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Selecionados Residência LABMIS 2010

Post enviado em 25/01/2010 14h56m

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O edital Residência LABMIS 2010 recebeu 119 projetos de 14 estados. A pré-seleção ficou a cargo de Marcelo Bressanin, Nancy Betts e Sérgio Basbaum, que indicaram 33 projetos. A comissão de seleção final foi composta por Priscila Arantes, Christine Mello e Daniela Kutschat.

Projetos Selecionados:

Ambiente sensível, do grupo Al Revés (Alexandre Marino Fernandez, Bruno Hissatugu, Rafael De Marchi Gherini Molla)

Trata-se de uma instalação sonora interativa que reproduz uma malha sonora autogerativa baseada no entorno físico da obra (temperatura, intensidade e espectros sonoros, luminosidade, umidade etc). Dessa forma, rompe com a unicidade e a previsibilidade da obra de arte a partir da introdução da lógica da interatividade e do acaso, conseguidas a partir da criação de um ambiente plurifônico (surround), no qual sensores captam a movimentação do público, além de criar uma dinâmica que traduz as relações de convivência do indivíduo com o local onde vive.

Grupo Al Revés:

Alexandre Marino Fernandez é graduado em Comunicação Audiovisual (2004) e pós-graduado em Composição Musical e Tecnologias Contemporâneas pela Universidad Pompeu Fabra (Barcelona, 2008). Recebeu o prêmio Beca Phonos para composição de peça sonora (Barcelona, 2008). Participou do Festival TSONAMI e do DCMT’08 en Concierto (ambos em Barcelona, 2008). Já apresentou trabalhos no Can Xalant (Barcelona, 2008), no Espaço Eureka (São Paulo, 2008), no Centro Cultural São Paulo e no SESC-SP (2007), além do FILE/Hipersônica (São Paulo, 2006).

Bruno Hissatugu
é graduado (2004) e pós-graduando em Letras pela FFLCH-USP. Já realizou apresentações no Can Xalant (Barcelona, 2008), no Espaço Eureka (São Paulo, 2008), no Centro Cultural São Paulo e no SESC-SP (2007), além do FILE/Hipersônica (São Paulo, 2006), na Galeria Virgilio (São Paulo, 2004, exposição Discordâncias) e centro Maria Antonia (São Paulo, 1999, exposição Corpos Sutis).

Rafael De Marchi Gherini Molla é graduado em Design Digital pela Universidade Anhembi Morumbi (2004), já realizou diversos cursos, principalmente nas áreas de áudio e vídeo, em espaços como Festival Sónar (Barcelona, 2003), MACBA - Museu d’Art Contemporani de Barcelona (2002) e MAM-SP (2001). Apresentou trabalhos no Espaço Eureka (São Paulo, 2008), no Estúdio EPPA (Salvador, 2008), no Centro Cultural São Paulo e no SESC-SP (2007) e no FILE/Hipersônica (São Paulo, 2006).

Feel, de Ricardo Nascimento


A obra que será desenvolvida consiste em uma escultura em forma de vestido revestido por 115 ventoinhas de diversos tamanhos, que sofrem uma mutação temporária em sua coloração quando detectam a presença de ondas eletromagnéticas. Feel busca materializar a poluição eletrônica gerada pela presença massiva de ondas eletromagnéticas emanadas de aparelhos eletrônicos.

Ricardo Nascimento
trabalha como artista, produtor e desenvolvedor multimídia no Rio de Janeiro. Investiga as relações entre corpo e ambiente com foco no desenvolvimento de interfaces interativas e ambientes híbridos. Participou em 2008 do Social fabriss ART+MEDIA+INTERCONNECTIVITY (Dalas, EUA), Bangkok Experimental Film Festival – BEFF (Tailândia), do Optical Festival (Paris, Madrid e Gijón), além do Festival Hollywould, em Los Angeles, entre outros. Em 2009, participou de festivais e exposições nos Estados Unidos, Europa e América Latina, como o II Festival de Arte Digital (Belo Horizonte), Speculum Artium 2009 (Trbovlie, Eslovênia), WRO 09 Expanded City, na 13ª Bienal de Arte de Wroclaw (Polônia), New Media Meeting (Nooköping, Suécia) etc. Em 2010, já participou da Campus Party (São Paulo) e do Japan Media Arts Festival (Tóquio, Japão). Mais informações em www.popkalab.com.

