente definir o espaço onde o trabalho será apresentado.

. Assumir o projeto como um happening

. para perceber um fenômeno tenho que focar minha percepcao
. que código é este que se forma com a mancha e passa por todo um processo de envio de mensagem, ligação com a máquina…

. Experimentar e observar os elementos do trabalho, como num processo científico.

. Pensar a iluminação do projeto, se for acontecer de dia, à noite, dentro ou fora do museu. Penso que se acontecer num ambiente escuro, o ideal seja não pintar os balões com estrelas, mas apenas acender uma luz quando ele for estourar.





Meteoro / Estrelas Cadentes para Wikipedia
June 30, 2009, 5:20 pm

Meteoro designa o fenómeno luminoso observado quando da passagem de um meteoróide pela atmosfera terrestre. Este fenómeno que pode apresentar várias cores, que são dependentes da velocidade e da composição do meteoróide, um rastro, que pode ser designado por persistente, se tiver duração apreciável no tempo, e pode apresentar também registro de sons. Um meteoro é também por vezes designado de estrela cadente.

A aparição dos meteoros pode-se dar sob duas formas: uma delas são as designadas “chuvas de meteoros” ou “chuva de estrelas cadentes” ou simplesmente “chuva de estrelas”, em que os meteoros parecem provir do mesmo ponto do céu noturno, denominado de radiante. Outra forma é a de “meteoros esporádicos”

——————-

Estrela cadente é o nome dado a um fenômeno astronômico que acontece frequentemente. Apesar do nome, não são estrelas, são meteoróides que entram na atmosfera terrestre e sofrem intenso atrito. O aquecimento gerado pelo atrito faz com que os meteoros cheguem a pegar fogo. Com isso ocorre a emissão de luz própria, permitindo que eles possam ser vistos.

Os meteoróides tem a tendência de girar em torno do Sol em enxames e a Terra passa através de vários enxames todos os anos. No momento em que a Terra atravessa uma dessas correntes de meteoros, ocorrem as denominadas chuvas de estrelas cadentes. Toda chuva de meteoros parece ter sua origem num ponto particular do céu denominado radiante. Alguns enxames de meteoros estão associados a determinados cometas.

É tradição popular formular um desejo quando se vê uma “estrela cadente”.



Orientação Lucas Bambozzi
July 1, 2009, 10:22 pm

Dia 30/06/2008 em minha primeira orientação com o artista Lucas Bambozzi, discutimos os seguintes assuntos, problemáticas e possibilidades para o trabalho.

Referências principais:

MUTEK

http://www.mutek.org/blog/81-mutek_10-previews-christopher-bauder-and-robert-henkes–atom Balões programados para se movimentar (Robert Henke and Christopher Bauder’s ATOM)

http://watch.blinkx.com/video?q=sand%20painting (forma de amplificação de ações / vídeo)


Possibilidades de acontecimento

. Sobre a possibilidade do trabalho acontecer dentro ou fora do espaço expositivo, o Lucas acredita que o ganho maior para o trabalho seja no espaço interno do museu, seja pelo som do estouro do balão ou os resquícios após estouro. Complementou também que para acontecer fora, necessitaria de um exército de pessoas envolvidas, que se sentissem muito parte do trabalho, oque dificultaria ainda mais a sua execução.

. Ao falamos sobre a manutenção, entendemos que não é uma tarefa muito bacana a alimentação do projeto ao longo da exposição. É mais interessantes que tenha a documentação dele em vídeo ao lado do trabalho.

.Além da manutenção citada acima, pensamos também na possibilidade de que o trabalho fosse exibido como uma série de 3 trabalhos com balões. Um deles que teria a queda de tinta, um outro que teria um único balão no centro e fosse criando uma tensão de ar dentro dele, até explodir e este som seria amplificado dentro do espaço; e um terceiro que ainda não ficou muito bem definido.

. Um ponto chave e importante que foi a criação de tensão para o trabalho. Quando falamos na possibilidade de um único balão no centro da sala que fosse enchendo até explodir e amplificar o som, pensamos no sentido de transferir ao interator esta responsabilidade da interação. Da criação de um momento mais alto na “performance”. (esta transferência da responsabilidade também foi colocada pela Rejane quando falava do peixe no liquidificador). Talvez o problema que esta possibilidade apresente, seja uma construção poética mais bem amarrada, precisaria evoluir neste sentido. Neste sentido também foi pensada na possibilidade da bexiga não estourar logo na primeira ligação. Inserir no trabalho alguma programação que gere algum tipo de acúmulo, acúmulo que vá gerando tensão.

. Falamos também sobre uma não referência à pintura de Pollock. Não é aí que está o trabalho. Falamos da utilização de tinta branca.

A orientação colocou novas questões para o trabalho, criou novas situações de exibição e fechou algumas que estavam em aberto;  neste sentido foi muito produtiva.


Orientação Gilbertto Prado
July 1, 2009, 10:58 pm

Hoje (01/07/2009) aconteceu a orientação com Gilbertto Prado. Seguem abaixo as questões, problemáticas e possibilidades discutidas em torno do projeto.

