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Perto do rio tenho sete anos

O Maio Fotografia no MIS chega a sua quarta edição e ocupa, pelo quarto ano consecutivo, todos os espaços do Museu, com uma programação que engloba quatro exposições principais, além de duas mostras e uma instalação interativa.

Apontado por muitos como um dos maiores poetas brasileiros, Manoel de Barros, falecido em novembro passado aos 97 anos de idade, sempre declarou buscar na natureza a inspiração para a sua obra singular. A paisagem do pantanal mato-grossense, cujas belezas o escritor cuiabano tematizou e ajudou a internacionalizar, é o ponto de partida da exposição Perto do rio tenho sete anos, de André Gardenberg.

A série apresenta 45 fotografias em grande formato produzidas pelo fotógrafo no centro-oeste brasileiro e em paisagens como o Jardim Botânico e Itaipava, no Rio de Janeiro, que foram inspiradas no universo de Manoel de Barros, cujos poemas ganham vida na exposição, por meio da voz do ator Pedro Paulo Rangel.

Como nos diz o curador Diógenes Moura, “tanto a poesia de Manoel de Barros quanto a fotografia de André Gardenberg dialogam com as coisas simples da vida cotidiana. E o desafio é exatamente esse: a percepção de que a vida pode ser imensa quando feita a partir de coisas muito simples”. E completa: “suportamos ver a expedição interior de uma formiga? Suportamos ver uma imagem onde não há um corpo crivado de balas na esquina mais adiante?”.

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