 Movimento², de Celina Portella

O projeto consiste na construção de duas séries de três vídeos-objetos . Na primeira série, haverá três telas de igual tamanho fixas na parede. A imagem em cada uma das telas é sempre a de um corpo. Na primeira, vídeo-objeto 1, trata-se um corpo pequeno, que anda pela parte inferior da tela. No vídeo-objeto dois, haverá um corpo de tamanho médio, que toca os quatro limites da tela. No terceiro, um corpo de dimensão grande estará comprimido no espaço da tela.

Na segunda série, assim como as imagens dos corpos, as telas das TVs que as exibem também se movimentam, criando uma relação dinâmica entre imagem e suporte. No vídeo-objeto 4, a tela fica presa sobre um trilho horizontal, deslocando-se de uma extremidade a outra, de acordo com o impulso dado pelo corpo. O mesmo princípio é seguido pelo vídeo-objeto 5, mas na vertical: o corpo pula e se agarra ao limite superior do quatro, que começa a descer; chegando ao chão, cai e começa a agarrar o limite inferior, puxando-o para que a tela suba. O vídeo-objeto 6 é uma tela que gira ao redor de um eixo fixo: o corpo fica com a cabeça no centro e o pé nas bordas; a medida que a tela gira para um lado, o corpo mexe-se para o outro.  Os limites da tela funcionam como limites físicos de um corpo nela contido, que parece causar e controlar o movimento de todo o mecanismo.

Celina Portella estudou design na PUC-RJ e se formou em Artes Plásticas na Université Paris VIII. Desde 2000, investiga questões sobre a representação do corpo a partir do vídeo e da foto, realizando instalações, projeções, performances e intervenções urbanas. Durante 5 anos, integrou a Lia Rodrigues Cia de Dança como bailarina e cocriadora. Em 2008, participou do Centro de Residência de Artistas Contemporâneos CRAC Valparaiso (Chile), do 15º Salão da Bahia e foi premiada no II Concurso de Videoarte da Fundação Joaquim Nabuco (Recife).  Foi contemplada, com Elisa Pessoa, pela Bolsa de Resdiência Recollets 2009, em Paris, pela bolsa de pesquisa e produção do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco e pelo Rumos Itaú Cultural 2006. Já realizou exposições em galerias no Brasil e no exterior, como a Pablo’s Birthday Gallery, em NY, além de ter participado da ARCO 08, em Madrid. Atualmente, está em residência na Galeria Kiosko (Bolívia).

Vista On Vista Off, de Denise Agassi

A obra trabalha com os chamados database movies (filmes de banco de dados) e consiste em um dispositivo rotativo sustentado por um tripé que exibe vídeos e fotografias. Conforme o público gira o objeto, são cruzadas informações de uma bússola digital com um banco de dados offline composto por vídeos e fotografias, criando, assim, uma narrativa de vídeo e aproximações improváveis de paisagens de lugares distintos. A obra visa à criação de um espaço híbrido, que relaciona o espaço interno da obra àquele trazido pelas imagens de fora. Ao se repensar desta forma o espaço físico, emerge a noção de realidade aumentada.

Denise Agassi
é artista multimídia e educadora, atua no campo da fotografia, videoarte e net art. Mestre em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (2009) e bacharel em Artes Plásticas pela FAAP (2001). Participa do grupo de pesquisa arte&meios tecnológicos desde 2007 (CNPq/FASM). Integrante do grupo de re-mapeamento urbano e criação coletiva Lat-23 desde 2008.



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