Pontos importantes discutidos / questionados

. Não referência: Pollock

. Assistir: Noite de São Bartolomeu

. Nam June Paik e Charlotte

. Possibilidade de geração de acúmulo ou regra que limite o estouro do balão com qualquer ligação, não ação e reação; [fico em dúvida ainda sobre este ponto, pensando na frustração do sujeito que não vê nenhuma colaboração dele ao ligar para o trabalho]

. A substituição da tinta por pó de grafite (substância que tem mais a ver com a estrela cadente e também formaria uma camada no chão deste pó, camadas disformes, resultantes das interações e do pó que espalha no ar quando o balão estoura) [o gilbertto acredita na possibilidade deste pó cinza e talvez o balão branco, mas eu fico em dúvida entre colocar uma única cor, talvez amarelada, para misturar com este pó - uma referência que considero importante é o ernesto neto - varias das instalações dele são inteiramente brancas, mas possuem uma nuance de cor interessante]

. Uma questão discutida pela Rejane e com o Lucas, mas que me ocorre agora, é a possibilidade de agendar 3 manutenções para o trabalho, ao invés de sempre substituir. Isso é uma possíbilidade, mas não está definido que haverá manutenção.

. Fico em dúvida se nesta opção caberia a utilização de som ou a amplificação do estouro da bexiga.

. Falamos sobre a possibilidade de um robozinho que caminha sobre a parte superior da instalação e que pode ou não estourar. O robô caminharia sobre um trilho recebendo coordenadas de direita, esquerda… de acordo com o número final do celular do interator. Um dado importante que o trabalho ganha aqui é a inclusão mais efetiva de um dado do sujeito para dentro do trabalho. Não é somente ação e reação.

. Gilbertto alertou para que o espaço seja grande, algo em torno de 10m x 5m, mas a estrutura seja mais enxuta e menor.

. Os balões terão que ser pequenos! Estas bexigas grandes são muito feias. Se possível, veirificar a fabricação de bolas redondas, como aquelas do Haque.

. O que ficaria no chão, seriam rastros, sinais da estrela e não a tinta caída

. Gilbertto atenta para a dimensão de toda a instalação. Precisa ser mais contida, controlada, não tão espalhafatosa.

. camadas de cinza

. areia

. Surgiram idéias no meio da conversa que também foram muito interessantes, bem como:

1) a possibilidade de encher uma sala de bexigas e que a ligação de alguém liberasse ar de um compressor. Este compressor agitaria os balões dentro da sala, que estariam cheios com gás helio e nas paredes estariam alguns elementos pontiagudos que estourariam os baloes.

2) Falamos sobre a possibilidade de um grande blimp que vai enxendo uma sala do espaço expositivo até que estoure(ou nao), precisaria neste caso verificar o perigo de um balao deste tamanho explodindo.

. Falamos sobre mandala

. Padre que morreu com os balões

. Riscar o chão. Posso optar por fazer o trabalho colorido, mas com um leve risco no chão. Colocaria dentro da bexiga um pequeno grafite.

. Possibilidade de papel fotográfico no chão + sal de prata

. superfície de silício

. mantras / mandala / monges

Relatos, idéias, possíveis mudanças e novas referências
July 6, 2009, 7:31 pm

Após conversar com os 3 orientadores, muitas dúvidas surgiram e novas questões se abriram, em menor grau com relação aos problemas técnicos e muito mais no sentido de efetivações conceituais e potência poética.

Um ponto em comum levantado pelos três foi a tensão gerada pelo trabalho. Neste sentido, pensamos em criar programações em que uma ligação não fosse exatamente uma relação de causa e efeito, ou seja, “ligou-estourou”, mas que ocorresse uma espécie de acúmulo, que fosse tensionando e que esta tensão fosse visível aos visitantes, até chegar num momento máximo de estourar.

As conversas renderam muitas idéias novas, sendo que uma delas, que gosto mais,  consiste na suspensão de um grande objeto/escultura, presa por cordas finas que se rompem ao receberem uma ligação de celular, e, após receber aproximadamente 800 ligações, toda a estrutura arrebentaria no chão e mancharia todo o chão com uma cor/pigmento/não tinta.

O objeto suspenso poderia fazer referências à alguma estrutura de poder, que estaria sendo destruída, que não é um poder político no sentido de um ditador ou algo assim, mas estruturas rígidas de poder político simbólico (sexualidade, família patriarcal…) parece estar sendo diluído. Seja pela abertura gerada pelas novas formas de transmitir, onde o pai não tem mais controle daquilo que é visto pelo filho, por quem ele é visto e nem detentor das informações que ele deverá receber. O [homem] passa a ter sua posição cada vez mais relativizada numa sociedade de ascenção feminina (vide: Diretorias das principais instituições e eventos nacionais, principalmente de arte e tecnologia: Priscila Arantes, Daniela Bousso, Milú Vilela, Paula Perissinoto, Solange Farkas, entre outras).

.pensei na suspensão de diversos blocos de concreto

. suspensão de uma massa que indique alguma coisa, mas que tenha uma estética mais amorfa;

Avanços e conclusões sobre a primeira etapa do processo
July 21, 2009, 10:26 pm
O projeto inicial apresentado ao programa de residências, sofreu algumas modificações, conforme listadas abaixo:

. a utilização de pó ao invés de tinta;

.o estouro do balão via calor ou energia ao invés do mini-motor;

. a compactação do espaço para deixá-lo esteticamente mais bem acabado, menos espalhafatoso;

. a eliminação de múltiplas cores e substituição por pó preto ou outra substância em pó que tenha brilho;

. foi detectada a necessidade de criação de alguma tensão que eliminasse o efeito de simples ação e reação (problema em resolução);

. foram pensadas estratégias de manutenção do trabalho durante o período de exposição, que poderão ocorrer por até 3 vezes ao longo da exposição (será desenvolvido mecanismo específico para baixar a estrutura). Uma das reposições aconteceria logo após o dia da abertura e as outras duas a cada 20 dias. Caso seja necessário algum outro tipo de manutenção, também será feita.

