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A exposição Arte é bom foi pensada para atrair todas as idades — e, em especial, as crianças — com mais de 25 obras participativas de artistas brasileiros que apresentam a arte contemporânea para ser experimentada, tocada e investigada. 

Entre instalações, objetos manipuláveis, atividades imersivas e vídeos, reúne obras consagradas de expoentes como Hélio Oiticica e Lygia Clark. Ao longo do percurso tudo pode e deve ser experimentado. O convite está aberto para brincar e reencontrar com a infância, independentemente da idade, em ambientes com experiências inusitadas e instigantes. 

Uma extensa programação paralela, composta principalmente por oficinas e performances, integra a exposição. Confira a programação da primeira semana. 

06.10, 17h | Performance | Ato Escultórico, de Franklin Cassaro 
Classificação livre
Ingresso gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria do MIS)

A performance “Atos escultóricos” se assemelha a um stand up regado de humor e magia. Franklin Cassaro chega munido de dezenas de sacolas plásticas portando um chapéu e inicia um convite junto às crianças e ao público presente para realizarem juntos uma maquete parecida com sua escultura que integra a exposição “Arte é bom”. 

A maquete composta de sacolas plásticas que viram e se desdobram em cubos plásticos transforma-se em um inflável e, muitas vezes, em balões. Ele realiza várias mágicas se relacionando com os sacos plásticos durante toda a performance, utilizando diversos ventiladores que dão fluidez aos movimentos desses objetos. 

Segundo ele, o que faz ali é magia. Durante todo ato existe uma batucada com instrumentos não convencionais, como flautas que emanam sons semelhantes aos criados por povos originários australianos. 

Sobre o artista 
Franklin Cassaro
cria esculturas que, como objetos vivos, se modificam e estão em constante evolução. Elementos como o ar e o vento são fundamentais em muitos de seus trabalhos. As performances do artista surgem como atos escultóricos. Sua obra possui grande influência de Lygia Clark e Hélio Oiticica. Suas primeiras exposições individuais aconteceram em 1988, na Galeria Macunaíma, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Realizou exposições individuais na Alemanha e Austrália e participou de coletivas na Áustria, EUA, Espanha, França, Inglaterra, Itália, México e Porto Rico. Em parceria com a bailarina Michele Spiewak, criou, em 1989, a performance com infláveis que, em 2016, serviu de base para a performance apresentada na contagem regressiva da cerimônia de abertura das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Cassaro é um dos quatro fundadores da galeria A Gentil Carioca no Rio de Janeiro.    

 06.10, das 15h às 16h30 | Oficina | Brincar ao avesso, com Rommulo Vieira Conceição 
20 vagas
Classificação livre

Nesta oficina, será proposta a observação dos elementos do mundo ordinário que foram construídos para outros fins, mas que são subvertidos em brinquedos pelas crianças. Essa observação será feita tendo como base o desenho e a conversa com crianças e adolescentes interessados no tema. Quem conduz a oficina é o artista Rommulo Vieira Conceição, que integra a exposição “Arte é bom”. 

Sobre o artista 
As instalações, fotografias e objetos criados por Rommulo Vieira Conceição desconstroem noções habituais de função e uso na arquitetura e nos conteúdos de espaços domésticos ou públicos. Para o artista, a percepção do espaço físico acontece “como um lugar no qual nos organizamos de acordo com as nossas características individuais, pessoais, culturais, sociais e psicológicas”. A partir da forma, seus objetos e instalações convidam o público a refletir, também, sobre as camadas impostas em uma sociedade que cria barreiras para sua própria população. Em Estruturas dissipativas, por exemplo, gangorras, bancos e mesas convidam o público para sua fruição, apesar dos obstáculos colocados entre eles. 

 08.10, das 15h às 17h | Oficina de tortilhoca, com Neide Rigo 
15 vagas 
Crianças a partir de 7 anos ou adolescentes acompanhados

Esta oficina ensina a fazer tortilhocas, que são pães chatos como as tortilhas mexicanas ou chapatis indianos, porém feitos com nossa farinha de mandioca, água, sal e algum outro ingrediente natural para dar cor e sabor, que vão à frigideira para dourar. Um momento divertido é abrir as massinhas misturando cores e fazendo desenhos inusitados. O preparo é seguro, não há líquidos quentes e serão feitas ao ar livre. 

 12.10, das 15h às 17h | Oficina | Construssim, com Thelma Löbel e Alberto Duvivier Tembo, do coletivo Zebra5 
25 vagas 
Classificação livre

Construssim convida os participantes a brincarem com as palavras no espaço público, formando uma poesia concreta tridimensional a muitas mãos – e corpos. Essa grande conexão de palavras, sem início, meio e fim, de autoria indefinida, coletiva e mutável, se transforma à medida em que é montada, remontada, desmontada, lida, relida, apropriada e, finalmente, descompreendida. 

Sobre o Zebra 5 
Coletivo de educadores que acredita no jogo como um valioso elemento do aprendizado estético. Atua em instituições culturais e educacionais, com propostas relacionadas aos universos lúdico e artístico, em geral com foco nas artes visuais, teatro, literatura ou educação ambiental. Com atividades e contextos diversificados, atua com formação de educadores e equipes, elabora propostas para exposições, jogos com conteúdo artístico, materiais gráficos educativos ou outros projetos que envolvam jogo, arte e educação.  

