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No dia 16 de julho, o MIS realiza o Ciclo de Cinema e Psicanálise com exibição do filme A prece, de Cédric Kahn. O programa é uma parceria com a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e apoio da Folha de S.Paulo. A sessão, que tem entrada gratuita e acontece no Auditório MIS (172 lugares), será seguida de debate com a psicanalista convidada Maria de Lurdes Zemel e com o jornalista Naief Haddad. A diretora de Cultura e Comunidade da SBPSP, Luciana Saddi, mediará a conversa.

Edição deste mês é a primeira dentro do módulo "Mal-estar na civilização e religião".

A prece (La Prière, dir. Cédric Kahn, 2018, França, 107”, 14 anos, digital)

Thomas é dependente químico. Para dar um fim à prática, ele decide participar de uma comunidade de ex-usuários de drogas que vivem isolados nas montanhas e usam a oração como uma forma de cura. Inicialmente relutante, Thomas aos poucos aceita se submeter a uma vida espartana de disciplina, abstinência, trabalho árduo e orações frequentes. Ele descobre a fé, mas também o amor, e um novo tipo de tormento.

Qual o lugar da religião em nossas vidas hoje? A psicanálise, desde de sua origem, nunca deixou de pensar e problematizar as religiões e a religiosidade. Em, O mal-estar na civilização (1929), Freud retorna ao tema e o explora por, pelo menos, dois diferentes pontos.

No primeiro ponto, trata do sentimento oceânico que está na base de todas as religiões. Sentimento de pertencer ao todo, de não haver separação entre o eu e o outro; quando homem e mundo ainda não se diferenciaram. Tal sentimento é fruto dos tempos iniciais da vida, no útero o bebê está completamente protegido e nada lhe falta, após o nascimento, nas fases iniciais da vida, os investimentos amorosos dos pais e cuidadores no bebê são enormes e se dão de tal maneira que a criança é incapaz de perceber seu próprio desamparo e dependência do outro para sua sobrevivência.

Sobre os convidados

Maria de Lurdes Zemel é psicanalista da SBPSP, membro fundador da ABRAMD (Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas) e terapeuta familiar membro da associação brasileira de psicanálise de casal e família. Realiza trabalhos de prevenção ao abuso de drogas em diferentes instituições desde 1977. Coautora de Liberdade é poder escolher (FTD). Autora de Alcoolismo (Blucher).

Naief Haddad é jornalista da Folha de S.Paulo. Foi editor de Esportes do jornal e editor de projetos especiais, gastronomia e turismo. Um dos criadores do Guia da Folha, também foi editor-assistente da Ilustrada. Ganhou cinco vezes o Prêmio Folha e recebeu o prêmio Society for News Design Annual Creative Competition por seu trabalho durante a Copa de 2014.

Sobre o Ciclo de Cinema e Psicanálise

A cada edição o ciclo traz um filme em longa-metragem (ficcional ou documental) seguido de debate com um jornalista e um psicanalista convidado. Em seguida, o público pode participar com perguntas, integrando novas perspectivas sobre a obra discutida. A temporada 2019 está dividida em cinco temas, exibindo dois filmes de cada, sendo eles: Sexualidade, Violência, Poder, Religião e Infância. A edição de julho é a primeira dentro do módulo ‘Mal-estar na civilização e religião’.

O ciclo pretende discutir, à luz da Psicanálise, algumas questões suscitadas por obras do cinema moderno e contemporâneo, e proporcionar também formas transdisciplinares de compreensão. O tema, que norteia os debates e a seleção dos filmes, surgiu a partir do ensaio O mal-estar na civilização (1929), escrito por Freud. Neste, o psicanalista afirmava que o progresso civilizatório e tecnológico cobrava elevado preço do indivíduo. Exigia renunciar à agressividade e à sexualidade – como esforço necessário ao desenvolvimento civilizador. Por consequência, o homem se tornava refém do sentimento de culpa inconsciente e de constante mal-estar, ambos impeditivos da fruição da felicidade.

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