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MIS exibe mostra de André Klotzel 

Entre os dias 11 e 14 de novembro o MIS realiza a segunda edição do Cinema Paulista Já! com uma mostra de filmes e exposição de cartazes do cineasta André Klotzel. O programa busca mostrar como o cinema paulista se renovou a partir de uma geração de cineastas independentes que fizeram seus primeiros longas-metragens de ficção nos anos 1980. O programa traz, a cada edição, um personagem desta geração e uma retrospectiva de seus filmes.

Cartazes

Entre os dias 11 e 23 de dezembro o museu exibe cartazes de filmes de André Klotzel. Os cartazes estão expostos em frente à recepção do MIS e a visitação é gratuita.

 

 

  • 11 de dezembro - 18h Abertura da Exposição + Bate-papo + A marvada carneadd

    18h Abertura da Exposição + Bate-papo

    19h A marvada carne (Dir. André Klotzel, Brasil, 1986, 77 min, 12 anos, 35mm)
    Produzido por Cláudio Kanhs, da Tatu Filmes, dirigido por André Klotzel e estrelado por Fernanda Torres, Adilson Barros e Regina Casé, esta comédia que mostra as hilariantes aventuras de Carula, uma garota simples do interior que tem o sonho de se casar, ganhou onze prêmios no Festival de Gramado, no mesmo ano em que foi lançado, incluindo Melhor Filme pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular.

  • 12 de dezembro - 19h: Gaviões + Capitalismo selvagemadd

    19h Gaviões (Dir. André Klotzel, Brasil, 1981, 24 min, DVD, livre)
    Misturando documentário e ficção, o filme é uma crônica do cotidiano da maior torcida organizada do Corinthians.

    Capitalismo selvagem (Dir. André Klotzel, Brasil, Alemanha, França, 1993, 110 min, 16 anos, 35mm)
    Elisa Medeiros, uma jornalista iniciante, prepara reportagem sobre o milionário Hugo Vítor Assis e descobre que sua empresa fora a responsável, décadas atrás, por um massacre de índios. Hugo sensibiliza-se com a história e acredita ser sobrevivente da tribo dizimada, dispondo-se a impedir um novo projeto de extração em terras indígenas. Mas o reaparecimento de sua mulher Diana, que todos julgavam morta em um acidente, afasta-o de Elisa. Demitida da revista onde trabalhava, ela procura lutar sozinha por justiça.

  • 13 de dezembro - 19h: Brevíssima história das gentes de santos + Memórias póstumasadd

    19h Brevíssima história das gentes de santos (Dir. André Klotzel, Brasil, 1996, 14 min, livre, 35mm)
    Um casal chega à maternidade para ter seu primeiro filho, que é descendente do fundador da Vila de Santos, Pascoal Duarte da Costa. Ficção e documentário se misturam no entremear de várias gerações.

    Memórias póstumas (Dir. André Klotzel, Brasil, 2001, 101 min, 35mm, 12 anos)
    Com fotografia de Pedro Farkas, direção de arte de Adrian Cooper e direção de André Klotzel, o roteiro deste longa é baseado na obra Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Após sua vida, no ano de 1869, Brás Cubas decide narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida, a fim de se distrair na eternidade. Começa, então, a relembrar dos amigos, como Quincas Borba, da sua displicente formação acadêmica em Portugal, dos amores de sua vida e, ainda, do privilégio que teve de nunca ter precisado trabalhar em sua vida.

  • 14 de Dezembro - 14h: Reflexões de um liquidificadoradd

    14h Reflexões de um liquidificador (Dir. André Klotzel, Brasil, 2010, 80 min, 35 mm, 16 anos)
    Nesta comédia produzida pela Brás Filmes e Aurora Filmes, e dirigida por André Klotzel, Elvira (Ana Lúcia Torre) é uma dona de casa que passa por um momento agitado em sua vida. Onofre (Germano Haiut), seu marido, desapareceu há alguns dias e ela resolve ir à polícia dar queixa do sumiço. A trajetória do casal é narrada pelo liquidificador (Selton Mello) de Elvira, que ganhou vida quando, tempos atrás, Onofre trocou sua hélice por outra bem maior.

  • Sobre André Klotzeladd

    Diretor de cinema, roteirista, produtor e montador. Estudou cinema na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), entre 1973 e 1978, tendo realizado, durante a faculdade, os curtas-metragens Eva(1975) e Os deuses da era moderna (1977). No curso, frequentou as aulas do crítico Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977), professor que o influenciou, especialmente ao tratar do conceito de cinema popular.

    Em 1974, estagiou nas produtoras da Boca do Lixo. Trabalhou como assistente de produção em Exorcismo negro (1974), do cineasta José Mojica Marins, nos episódios de Adriano Stuart (1942-2012) em Cada um dá o que tem (1975) e Sabendo usar não vai faltar (1975), e como assistente de direção em Kung fu contra as bonecas (1976), também de Stuart. Foi assistente de produção em Curumin (1978), de Plácido Campos, e assistente de direção em Na estrada da vida (1980), de Nelson Pereira dos Santos. Em Janete (1982), de Chico Botelho, além de assistente de direção, foi corroteirista.

     

    Dirigiu o curta-metragem Gaviões (1981) documentário a respeito do universo da torcida corinthiana. Fundou, em 1983, com os fotógrafos Pedro Farkas, José Roberto Eliezer, e com o diretor Ricardo Dias e Zita Carvalhosa, a Cinematográfica Superfilmes, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. A Superfilmes se associou a Tatu Filmes para produzir seu primeiro longa-metragem, A marvada carne (1986), que ganhou onze prêmios no 13º Festival de Gramado e participou da Semana da Crítica, no Festival de Cannes, além de ter levado mais de 800 mil pessoas aos cinemas.

    Produziu o longa-metragem Anjos da noite (1987), de Wilson Barros, dirigiu o curta No tempo da II Guerra (1991) e começou a trabalhar em Capitalismo selvagem, longa-metragem que concluiu em 1994. No final dos anos 1990, adaptou o romance Memórias póstumas de Brás Cubas, do escritor Machado de Assis, lançado em 2001. Deixou a Superfilmes e fundou a Brás Filmes em 2006. Dirigiu, em 2010, Reflexões de um liquidificador, seu primeiro longa em que não escreveu o roteiro.