Sobre Thelma Löbel 
É bacharel em Artes Plásticas pela FAAP, licenciada em Educação Artística pelo Centro Universitário Belas Artes e pós-graduanda em Educação Lúdica em Contextos Escolares, Não Formais e Corporativos do Instituto Superior de Educação Vera Cruz. Acredita no jogo e na arte como práticas da sensibilidade, liberdade e imaginação. Em 2020, concluiu a pesquisa de mestrado intitulada: “Mediação cultural: o jogo como experiência artístico-educativa”, no Instituto de Arte da UNESP. 

Sobre Alberto Duvivier Tembo 
Formado em Artes Plásticas pela FAAP, com pós-graduação em Educação Lúdica em Contextos Escolares, Não Formais e Corporativos do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e em Ciências Holísticas e Economia para a Transição pelo Schumacher College Br. Compreende o trabalho de artista e educador como indissociáveis, desenvolvendo obras-jogo. Além do jogo, tem no meio ambiente um dos principais temas de seu trabalho artístico. 

 15.10, às 10h | Oficina | Bailinho para crianças, com Beatriz Milhazes
Ingresso gratuito (reserva pelo site da INTI)
20 vagas 
Classificação livre

A artista Beatriz Milhazes, que participa da exposição com o grande painel “Reiventando bailinho”, realizada a atividade educativa Bailinho para crianças, onde a criatividade será trabalhada em um jogo com formas e motivos em ímãs que propõe uma nova maneira de pensar a geometria para as crianças investigarem formas e cores.

22.10, das 15h às 16h30 | Oficina | Caleidoscópios, com O Pequeno Colecionador
Ingresso gratuito (retirada com 1h de antecedência na bilheteria do MIS)
20 vagas 
Classificação livre

Esta oficina tem início com um percurso pela exposição com um carrinho móvel, direcionando os participantes para duas obras: “Elevador”, de Marcia Xavier, e “Giroscópio”, de Artur Lescher. A ideia é destacar nesses trabalhos alguns elementos específicos: o uso de espelhos ou outras superfícies refletoras, seus efeitos de luz e o movimento — aspectos que se repetirão na atividade proposta e servirão de inspiração para a criação dos caleidoscópios. 

Sobre o grupo Pequeno Colecionador
O Pequeno Colecionador é um grupo formado por Artur Lescher, Mariane Klettenhofer e Paula Azevedo que se propõe a pensar sobre a arte e a experiência do brincar em suas diversas formas, histórias e culturas. O grupo atua fazendo pesquisa sobre o brincar, propondo atividades criativas em seus canais digitais, promovendo encontros brincantes, realizando exposições e comercializando brinquedos de artistas. Na exposição “Arte é bom”, o grupo foi responsável por desenhar o projeto do programa educativo. Junto de Thelma Lobel e João Régis Lima fez uma curadoria de convidados especiais e propôs uma série de oficinas criativas. Além disso, vem trazendo um carrinho móvel que vai passear pela exposição e servir de apoio na produção de atividades criativas. 

29.10, às 15h | Oficina | Fotografia ecológica: Antotipia, com Mariane Cavalheiro 
Ingresso gratuito (retirada com 1h de antecedência na bilheteria do MIS)
20 vagas 
Classificação: a partir de 07 anos com acompanhamento de um responsável

Esta oficina busca investigar processos de impressão fotográfica, através da criação de diferentes composições com materiais orgânicos e não orgânicos. Com o uso de soluções fotossensíveis a partir de pigmentos contido nos sucos de beterraba, amora, açafrão, espinafre e couve, diferentes tonalidades e possibilidades de revelações são apresentadas, através do tempo de exposição que a composição ficará sob a luz, causando improviso e diferentes efeitos. 

A oficina acontece em seis momentos diferentes:  
1º momento: Apresentação da proposta com imagens referenciais. 
2º momento: Escolha dos materiais que serão usados na composição fotográfica (materiais translúcidos, sólidos e com diferentes formas). 
3º momento: Com vegetais, frutas e temperos são produzidos os pigmentos, batidos no liquidificador ou macerados no pilão (almofariz) e coados ou peneirados. Esse líquido pigmentado é passado na folha com gramatura mais grossa (canson) e a composição é sobreposta a ela. A composição deve ser colocada nas pranchetas e prensadas com acetato transparente.  
4º momento: Composição realizada, ele deve secar em locais com luz solar ou artificial (spots de luz quente). 
5º momento: Discutir com o grupo a relação da composição e os possíveis efeitos.  
6º momento: Abrir as composições ou levá-las com os prendedores para que a queima através da luz ainda ocorra. 

Sobre Mariane Cavalheiro  
Doutoranda no laboratório de Tecnologias da Inteligência e Design Digital, artista, pesquisadora e professora, com pesquisa relacionada a Inteligência Artificial e ao processo criativo em arte. No mestrado (TIDD), desenvolveu pesquisa no campo da prática acadêmica e dos cursos interdisciplinares, como o STEAM. Na arte, busca aproximar a poética e a programação, utilizando diversos bancos de dados extraídos do cotidiano. 

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