. na programação do trabalho será definido que um celular poderá ligar apenas uma vez para o trabalho.

Dimensões necessárias para a execução do trabalho:

. Tamanho da estrutura que sustenta os balões: 2m de largura x 1m de profundidade
. Medida de cada balão: 9cm de diâmetro
. Largura da fileira de balões: 2m = 20 balões (1cm de dist. de um para o outro)
. Profundidade da fileira de balões: 2m = 20 balões
. Total de balões: 400 unidades
. Peso de toda a estrurtura no teto : em definição. Aprox. 30 kg

Espaço mínimo para a execução do trabalho 5×5m

É necessário considerar espaço para a queda do pó. Além disso, após definir a substância que cairá do teto, será definida também a necessidade do visitante entrar, ou não embaixo do trabalho.


Dúvidas

. Quanto o teto aguenta de peso?
50kg/metro2, apesar do arquiteto ter colocado a possibilidade do trabalho ser preso nas vigas de ferro do museu, existentes em uma das salas.

. O quanto o chão aguenta de peso? (sem definição)

. Qual será o período de montagem dos trabalhos? (provavelmente: última semana de setembro e primeira de outubro)

A exposição acontecerá a partir de 6 de outubro.



Novas possibilidades de criação / projeto
July 21, 2009, 10:47 pm

Apesar da formatação da primeira proposta estar bem avançada, exceto pela criação de um tensionamento maior para o trabalho, que questiono até que ponto ele é necessário para este tipo de poética, seguem abaixo as novas idéias e projetos que estão se formando.

De acordo com Gilbertto, um dos pontos chave, seria a criação de uma forma estável atuando numa espécie de instabilidade. Na fragilidade da forma. Projeto enquanto possibilidade.

Sob este ponto, do projeto como possibilidade, Rejane complementa e acha que os avanços criados abaixo, nos levam neste sentido. De uma poética de algo que não está dado como “isso = isso”, mas atua na possibilidade do vir a ser “isso ou aquilo”.
Nesta versão do projeto as pessoas seriam convidadas a tocar um piano com os seus aparelhos de celular e na medida que este piano fosse sendo tocado, ele seria suspenso em movimentos que hora virariam ele para um lado, hora para o outro, etc., emitindo assim sons diferentes e tensionando cada vez mais o trabalho.

O trabalho atua conceitualmente numa linha entre a mobilidade dos celulares e a fixidez do piano, entre a rigidez do piano para o deslocamento e o visitante com uma ligação, aciona o deslocamento do piano. Além, é claro, das questões estéticas e poéticas de ver um piano suspenso no ar. É também um piano que por estar suspenso, seria intocável, mas que passa a ser habilitado a partir das tecnologias de transmissão via celular. Quando ele chega no topo, talvez volte a descer, dependendo da complexidade de desenvolvimento desta descida.

O trabalho envolveria um engenheiro que assegurasse a fixidez sob as cordas. O piano seria comprado e não seria o de calda, devido ao valor. Um piano custa em média “armário” custa em média hoje 2500 reais.

A cada mensagem de celular enviada ao trabalho, um novo som é gerado e uma nova posição do piano é assumida.

Uma dúvida que me ocorreu foi a força que teria o piano suspendo, num espaço em que o pé direito tem apenas 3m.




Pesquisa
July 21, 2009, 11:12 pm

A fim de pensar a possibilidade de utilização de um piano que seria tocado pelos visitantes, conforme disse no post abaixo, fiz um breve levantamento de alguns trabalhos e entrevistas com John Cage.

John Cage about the silence:

Neste vídeo o artista fala basicamente da música como o espaço do dia a dia, não como a partitura tocada e programada, mas da imprevisibilidade do som e do ruído.

Assista no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=pcHnL7aS64Y


Performance “4′33″

Esta performance, reinterpretada, trata novamente do silêncio e do ruído mas por um caminho que diz respeito aos ruídos sutis gerados por nós, ouvidos somente no momento do silêncio, ao contrário da fala no vídeo acima, onde Cage chama à atenção para o barulho dos caminhões.

Assista: http://www.youtube.com/watch?v=hUJagb7hL0E


John Cage, performance musical com elementos caseiros:
Assista no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=SSulycqZH-U


Nam June Paik “Piano”
Assista: http://www.youtube.com/watch?v=5xLXczQOZ20&feature=channel

Sonoridade de Concerto for Prepared Piano and Chamber Orchestra 1/3 – John Cage
http://www.youtube.com/watch?v=BHFzu-X6Ruw&feature=related
Outra referência muito importante, já colocada no post abaixo, foi Rebecca Horn – Concert For Anarchy, 1990. Neste trabalho a artista suspende um piano e o programa para se movimentar de tempos em tempos, emitindo um som, desmontando e remontando o piano.

