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Após dois anos difíceis por conta da pandemia, sendo uma versão presencial “enxuta” em 2021, a 25ª edição do Festival de Cinema Judaico “A Hebraica” de São Paulo, que acontece entre 7 e 14 de agosto, celebra uma “retomada” em seu um quarto de século somando mais de mil filmes exibidos desde a primeira edição, em 1996. O festival deste ano chega com 35 títulos de doze países.

Entre as produções confirmadas, há obras premiadas – entre filmes de ficção, documentários e curtas – de países como Letônia, África do Sul, França, Alemanha, EUA, Argentina e Brasil. Um dos destaques é o filme “Imagem da Vitória”, do diretor israelense Avi Nesher, considerado por muitos críticos de cinema como um de seus melhores trabalhos. Outro destaque desta edição é a maior presença das produções latino-americanas, representadas por Brasil e Argentina na categoria de documentários. 

A parceria do Festival com a Steve Tisch School of Film & Television da Tel Aviv University, endeu a presença de cinco dos sete curtas-metragens produzidos por jovens cineastas, sendo direcionados ao público jovem. Além disso, o cronograma da edição de 25 anos do Festival novamente reúne a sessão “Panorama Israel”, trazendo destaques da produção do país, que continua em plena efervescência. 

As exibições da edição 2022 vão ocorrer no Teatro Arthur Rubinstein e Teatro Anne Frank, espaços tradicionais do Clube Hebraica, com abertura no dia 7 de agosto, domingo, às 19h, com o filme “Lições de Persa”. E continuando parceria de longa data com o Festival, o Museu da Imagem e do Som (MIS) também vai será palco das exibições dias 10, 11 e 13 de agosto. 

Confira a programação:

 

  • quarta, 10.08add

    20h

    O rio dos Cohen 
    (dir. Felipe Goifman e Mauricio Sousa, Brasil, 2022, 16 min, 14 anos) 

    Documentário que retrata um dos capítulos da saga dos judeus na Amazônia, uma história tão pouco conhecida. O filme apresenta um pedaço dessa história a partir de Belém, Santarém, Manaus, Macapá e do rio dos judeus ou rio dos Cohen, na cidade de Cametá no Pará. 

    Marranos do Sertão
    (dir. Felipe Goifman e Sergio Bloch, Brasil, 2021, 11 min, 14 anos) 

    No Nordeste brasileiro, descendentes dos judeus que foram forçados a se converter ao cristianismo durante a Inquisição, retornam às suas origens e passam a cultivar rituais do povo hebreu. 

    Ilha dos Xuetas
    (dir. Dani Rotstein; Ofer Laszewicki; Felipe Wolokita, Espanha, 2021, 63 min, 14 anos) 

    Através de uma intrigante investigação, o filme conta a história secreta da herança judaica da ilha espanhola de Maiorca. Depois que a Inquisição os exilou da Espanha no século XV, os judeus de Maiorca foram convertidos à força ao catolicismo ou queimados vivos. No entanto, muitos ainda praticavam o judaísmo em segredo. Conhecidos como Xuetas, sofreram séculos de discriminação. À medida que a vida judaica tenta retornar às Ilhas Baleares, uma minoria sufocada é reintroduzida à cultura e às tradições transmitidas sob coação ao longo de gerações. Este passeio esclarecedor pelo bairro judeu medieval de Maiorca procura reconciliar o passado doloroso com a visão de um futuro mais inclusivo. 

  • quinta, 11.08add

    20h 

    Pintor de letreiros 
    (dir. Viesturs Kairiss, Letônia; Lituânia; República Tcheca, 2021, 114 min, 14 anos) 

    Ansis ganha a vida como pintor de letreiros. Seu ofício é necessário em todos os regimes – nos autoritários anos trinta, depois no comunismo, e ainda no nazismo. Ansis é obrigado a cooperar e a refazer os letreiros à medida que os governantes mudam. Até que ele se vê em um triângulo amoroso. Apaixonado pela judia Zisele, com quem não pode se casar por motivos religiosos e sociais, casa-se com uma moça letã, que rapidamente conquista seu coração. Acontecimentos históricos viram a perspectiva dos relacionamentos de cabeça para baixo quando Zisele torna-se comunista e depois vítima das perseguições dos nazistas. 

  • sábado, 13.08add

    18h 

    Peron e os Judeus 
    (dir. Sergio Shlomo Slutzky, Argentina, 2021, 73 min, 14 anos) 

    Depois que seu pai é acusado de ter sido “outro gorila judeu” na década de 1950 (reacionário que apoiou o golpe militar de 1955 que depôs o governo de Juan Perón), Shlomo Slutzky decide sair e investigar o suposto DNA de seu pai e descobre uma jovem geração judia cheia de idealismo humanista. Nesta jornada, ele alcança amigos da juventude de seu pai durante a presidência de Perón, historiadores e pesquisadores e outras testemunhas na Argentina e em Israel. A jornada além de pessoal, buscou também focar na cisão política que continua a dividir a sociedade argentina. 

     

    20h 

    Crescendo 
    (dir. Dror Zahavi, Alemanha, 2020, 106 min, 14 anos) 

    Quando o maestro mundialmente famoso Eduard Sporck aceita o trabalho de criar uma orquestra jovem israelense-palestina, rapidamente percebe que muitos problemas insolúveis virão à tona. Tendo crescido em um estado de guerra, repressão ou risco constante de ataques terroristas, os jovens músicos de ambos os lados estão longe de formar uma equipe. Alinhados atrás dos dois melhores violinistas – a palestina Layla e o israelense Ron – eles formam dois partidos que desconfiam profundamente um do outro, dentro e fora do palco. 

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