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[Palestra]

A transformação dos monstros no cinema: Das criaturas clássicas ao horror humano

50 Vagas

a partir de 16 anos

28.06 a 02.07.2021 | 15h às 17h | Ao vivo pelo Zoom | Inscrição via Sympla | Gratuita 

(escolha um dos dias)

Ministrada pelo pesquisador e crítico Carlos Primati, a proposta da oficina é demonstrar como a representação de diferentes criaturas assustadoras nas telas, desde os clássicos monstros sobrenaturais até seres humanos de comportamento irracional, ajudam a compor um complexo panorama sobre a noção de bem e mal, bonito e feio, natural e sobrenatural, nos levando a refletir sobre o que é “monstruoso”. A intenção é que o participante adquira uma visão mais ampla sobre o tema e com bagagem para ver os filmes sob ângulos mais complexos, ou desenvolva suas próprias pesquisas e estudos dentro do tema. 
Os filmes de horror, desde os primórdios do cinema, se valeram da imagem impactante dos “monstros”, baseando-se em criações literárias e em montagens teatrais, em que Drácula, Frankenstein, O Médico e o Monstro e O Fantasma da Ópera, entre outros, assombravam e intrigavam as plateias com representações visuais de criaturas sobrenaturais ou as consequências malignas da ciência mal aplicada. Outros seres do além, ou de regiões desconhecidas e misteriosas – como lobisomem, doppelgänger, fantasma etc. – se juntaram à galeria com o passar dos anos, vindos do folclore e da tradição oral. O autor francês Victor Hugo propôs uma quebra na tradição ao tornar o monstro digno de empatia – pessoas fisicamente grotescas, mas de bom coração, como O Corcunda de Notre Dame e O Homem Que Ri, e o cinema também adotou essa abordagem, chegando a casos extremos, como o filme “Freaks”, de 1932. O moderno cinema de horror é marcado por outra quebra de paradigma, quando Alfred Hitchcock realizou “Psicose”, em 1960, no qual apresenta um assassino psicopata jovem, bonito, carismático, tímido e (aparentemente) inofensivo. O monstro nas telas se torna o próprio ser humano, cuja maldade parece sem limite, seja ele da ficção (Leatherface, Michael Myers, Hannibal Lecter) ou inspirado em assassinos do mundo real (Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, John Wayne Gacy). Contando com 100 anos de monstros nas telas, os filmes de horror continuam impactando com suas criações que despertam nosso medo e fascínio, ao mesmo tempo em que nos desafiam a compreender a origem da maldade. 

Sobre o professor: Carlos Primati é pesquisador de cinema fantástico, crítico, editor, tradutor e professor de cursos livres. Ministrou diversos cursos pelo MIS, abordando temas como Expressionismo Alemão, Alfred Hitchcock, História do Horror, Ficção Científica da Década de 1950, Horror no Cinema Brasileiro e Zé do Caixão. Também colaborou com a exposição sobre Hitchcock no MIS e integra a equipe de oficineiros do Pontos MIS há alguns anos, inicialmente com viagens presenciais e, a partir de 2020, com criação de conteúdo para o canal do projeto no YouTube. 

[MINI BIO OFICINEIRO]

Carlos Primati

Jornalista, crítico, tradutor, historiador e pesquisador dedicado a tudo que se refere ao cinema de horror mundial. Publicou artigos em livros sobre a obra do cineasta José Mojica Marins, sobre o Horror no Cinema Brasileiro e sobre o cineasta Carlos Hugo Christensen, firmando parceria com a Heco Produções em mostras dedicadas à produção nacional no gênero. Escreveu sobre a carreira nos filmes de horror da atriz Débora Munhyz para o livro Do Terror ao Amor, de Rafael Spaca, e sobre Carlo Mossy para a mostra Curta Circuito de 2017. Também escreveu ensaios para catálogos das mostras de George A. Romero e Rock Terror, da atriz Ruth de Souza e para o centenário de Kirk Douglas.

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Assista #misemcasa