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Por último, para pensar a utilidade dos aparelhos de celular hoje, listo abaixo alguns de seus usos em forma de brainstorm:

tecnicamente

. comunicação verbal (oral e escrita);

. comunicação sonora (ringtones e mp3);

. comunicação sensória (vibracall);

. comunicação visual (fotografia e vídeo);

. transmissão de dados (bluetooth, infravermelho, 3G/internet, sms, mms);

. comunicação eletrônica com outros dispositivo a partir da transferência de energia;

. aplicativos internos (jogos, players, widgets, utilitários, etc.);

. geolocalização (seja pela possibilidade de triangulação ou sistema de gps integrado);

conceitualmente (brainstorm)

Neste tópico haveriam infinitas interpretações, mas colocarei aqui apenas algumas que considero principais:

. transmissão de dados, comunicação, informação, energia, de um lugar qualquer para qualquer outro lugar onde tenha sinal; de qualquer pessoa a qualquer outra pessoa pontualmente ou em rede;

. mobilidade (posso sair do lugar onde estou e continuo conectado, continuo on. não dependo mais de uma estação física fixa);

. inserções de privacidade dentro do espaço público;

. interação com o espaço físico da estrutura das cidades ou das residência;

. incômodo da conexão, estar o tempo todo recebendo chamadas, seja num jantar ou numa aula.

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No segundo mês de residência trabalhei intensamente nos aspectos técnicos e de produção do projeto Estrelas Cadentes e no chamado O Transporte, formato derivado do processo da residência. A maior parte do tempo envolveu a busca de parceiros, fornecedores, planejamento técnico e testagem dos equipamentos utilizados.

Seguem abaixo as atividades desenvolvidas durante o segundo mês:

+ Entrega de documento de processo para aprovação da Secretaria da Cultura, do juri, dos orientadores e do MIS sobre as mudanças ocorridas no projeto Estrelas Cadentes.
Este documento de processo, composto por 40 páginas, está disponível no link abaixo:
http://www.thelovers.art.br/ processo_residencia_claudiobueno_completo.pdf

Documentos como este são muito valiosos ao revelarem referências, esboços, anotações, dúvidas, pontos críticos e processos de transformação e criação do trabalho em arte, desmistificando qualquer idéia de genialidade artística.

+ Planejamento técnico Estrelas Cadentes
+ Planejamento técnico O Transporte

+ Busca de fornecedores Estrelas Candentes
+ Busca de fornecedores O Transporte

+ Por estar aguardando aprovação final do formato O Transporte, estou desenvolvendo paralelamente a primeira versão do Estrelas Cadentes. Com isso, finalizei questões conceituais de apresentação deste trabalho.
+ Planilha de orçamentos do Estrelas Cadentes, O Transporte e lista de contatos - será enviada para a Elizabeth assim que concluída com os 3 orçamentos

+ Testes de aplicação de brilho sobre a areia preta, simulando o espaço instalativo
areia preta + gliter (será utilizada apenas uma das cores, provavelmente a dourada)

+ Busca por equipamentos emprestados para testes, antes de efetuar a compra final

+ Busca de parceiros para realização dos testes
_Cleiton Alves, Rodolfo, Andrei Thomaz, Fabio, Ezequiel

+ Reuniões de produção com equipe do museu e com parceiros

+ Busca de locação para montagem do protótipo de O transporte, dado o tamanho da estrutura que precisará levantar o piano. Deixarei tudo perfeitamente acabado para apenas transportar o trabalho para o museu na data da exposição.
+ Preparação da locação para realização de protótipo

+ Montagem das primeiras conexões entre motor, celular e inversor de frequência para o trabalho O transporte. Com os testes já foi possível ligar e desligar o motor que levantará o piano.



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Guilherme Lunhani “Espacialização multi-canal/simulação de ambientações sonoras interativas com auxílio de Pure-Data e modelagem física

Post enviado em 08/05/2009 15h33m

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“Espacialização multi-canal/simulação de ambientações sonoras interativas com auxílio de Pure-Data e modelagem física”

 

O PROJETO:
A idéia do projeto de Guilherme Lunhani surgiu após experiências com  o Coletivo KD de Dança de Sorocaba, como músico co-responsável (juntamente com Rodrigo Florentino). A partir daí o artista passou a investigar como funciona o controle da localização sonora em um determinado local. Com algumas experiências, definiu  um dado material sonoro  como um objeto com um corpo com massa (como uma bola), que, quando aplicada uma certa força , é possível obter um resultado de localização de som (ainda quase -imprevisível e um pouco mais natural – através de simulação física). Com os testes e experiências foi possível notar que as características físicas são capazes de determinar o caminho do próprio som.

A INTERFACE:
O projeto em si terá uma tela touch screen, onde o interator a principio escolhe a localização do som com os próprios dedos, mas a idéia é que a pessoa possa interagir com a tela aplicando uma certa força nos corpos (sons-MATÉRIA).


O SOM:
O som será representado por esferas (pontos materiais), onde o interator  manipula a direção que irão tomar (como um jogo de sinuca). Ao ocorrerem colisões entre estas bolas, sons diferentes irão ser disparados através das caixas de som que serão inseridas no local da obra.


A PROGRAMAÇÃO
O software que será  utilizado para realizar a espacialização do espaço em relação ao som será o Pure-data (PD).


A OBRA:
No espaço serão distribuídas de 04 a 05 caixas de som, que ficarão ligadas a placa de som do computador, ou seja, ao ocorrer uma interação direta na tela, pode-se manipular o som do espaço da forma que se quer, obtendo um resultado sonoro simultaneamente.  O trabalho parte da idéia da exploração de um “gestual musical” a serviço da espacialização, e da interferência do interator no processo, pois este ao manipular os corpos (cada corpo será um som diferente), estará naturalmente interferindo no caminho destes e/ou outros sons.


CONSTRUÇÃO DA OBRA:
A estrutura técnica da obra será composta de uma mesa, com superfície de acrílico. Nesta superfície serão colocados leds infravermelhos. Através da técnica de FTIR (Frustrated Total Internal Reflection) uma câmera instalada no interior da mesa reconhecerá a interação (dedos) e passará as informações de localização ao computador (onde estará a programação), “liberando” o som para as caixas distribuídas no espaço.



