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[CURSO MIS ]

O cinema brasileiro moderno (1955-1965): novos olhares e abordagens

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O chamado cinema brasileiro moderno vai muito além de seus nomes mais conhecidos, como o de Glauber Rocha e o do Cinema Novo, movimento de renovação cinematográfica por ele liderado e comumente lembrado pelo slogan “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. Quase uma década antes de Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber, o mais célebre filme moderno brasileiro, um processo de renovação se iniciara com Nelson Pereira dos Santos em Rio, 40 graus (1955) e Rio, zona norte (1957). Este curso apresenta a primeira década de desenvolvimento desse fenômeno múltiplo e multifacetado, abordando não só filmes, mas também a crítica; a produção de manifestos; o universo das mostras, festivais e congressos; as redes de sociabilidade; os diálogos com obras e ideias de outros países; e a própria escrita da história do cinema brasileiro. Dessa forma, o curso concilia filmes e temas já canônicos e obras menos conhecidas e propõe novos olhares e abordagens em diálogo com pesquisas desenvolvidas atualmente. Assim, o curso pode interessar àqueles que estudam o tema, aos amantes do cinema em geral e àqueles que buscam conhecer mais sobre o cinema e a história do Brasil. As aulas contam com apresentação de slides, a fim de sistematizar o conteúdo e de apresentar trechos de textos comentados, além da exibição de trechos de filmes analisados.

Aula 1 | Nelson Pereira dos Santos e o cinema Neorrealista no Brasil. Introdução histórica e conceitual ao cinema moderno: o cinema Neorrealista na Itália e a crítica de André Bazin na França (anos 1940-50). Cinema industrial e cinema independente no Brasil dos anos 1950: a trajetória de Nelson Pereira dos Santos. Discussão dos filmes Rio, 40 graus (1955) e Rio, zona norte (1957).

Aula 2 | Crítica, manifestos e a escrita da história do cinema brasileiro. A crítica de Paulo Emílio Sales Gomes e o cinema brasileiro moderno: discussão do texto “Uma situação colonial?” (1960). Renovação na crítica e no cinema na França dos anos 1950-60: política dos autores e Nouvelle Vague. A formação do grupo cinemanovista, os curtas-deflagradores e discussão dos manifestos “Algo de novo entre nós” (Gustavo Dahl, 1961) e a “Introdução” da Revisão crítica do cinema brasileiro (Glauber Rocha, 1963). Debate sobre renovação na crítica brasileira e a escrita canônica da história.

Aula 3 | O primeiro cinema de Joaquim Pedro de Andrade. A trajetória inicial de Joaquim Pedro de Andrade a partir de seus três primeiros filmes (O mestre de Apipucos e o poeta do Castelo, 1959, Couro de gato, 1961, e Garrincha,

alegria do povo, 1963), discussão de temas caros ao cinema brasileiro moderno: relação entre documentário e ficção; diálogo com a tradição modernista; realismo; e os conceitos de “nacional” e “popular”.

Aula 4 | Glauber Rocha e a estética da fome. A partir do filme Deus e o diabo na terra do sol (1964) e do manifesto “Estética da fome” (1965), ambos de Glauber Rocha, discussão sobre experimentação formal, nacionalismo e engajamento na primeira fase do Cinema Novo. Cinema brasileiro e mercado europeu. O projeto cinemanovista e o impacto do golpe militar de 1964. Desfecho com síntese do percurso abordado pelo curso.

  • Sobre o professor Luiz Anconaadd

    Luiz Ancona possui bacharelado e licenciatura em História e Mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é doutorando no mesmo programa e universidade e bolsista da FAPESP, com pesquisa sobre o filme O homem do pau-brasil (Joaquim Pedro de Andrade, 1981). No mestrado, investigou a recepção crítica e censória dos filmes de Jean-Luc Godard no Brasil da década de 1960.

  • Condições dos cursos MISadd

    → Cancelamento do curso ou mudança de datas 
    Se o número mínimo de inscritos não for alcançado ou por motivos de caso fortuito ou força maior, o curso poderá ser cancelado ou ter datas e horários alterados. Nesse caso, a equipe MIS entrará em contato com todos os inscritos (por e-mail) para passar as informações necessárias. 

     → Problemas técnicos
    Caso ocorra algum problema técnico que impeça a realização da aula, entraremos em contato com os alunos por e-mail informando a providência que será tomada em conjunto com o professor e a equipe do MIS.

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       → Cancelamento de matrícula 
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    Se o cancelamento da matrícula for efetuado após o prazo de 07 (sete) dias, não haverá devolução do valor pago, mas o participante poderá indicar outra pessoa para sua vaga, que gozará dos 100% já pagos.  

    → Certificado
    Para receber o certificado de participação, é necessário assistir a 75% das aulas ministradas. O certificado será enviado no prazo de até 10 dias úteis para o -email cadastrado no ato da matrícula. 

    Para eventuais dúvidas, escreva para: cursos@mis-sp.org.br

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