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Celebrando “Toda Forma de Existir”, o Festival Mix Brasil, maior evento cultural dedicado à diversidade da América Latina e um dos maiores do mundo, chega a sua 30ª edição ocupando oito espaços culturais de São Paulo. Com uma programação majoritariamente presencial, o evento inova mais uma vez, incluindo em sua programação experiências de realidades estendidas, que podem ser conferidas no MIS.  

De 9 a 20 de novembro, o Festival traz 119 filmes de 35 países e de 12 estados brasileiros, experiências XR vindas da França, Holanda, Taiwan, China e Chile, 6 espetáculos teatrais inéditos, shows musicais, literatura, performances, palestras e workshops sobre temas relevantes para comunidade LGBTQIA+, Show do Gongo, além de homenagear com o prêmio Ícone Mix a artista multimídia Linn da Quebrada. 

O MIS é um dos espaços que recebe o Festival. Conheça a programação:

De 10 a 18.11 | Programação de filmes | Auditório MIS 

Hypha 
(dir. Natalia Cabrera, Chile, 12 min, 12 anos) 
“Hypha” é uma história imersiva de realidade virtual que leva os espectadores a uma jornada para limpar a Terra de desastres causados pelo homem, tornando-se um cogumelo Stephanopus azureus. Do esporo ao cogumelo, o usuário pode vivenciar o ciclo de vida de um cogumelo para entender a importância do reino fungi como principal agente de biorremediação da Terra. 

In the Mist 
(dir. Chou Tung-yen, Taiwan, 2020, 14 min, 16 anos) 
Em uma sala mal iluminada e cheia de neblina, silhuetas de homens, sozinhos, em pares ou em grupos, abandonam-se à exploração de sua sexualidade. Entre o sonho e o despertar, “In the Mist” mergulha em uma experiência inesperada, onde o tempo parece estar suspenso e os corpos em transe. Chou Tung-yen lança um olhar poético e explícito sobre o desejo, que se configura aqui em torno do prazer de ver e ser visto – questionando ativamente o do espectador. 

De 10 a 20.11 | MIX.XR | Experiências de realidades estendidas (XR) | Foyer do Auditório MIS 

Diferentes plataformas permitem o desenvolvimento de novas temáticas e novos conteúdos concebidos a partir das possibilidades tecnológicas que cada uma delas oferece. Ao completar 30 anos, o Mix Brasil inova com a inclusão de mais um eixo em sua programação: as experiências de realidades estendidas (XR). A XR é um termo guarda-chuva usado para designar esse novo gênero da produção audiovisual com tecnologias imersivas que criam uma extensão da nossa realidade, especialmente a realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR). 

Ainda são raros os trabalhos sobre diversidade sexual realizados com essas novas tecnologias. O Mix Brasil conseguiu trazer da França, Holanda, Taiwan, China e Chile projetos premiados e inovadores que misturam diferentes linguagens e recursos tecnológicos para tratar de temas como parentalidade pós-humana, trans-humanismo, orgasmo feminino, sexo grupal e diferentes identidades de gênero. Apresenta, ainda, a estreia mundial de “Flâneur”, uma coprodução Brasil-França realizada com performances ao vivo, imersão sonora e VR. 

As experiências apresentadas no 30º Festival Mix Brasil são a primeira reunião de trabalhos LGBTQIA+ em XR já realizada na América Latina – e acrescentamos por aqui a construção de instalações específicas para cada uma delas, ampliando a imersão em seus conteúdos. 

Sobre as obras expostas 

Lips 
(Pei-Ying Lin, Taiwan, 2021, 16 anos) 
Uma mulher tem dois lábios: a boca e a vulva.  
“Lips” é uma experiência interativa de realidade virtual que convida o público a entrar em um corpo feminino para despertar seu desejo, resultando em uma jornada de fluidez e surrealismo. A Realidade Virtual é usada para criar uma imersão de privacidade, o que significa materializar nossa experiência sensorial por meio de toques privados. 

When We Stayed Home 
(Targo, França, 2020, 12 anos) 
Em abril de 2020, o mundo inteiro compartilhou um destino comum. Em todos os lugares, cidadãos foram obrigados a ficar em casa em razão de uma das piores pandemias do século. Esta série imortaliza esse momento único na história e leva você ao coração das cidades vazias do mundo. Neste episódio, descubra o vazio de Veneza em confinamento através da história de um dos gondoleiros da cidade, Alex Hai. 

1,2,3… Soleil
(Arnault Labaronne em colaboração com Anne-Marie Van Dongen, David Bihan e Valérian Denis, França, 2016, 12 anos) 
Sinopse: Todo mundo se lembra de ter jogado esse jogo um dia... Percorra a vida de um homem para quem esse jogo infantil acabou associado às suas melhores e piores lembranças... 

Encruzilhada Blockchain | Mostra de NFTs 
classificação 12 anos 
O Mix Brasil convidou para esta mostra de NFTs criadores LGBTQIAP+ de práticas distintas no campo das artes: de carnavalescos a artistas olfativos, passando por escultores digitais, cineastas e performers. Suas obras apresentam estados de transição, corpos tornando-se outros, paisagens naufragadas e distorcidas, passando do natural ao artificial, do digital ao analógico. Participam os artistas Anarca Filmes, Anna Costa e Silva, Felippe Moraes, Gabriel Haddad e Leonardo Bora, Gabriel Junqueira, Guilhermina Augusti, João GG, Karola Braga e Matheus Montanari, Renan Marcondes, Ricardo de Càstro, Rodrigo D’Alcântara, Tales Frey, Thiago Ortiz. 

A mostra de NFTs parte de uma alegoria baseada na figura de Exú, senhor daquilo que não tem fronteira nem definição, que transparece tanto nas expressões identitárias, de gênero e sexualidade que perpassam estas pessoas criadoras, quanto pelo frisson midiático de uma nova forma de armazenamento de arquivos digitais que invadiu o léxico das discussões sobre arte e cultura nos anos recentes.  

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