DESENVOLVIMENTO DA OBRA

23 de abril

A proposta de obra para o MIS é controle espacial do som, através de sistemas multi-canais (i.e. múltiplas caixas de som). Para tanto enviei um protótipo em sistema de quatro caixas (quadrifônico).
Uma característica daquele trabalho, era o controle através de uma interface retangular baseada no sistema cartesiano,  sendo que as "caixas de som virtuais" ficam nos extremos desse retângulo, indo de -1 a 1(para cada eixo) e com mudanças lineares  entre cada eixo.
Para explicação de como anda a atual pesquisa, é necessário mostrar os problemas do sistema anterior. Primeiramente temos que o ser humano não baseia sua intuição em um plano cartesiano, é mais natural pensar em termos de direção (ângulo de deslocamento a um ponto de referência, a cabeça) e distância. Segundo é que a audição humana é não-linear, portanto o sistema anterior é equivocado.
Neste primeiro dia de pesquisa, estou procurando construir uma interface no PD que trabalhe estas noções de direção-distância ( ou sistema polar, matematicamente falando), de forma que a distância seja relativa, tudo isso num formato circular, podendo simular mais futuramente tamanhos de salas. Para isso estou utilizando, ainda experimentalmente, bibliotecas (conjunto de informações) PDMTL feitas para o sistema multi-canal Ambisonics, onde poderíamos, em tese, ajustar a direção das caixas.

24 de abril

Ocorreu na maior parte do dia pesquisas referentes ao cálculo de quanto podemos dar uma quantidade de volume para cada caixa, em relação a posição desejado do som no espaço. As tentativas ocorreram com a lib EXPR (que fundamentalmente realizam cálculos matemáticos), juntamente com as ferramentas utilizadas de ambisonics. Porém observa-s que as tentativas não foram muito efetivas,
dado que nos davam resultados equivocados.
A definição de uma interface gráfica melhor foi feita também, para melhores vizualizações no processo de pesquisa. Porém creio que a construção de uma interface gráfica feita em Processing é desejada, para melhor organização dos dados, e talvez até inserção de efeitos visuais.
Após uma conversa com o programador Radamés, depois do debate sobre uma implementação de tela Multitouch na pesquisa, observamos que será mais efetivo desconstruir uma WebCam, do que utilizar o Wiimote, que era uma opção anterior. Também foi conversado sobre o fato de utilizarmos a ferramenta OpenSource TUIO, a mesma utilizada pelo ReacTable, já que esta nos possibilita tanto um FingerTracking (reconhecimento de uma área da superficie do dedo utilizado, e escolhendo  um ponto central), quanto comunicação com o Puredata e/ou processing.

25 de abril

Após alguma reflexão pós-batente do dia anterior , percebi que n estava calculando corretamente as relação distância da caixa/posição do som. Para isso, refiz todos os cálculos, agora me baseando em matemática básica (especificamente a pitagórica), o que tornou o processo mais simples. Com isso obtive resultados mais satisfatórios, e pude obter informações de distância de localização de um ponto para cada cinco Pontos diferentes (calcula a distancia relativa a cada um desses cinco pontos) para um controle de volume. Ocorreu também problemas com relação ao sistemas Ambisonics, e essa parte deverá ser revista nos próximos dias.
Mas como foi dito anteriormente, o ouvido humano n reconhece o som de forma linear, portanto estarei pesquisando formas alternativas ao Ambisonics, apenas como curiosidade, para tentar obter diferentes resultados sonoros. Contudo já é possível iniciar os testes sonoros e deixar um pouco de lado a parte matemática/programação, para determinarmos empiricamente (através de testes auditivos) quais melhores ferramentas para o produto artístico.
Iniciei tb uma revisão na aplicação das modelagens físicas.
Quando enviei o trabalho para o edital, simulei que um som é visto como um corpo sólido (como uma bola) dentro de um espaço de performance (um quart fechado por exemplo). Ao aplicar forças nesse corpo, este deloca-se em um espaço bi-dimensional, e então eram repassadas as informações para um plano cartesiano e adequadas matematicamente aos volumes das caixas de som (que ficam localizadas nos 4 cantos de uma sala quadrada)
Hoje tentei iniciar a criação de um espaço circular, coerente com a interface proposta no primeiro dia.
Um problema encontrado foi o seguinte:
Existem objetos no PD que possibilitam uma interação entre massas (as bolas)  e/ou liimites físicos (paredes). Os limites físicos podem ser criados com o objeto [iLine2D] que cria uma "parede"  dado dois pontos. Existe um similar para áreas circulares, [iCircle2D], mas que não trabalha da mesma forma que o [iLine], fazendo então m trabalho de área de influência (muito bom para trabalhar influências gravitacionais). Consegui simular limites físicos quase rígidos como uma parede, mas os resultados ainda n foram satisfatórios

26 e 27 de abril

Apesar de não estar trabalhando hoje no MIS, fiz algumas coisas em casa:
Existe no MacBook Pro, um acelerômetro interno que percebe deslocamentos espaciais, para no caso de uma queda, o computador "perceber" que está caindo, e progteger internamente o HD.  Já existem objetos para Max/MSP e para PureData que obtem tais dados, sendo no pd o [apple/sundden_motion_sensor]. Foi um trabalho bem simples: Apenas peguei os dados referentes aos eixos X-Y, repassei para a interface de controle espacial sonoro construída no PD. Resultado: conforme mexemos,  chacoalhamos, etc. o computador, se tivermos um sistemas de 2 caixas de som ou mais, podemos desloca-lo conforme o desejado. Será feita uma demonstração em vídeo assim que possível.
Após analizar bem o funcionamento do controle do Wiimote (rotação do controle, e localização em relaçao a um emissir de Raios Infravermelhos), decidi utilziar os dados de IR (infra-red), para obter localização X-Y e repassar para o PD. Para tanto utilizei uma simples vela (emite fortemente IR) e o software DarwiinOSC, que repasssa os dados, via protocolo OSC, para o PD. Mesmo obtendo resultados satisfatórios, será necessário construir um emissor de IR adequado, pois ocorriam alguns problemas. Também será feito um vídeo demonstrativo.

30 de abril

Hoje, concentrei meus esforços na confecção da área circular que anterirormente disse (criação de um espaço circular delimitado por "paredes). O procedimento foi feito da seguinte forma:
Ao invés de gerar um objeto para cada parede (para ter algo próximo a uma forma circular), criei um pacth que gerava estas paredes automaticamente, o que ficou em torno de 360 objetos. Escolhi 360 pela seguinte razão: cada parede é criada para cada ângulo ( == 1 grau).
Iniciei a implementação dessa parte do programa com aquele que calculava distâncias entre as caixas. Devido ao fechamento do MIS, terminarei mais tarde.


1 de maio
   
Foi implementado no simulação física o seguinte elemento:
Através do controle do mouse, temos um ponto material "mestre", o qual um usuário controla, podendo empurrar os outros ponto materias - os sons - livemente no espaço
Reservei o resto do dia para o término da implementeação da simulação física com o programa de localização de pontos. Basicamente isso o dia inteiro: arrumar cálculos, adequar as duas funções.

2 de maio
   
Hoje finalizei umaa interface gráfica das funções aplicadas no dia anterior. Foi posséivel também aplicar neste patch a utilização do Wiimote, substituindo a versão para controle com mouse. O preocedimento foi bem simples:
Me utilizei do Software DarwiinOSC, para machintosh, no qual, via Bluetooth, recebe informações pertinentes ao movimento do controle
A informação utilizada (dados sobre o Infra Vermelho [IR], juntamnete com uma vela de cera, um emissor de calor [fonte de IR] ), eram repassadas para o PD via protocolo OSC, e então sendo feita uma adequação para vizualização.
O resultado é um controle interativo donto material "mestre", que vai direcionando os sons para posições que podem vir a ser inesperadas.
O desejo por uma construção de uma inerface gráfica final melhor é objetivada a ser feita em processing, q poderá ter uma comunicação com o PD controlando a saída sonora

3 de maio

Para este dia foi reservado uma pesquisa nos seguintes tópicos:
Como uma possível interface está praticamente feita no PD, iniciei uma pesquisa de como fazer isso no Processing. Tenho em mente o seguinte para o processing: Creio que a utilização deste software pode vir mais de encontro com uma comunicação mais efetiva com um hardware multitoque do que o PD, além de o próprio processing trabalhar melhor com imagens do que o PD.
Iniciei uma listagem de possíveis interações sonoras a cada vez que o som se choca, será iniciada uma pesquisa com relação a granulação do som
Foi dedicado também tempo ao estudo de curvas acústicas antes de orientações


4 de maio

Foram encontradas solucões que podem resolver problemas para a cosntrução da mesa touch screen:
Para a questão de calor: Existia um problema pensado referente ao calor liberado pelo projetor, que poderia esquentar o acrílico e equipamentos dentro
da mesa. Foi encontrada uma informação no site http://www.maximumpc.com/article/features/maximum_pc_builds_a_multitouch_surface_computer que diz que pode-se usar uma lente que "absorve" calor e radiações IR (que poderiam atrapalhar a identificação da interação.) no projetor
Encontramos também um programa que descartará a necessidade de desmontagem de uma webcam para especializá-la em camera de IR. O programa é o tbeta, open-source e multi-plataforma, que pode ser encontrado no site http://ccv.nuigroup.com/, e faria a comunicação com um objeto para PD jah construido pelo NUIgroup (e testado pelo artista).

7 e 8 maio

Nestes disa foram conversadas, com o progrmador Radamés do labMIS, as possibilidades e métodos de uso dos programa tbeta, processing , e puredata, para a captação de imagem, processamento da GUI (Graphical User Iterface) e processamento do áudio (DSP).
O tbeta (http://ccv.nuigroup.com/), é um programa open-source em que podemos captar uma imagem, e filtrar as informações referentes a quantidade de luz, transformando em manchas, que podem ser convertidas em pontos Cartesianos. Obtendo essas informações dos eixos, poderemos repassar as informações da seguinte maneira:

             TBETA
                 /
                /  
               /    
              /      
 Processing  PureData
       (GUI)       (DSP)
 
    Foi conversado também que nesse esquema pode-se ter o risco de um atraso da resposta visual em relação à resposta sonora. Portanto também vai ser testada o seguinte esquema, apesar de já esperarmos alguns problemas de tempo de processamento com ela:

    TBETA ----> Processing ----> PureData
 
    Apenas esperamos a obtenção dos materias para iniciarmos a construção do hardware.

 
9 maio

Foram discutidas, junto com o colega residente Alexandre Fenerich as possibilidades de resultados sonoros em função das interações gráficas.
Vimos que o uso de técnicas de granulação sonora uma boa possibilidade artística.
O resultado sonoro se daria da seguinte forma:
um corpo material, que representa um sinal de áudio, terá representações numéricas em uma tabela (o som é graficamente representado nesta tabela)
A técnica de granulação que utilizaremos será reorganizarmos pequenas partes do sinal de áudio, de forma que seja semelhante às técnicas de síntese granular.
A cada interação dos corpos materiais, ocorre uma granulação sonora
Poderiam ser classificados grupos de classes de som, onde cria-se uma regra que, quando há uma interação entre sons de mesma classe (corpos materiais), não ocorrem tais granulações, permitindo que o usuário/ouvinte tente descobrir a regras da instalação por si.

10 de maio

Dediquei-me hj tanto ao estudo da implementação da interface gráfica em processing, estudando a lib de simulação física BoxWrap2D; quanto ao estudo de implemetação de granulação sonora no PD.
Granulação sonora seria como obter pequenas partículas sonoras a partir de um sinal de áudio: uma gravação, um sintetizador, etc...
O efeito desejado para a instalação é o seguinte: dada uma interação entre corpos-sons, a forma como será procedida a granulação sonora será em função da intensidade da interação, sendo pesquisada a quantidade, tamanho e tipo de espacialização dos grãos sonoros a serem liberados.
Cogita-se tb a idéia de dividirmos em classes os corpos-sons, sendo que iremos poder obter diferentes tipos de processamento de grãos dadas as interaçãoes entre classes.

11 de maio

Iniciei um processo de esquematização da composição musical a ser direcionada para a instalação, sendo que me basearei nas seguintes divisoes:
duas classes de sons: Acústicos e eletroacústicos, sendo que a quantidade de isntrumentos acústicos planeja-se entre 3 ou 4, e eletronicos em 2 ou 3
3 formas de apresentação sonora: sonoridades lisas, sonoridades rugosas, sons breves
As partes, apesar de serem planejadas como um todo, terão durações diferentes, de forma que nunca sejam coincidentes (na medida do possível) o
início destas partes, tentando criar uma música que se re-construa no tempo, mantendo-a sempre diferente. Base-ei-me de certa forma no conceito de tempo do compositor francês Messiaen

24 de maio a 31 de maio

Foi iniciado a construção, dentro do PureData da comunicação entre o programa TBETA e o próprio PureData.
O processo se deu pela utilização do objeto [TuioClient], oferecido no proprio site do TUIO (http://www.tuio.org/?software) , que recebe as informações de posição de dedos na tela touchscreen, via protocolo OSC.
Foram feitas melhorias na interface gráfica feita no PureData, tornando-a mais acessível e visualmente melhor para possíveis usuários.
Apesar da placa de acrílico ter chegado, ainda não foi possível iniciar a construção da mesa, sendo que ésta será baseada na placa.
As conversas com o Sílvio Ferraz se deu da seguinte maneira: Foi observado o fato que a própria idéia da instalação, quando ocorrem as interações entre os sons (choque entre eles), proporciona uma forma musical, baseada em ciclos musicais: Um momento musical sem interação, onde de certa forma, a estrutura permanece plana e inalterada, e quando ocorrem estas interações (manipulação pelos usuários), voltando depois para a estrutura plana
Apesar de apresentar uma certa proposta musical, preocupou o artista residente pelo fato de estar em uma fase que evita propostas artísticas com alternância entre apenas duas camadas (aqui a da “estutura inalterada” e a “estrutura modificada”). Estarei buscando por uma proposta com mais multiplicidades.
As conversas com o orientador Tuti se deram basicamente em resoluções práticas das propostas artísticas, i.e., resoluções na parte de programação e cálculos para a espacialização física.

2 de junho a 7 de junho

Foram feitos testes obtendo informações do Tbeta e jogando-as para o PD. Infelizmente o software testado (em um computador Machintosh) está aguentando processar os dados referentes a posição, e simulação física com uma média de 2h 30 min. Após este tempo o programa trava, e é necessário reiniciá-lo.
Foi comentado com o orientador José Fornari o fato ocorrido, sendo que este, duerante a orientação me ajudou a limpar erros de programação. Houve melhorias no patch do PD, mas apenas houve um tempo maior entre o tempo de uso, e o “crash” do programa.
Portanto, devemos apontar como solução satisfatória a utilização do Processing para processamento da interface gráfica.
Juntamente com o programador radamés, iniciamos um processo de construção com bibliotecas de simulação física, entre elas:  a BoxWrap2D http://jbox2d.nfshost.com/processing/),VerletPhysics/toxiclibs(http://code.google.com/p/toxiclibs/)e TraerPhysics(http://www.cs.princeton.edu/~traer/physics/).
O programador Radamés fez uma implemetação física com o TraerPhysics, mas este não apresenta uma simulação de colisões físicas, idealizadas para este projeto.
BoxWrap2D apresenta simulação de colisões, mas a documentação, um tanto confusa, está nos impedindo de desenvolver com esta biblioteca.
Estamos tentando implemetar com VerletPhyscs, possue uma documentação um pouco melhor, mas ainda não está pronto.
Wilson Sukorsky apresentou novamente idéias, me mostrando programas feitos em flash que trabalhavam com mesas sensíveis ao toque, que basicamente modificavam a altura de frequências, mudanças de filtragem. Estes processos estão sendo estudados em como aplicar no software SuperCollider, uma vez que está se mostrando mais eficiente para modificações em tempo real do que o PureData.
Silvio Ferraz apresentou programas feitos em Max/MSP (muito similar ao PureData) de processos de granulação sonora, no qual se mostravam similares a processos de action painting de Pollock. A visão do orientador mostrou a possibilidade que a instalação tem para com processos de acão do usário da mesa. Os “respingos sonoros” feitos pelos usuários da Mesa Espacializadora, seriam repassados diretamente para as caixas de som, espacializando de maneira randômica.

9 de junho a 14 de junho

Conseguimos Implementar no Processing, através da biblioteca TUIO_Processing, uma sincronização entre o software Tbeta (captação das imagens da WebCam) com o processing rodando dentro de um Machintosh. Houve necessidade de implementação de algumas funções matemáticas para correção da posição das mãos dentro do Processing.
Esta semana, eu e o progrmador radam´se deu basicamente nas pesquisas de como seriam implementadas as bibliotecas entre comunicação entre o PD e o processiing, sendo através do protocolo OSC .
Uma possível separação entre o processamento visual e sonoro pode resultar numa otimização dos processos, causando menor chance de “crashes” dentro dos softwares.
O estudo do software SuperCollider está se mostrando mais eficiente para os processos de processamento do áudio, tanto em síntese sonora, quanto a parte de espacilização.
Teremos qe esperar até a próxima semana pelas modificações necessárias à mesa, para iniciarmos alguma implemetação final entre software (programas de interação) e hardware (mesa sensível ao toque).
Houve ainda tentativas de melhorias no software (patch) feito no PD, para que possamos ter pelo menos um software em mãos, enquanto o que está sendo feito em Processing não é finalizado.
Será feita também uma tentativa de separação de funções somente entre patchs de PD.

16 a 22 de Junho:

Foram feitas modificações na mesa de madeira, para adequarmos algumas coisas, tais como o projetor, espelho e LEDs IR (infraVermelho)
Inicialmente foram feitos alguns furos próximos ao local onde colocaremos o acrílico,para posicionarmos  os LEDs.
Após isso foi feita uma porta , localizada na lateral da mesa, para Possíveis ajustes internos que poderão ocorrer, tais como ajuste de projetor, ajuste de espelho, etc...
Por último foi feito um suporte para o projetor, perto da parte superior da mesa, embaixo da placa de acrílico .
Enfrentamos problemas nessa última parte , pois mesmo achando um bom ajuste entre projetor e espelho, o resultado não era satisfatório, pois alem de não ocupar toda a superfície de acrílico,  uma parte do trajeto da luz do projetor refletida pelo espelho, passava pelo próprio projetor, barrando parte da projeção.
Talvez seja necessário também aumentar a altura da mesa.
Será feita na próxima semana, um teste colocando o projetor no chão.
Quanto a parte de programação, após conversas como programador Radmés, uma separação entre softwares, colocando um software responsável  pelo processamento da imagem em um computador (processing e Tbeta), e jogando as informações, via protocolo OSC, para outro computador (em rede), rodando um programa responsável pelo processamento de áudio (Puredata e/ou SuperCollider).
Essa implemetação de comunicação obteve sucesso, ao comunicarmos um computador com Linux (rodando Processing e tbeta) a um Machintosh (rodando o PD).  Porém o processamento da imagem não obteve o mesmo resultado que foram obtidos no Machintosh ( talvez por ajustes de código).
As conversas com os orientadores foram muito frutíferas no campo intelectual/artístico, sendo que mesmo sem um dialogo entre os orientadores, foi observado que ambos chagavam às mesmas propostas (para o artista residente) artísticas, cada um a sua maneira.
Estas propostas se davam no caminho de como a posição de dos dedos  na mesa irá controlar  parâmetros sonoros.
O orientador José Fornari continua a propor mudanças nos parâmetros de granulação sonora dependendo da posição X/Y no espaço de performace, mudando por exemplo o caminho de execução do áudio (áudio sendo tocado normalmente, ou de trás para frente, mudança de velocidade, altura dos grãos sonoros, quantidade de grãos, etc.)
Wilson Sukorsy, propôs mudaças paramétricos do som, tais como a freqüência,aplicação de filtros sonoros, métodos de síntese, e até mesmo a apresentação de cores específicas para cada um do som (caracterizando-os na interface gráfica), dependendo em função da posição, sendo que a mudança da posição também mudará a cor.
Silvio Ferraz propôs, quase no mesmo caminho que Sukorsky, uma mudança na harmonicidade de sons eletrônicos , criando espectros sonoros mais “fechados” ou mais “abertos” em função da posição. Propostas de como obter essas harmonias se davam por misturas na síntese FM e AM.
O artista, com essas idéias, refletiu e chegou a uma proposta na qual teríamos várias bolinhas na interface gráfica,  agrupadas por características sonoras (e elas mesmas, sons). Uma certa quantidade de bolinhas define um som, com diferentes qualidades. As mudanças de posição de cada bolinha no espaço iria alterar qualidades inerentes a essas características. Alem disso, outra proposta se deu no caminho de que teríamos os sons representados por bolinhas que se movimentam no espaço, mas o que pode mudar as características de cada som, são as posições dos dedos na mesa;
Cada dedo modificaria um parâmetro randômico de um certo som, alem de mudar sua posição no espaço. Se relembrarmos o que foi descrito na primeira semana (sobre “estruturas inalteradas” e “estruturas modificadas sonora e espacialmente”) este poderia ser um terceiro parâmetro, que “modifica a estrutura modificada”, i.e., modifica os próprios parâmetros de interação sonora.

 



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